Papillon
- Direção: Michael Noer
- Duração: 120 minutos
- Recomendação: 16 anos
- País: Estados Unidos
- Ano: 2017
Resenha por Dirceu Alves Jr.



Em 1973, o filme Papillon, dirigido por Franklin J. Schaffner, trazia Steve McQueen e Dustin Hoffman nos créditos principais. Mais de quatro décadas depois, o drama, baseado em uma história real, ganha um remake assinado pelo cineasta Michael Noer que, sim, merece ser visto, mesmo pelos fãs do original. Desta vez é o ator Charlie Hunnam quem interpreta Henri Charrière, o Papillon, golpista em uma Paris dos anos 30 que não era para amadores. Depois de cair em uma cilada, o rapaz é condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu e, enviado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, só pensa em uma coisa: fugir daquele inferno. Por lá, ele conhece o detento Louis Dega (Rami Malek, na pele do personagem de Hoffman), homem humilde que se torna seu amigo e promete ajudá-lo em troca de auxílio para escapar da prisão. Durante as duas horas seguintes, o cara sofre horrores, tem suas tentativas de fuga frustradas e, em um absurdo teste de resistência, continua de pé em busca do sonho da liberdade. Mesmo para quem conhece o desfecho da história — afinal, é um caso verídico —, a refilmagem possui atrativos de sobra. A odisseia de Papillon ainda é capaz de prender a atenção do espectador, a fotografia garante belas imagens e as interpretações de Hunnam e Malek têm potência dramática. Papillon não perdeu o fôlego e pode, inclusive, ser visto em dobradinha com a primeira versão ou até mesmo despertar interesse para o livro, escrito pelo próprio Charrière, que deu origem a tudo isso e acaba de ser relançado no Brasil (Papillon, EUA, 2017, 120min). 14 anos. Estreou em 4/10/2018.







