Os Famosos e os Duendes da Morte
- Direção: Esmir Filho
- Duração: 101 minutos
- Recomendação: 16 anos
- País: Brasil/ França
- Ano: 2009
Resenha por Miguel Barbieri Jr




Eis um cineasta a acompanhar com interesse e com algo mais a dizer. O paulistano Esmir Filho, do curta Tapa na Pantera, distancia-se aqui do cinema comercial praticado em fitas como Se Eu Fosse Você. Também não se apega a maneirismos de estreante nem se filia ao papo-cabeça de, por exemplo, Insolação. Faz sua estreia em longa-metragem com um trabalho denso, original e muito impactante em suas imagens texturizadas. Trata-se de um cinema de poucas (e boas) palavras, arejado em formas marcantes, feito para aguçar os sentidos. É preciso, porém, comprar a proposta, a “viagem” e o ritmo pausado da trama. Nela, um jovem de 16 anos (interpretado por Henrique Larré) vive uma crise existencial numa pequena cidade do Rio Grande do Sul. Ele quer ver um show de seu ídolo, Bob Dylan, e, através da internet, acompanha os vídeos caseiros feitos por um casal. Na companhia de seu melhor amigo, o rapaz mata o tédio fumando maconha. A chegada de um homem (papel de Ismael Caneppele) vai reacender antigas lembranças. Além de um registro bastante autoral, o diretor, inspirado no livro Música para Quando as Luzes Se Apagam, do ator e roteirista Caneppele, acerta na autenticidade ao flagrar o marasmo das cidadezinhas. Com Tuane Eggers. Estreou em 02/04/2010.





