Roda Viva
- Direção: José Celso Martinez Corrêa
- Duração: 210 minutos
- Recomendação: 18 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.




Escrito em 1967, o musical Roda Viva foi a primeira peça de Chico Buarque e o único argumento original de suas quatro incursões como autor teatral. O diretor Zé Celso Martinez Corrêa, cinco décadas depois de causar escândalo com o texto, remonta a obra sem desprezar as devidas adaptações que, inclusive, valorizam uma frágil dramaturgia. Ben Silver (interpretado por Roderick Himeros) é o sambista alçado ao mundo da fama pelo ambicioso empresário Anjo (o ator Guilherme Calzavara). O artista perde sua identidade, vê desandar o amor por Juliana (Camila Mota) e, sugado pelas exigências do showbiz, mergulha em uma massacrante rotina. A televisão, retratada como a máquina opressora do personagem, agora, divide o posto de vilã com a internet, as redes sociais e as fake news, propagadas pelos celulares. Se não fosse assim, tudo ficaria excessivamente datado. Zé Celso, que não está em cena, entendeu o valor de recuperar a súplica de liberdade criativa e pessoal proposta por Chico e incorpora um tom contemporâneo ao espetáculo. A nova montagem do Oficina ainda incluiu no roteiro canções vigorosas de Chico como a recente Caravanas e a emblemática Cordão (1971), responsável pelo apoteótico final que propõe uma celebração coletiva. Com Joana Medeiros e Marcelo Drummond. Um coro de vinte integrantes e uma banda de sete músicos também estão em cena (210min, com intervalo). Estreou em 6/12/2018.
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