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Um Lugar Silencioso

Tipos de Gêneros dramáticos: Drama, Ficção científica, Terror
VejaSP:

Resenha por Miguel Barbieri Jr.

É bom quando um diretor faz muito com pouco. São apenas quatro atores em cena, sob uma direção eficiente, em Um Lugar Silencioso. Outra virtude do filme, comandado, estrelado e com roteiro também escrito por John Krasinski (da série The Office) está na contenção proposital de palavras, dando um incômodo ainda maior na plateia. A premissa de ficção científica logo se transforma num drama de horror de alta tensão, embora seu clímax seja frouxo e não escape do lugar-comum. Até lá, contudo, a trama flui com surpresas e sustos. A Terra foi tomada por alienígenas e os sobreviventes precisam tomar cuidado para não emitir qualquer tipo de ruído — é isso que atrai as criaturas. O casal Lee e Evelyn (papéis de Krasinski e Emily Blunt) e dois filhos (Millicent Simmonds e Noah Jupe) só se comunicam por sinais, buscam provisões numa cidade de cenário pós-apocalíptico, mas vivem numa casa isolada em meio a plantações. Praticamente mudo, o enxuto longa-metragem mostra ousadia por ser movido por efeitos de áudio e trilha sonora. Direção: John Krasinski (A Quiet Place, EUA, 2018, 90min). 14 anos. Estreou em 5/4/2018.

    info
  • Direção: John Krasinski
  • Duração: 95 minutos
  • Recomendação: 14 anos
  • País: EUA
  • Ano: 2018
Comentários

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  1. O diretor-ator-coprodutor-corroteirista John Krasinski, da série The Office, acertou neste filme extremamente tenso, que tem uma combinação feliz de elementos de alguns filmes:
    • De Alien, as feições dos alienígenas e cenas como a do clássico encontro cara a cara da protagonista com um deles
    • De No Limite do Amanhã, em que há uma invasão de alienígenas superpoderosos
    • E, mais ainda, de Ao Cair da Noite, pelo isolamento dos sobreviventes, a rotina entediante e o perigo de se sair da casa.
    Emily Blunt (esposa de Krasinski na vida real) novamente encaixa muito bem no papel de mulher firme e decidida, como em No Limite do Amanhã e O Diabo Veste Prada.
    Além do dela, o outro papel de destaque fica com Millicent Simmonds (que é surda também na vida real) e faz a adolescente rebelde, que se julga mal-amada pelo pai.
    O filme remete a uma situação real: Como teria vivido a família de Anne Frank e os agregados que com eles se escondiam no “Anexo”? Como era aquela vida em silêncio por anos a fio? Algo angustiante, e parece ser esse o ponto onde o filme ganha o espectador e o faz deixar de lado alguns possíveis furos do enredo (os alienígenas, por exemplo, não parecem ser tão poderosos a ponto de praticamente extinguir os humanos).
    E a trilha eletrizante de Marco Beltrami é um ótimo complemento para o enredo, com uma única e genial quebra, na bela Harvest Moon, de Neil Young.