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Prazeres Proibidos

Resenha por Julia Flamingo

Gênero de sucesso entre o fim dos anos 1960 e o começo de 1980, a pornochanchada misturava comédia popular e erotismo. Despolitizada demais para a esquerda e promíscua além da conta para a direita, divertia o público aparentemente sem causar polêmicas. Por trás dos panos, porém, a categoria contrariava os valores da ditadura militar. Na exposição Prazeres Proibidos, Fernanda Pessoa escolheu quinze filmes para mostrar os cortes feitos pela divisão de censura. Numa instalação bonita e precisa, gavetas de arquivos antigos iluminadas destacam documentos da época, com frases como “Retirar a cena em que Ferrão batuca nas nádegas de Neusa” ou “Cortar cena de homossexual agarrando-se no pseudo-­pré-histórico”. Numa pesquisa apurada, Fernanda encontrou os filmes na íntegra e separou as cenas censuradas para serem exibidas em outra sala da mostra. Depois de visitar a exposição, resta esperar pelo filme que a artista também vai lançar sobre o assunto: Histórias que o Nosso Cinema (Não) Contava, com estreia prometida para este ano.

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