Uma Vida Boa
- Direção: Diogo Liberano
- Duração: 70 minutos
- Recomendação: 16 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.


Lançado no Rio de Janeiro em março de 2014, o drama Uma Vida Boa demorou três anos para ganhar os palcos paulistanos e chega quando discussão semelhante está prestes a ser vista na novela A Força do Querer, da Rede Globo. Com isso, o debate em torno da questão de gênero amplia o interesse da peça de Rafael Primot. A trama, inspirada em um caso real ocorrido em 1993, enfoca um homem nascido em um corpo de mulher diante do preconceito. Brandon ou apenas B (interpretado por Amanda Mirásci) muda de cidade em busca de uma rotina em que suas roupas, cabelos e o desejo por garotas não sejam um entrave social. Ele logo se apaixona pela cantora L (papel de Julianne Trevisol) e se torna amigo de J (representado por Daniel Chagas), um sujeito truculento e passional. A esperança do protagonista em conquistar a tal “vida boa” se esvai na medida em que J, enciumado, decide minar o romance de B e L. O espectador se envolve com a tragédia anunciada e, mesmo que as interpretações pouco surpreendam, a direção de Diogo Liberano faz com que os tipos ganhem a cumplicidade em cenas emotivas que beiram o depoimento. A iluminação criada por Daniela Sanchez aumenta a intimidade e oferece belas imagens. Estreou em 6/4/2017. Até 30/6/2017.





