Ponto Morto
- Direção: Camilo Bevilacqua e Denise Weinberg
- Duração: 70 minutos
- Recomendação: 12 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.


Escrito por Hélio Sussekind, o drama Ponto Morto chega ao palco apoiado em um tema de forte apelo emocional. No centro da trama, um homem (papel de Luciano Chirolli) vive o permanente conflito entre a impaciência e a resignação diante do filho (representado por Marat Descartes), que, apesar dos 40 anos, carrega o desenvolvimento cognitivo de uma criança. Veículo precioso para atores expressivos, o espetáculo ganha certa relevância no contraponto estabelecido pelos intérpretes. Chirolli defende com segurança as nuances do personagem, enquanto Descartes, sensível, supera a trilha sinuosa de compor um autista sem escorregar em exageros. A dramaturgia, no entanto, apresenta poucas variações e, apoiada em metáforas, se enfraquece diante de uma estrutura arrastada. Dirigida por Camilo Bevilacqua e Denise Weinberg, a montagem perde a chance de ampliar a leitura sobre traumas e carências nas relações humanas e se limita à difícil convivência entre o pai e o filho deficiente. Estreou em 10/3/2017.





