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Piero Manzoni

Resenha por Laura Ming

Considerado um dos nomes europeus mais importantes do pós-guerra, o italiano Piero Manzoni (1933-1963) ampliou o conceito de arte com seu trabalho provocador e cheio de bom humor, que tem influências até hoje. Em sua criação mais emblemática (e polêmica), apresentou as próprias fezes enlatadas num museu — produzindo um choque semelhante ao provocado pelo urinol do francês Marcel Duchamp. O escatológico trabalho, que questiona o status da obra de arte, faz parte da mostra que leva seu nome no MAM. A seleção inclui também um balão com o sopro do autor e um pedestal sobre o qual visitantes foram convidados a subir e, dessa forma, transformaram-se em esculturas vivas. Ações que podem ser vistas como precursoras das performances, tão difundidas atualmente. Com trajetória consistente, apesar de curta — Manzoni morreu aos 29 anos, vítima de um infarto —, ele se propunha a desmitificar a autoridade do criador. Uma ruptura que não acontecia desde as vanguardas europeias, no início do século XX. Vale, no entanto, um aviso: quem não conhece sua história corre o risco de se perder diante dos objetos expostos, aparentemente banais quando observados fora do contexto. Falta à montagem oferecer ao visitante embasamento e explicações sobre a instigante discussão levantada por Manzoni. De 8/4/2015. Até 21/6/2015.

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