O Futuro Adiante
- Direção: Constanza Novick
- Duração: 85 minutos
- Recomendação: 14 anos
- País: Argentina
- Ano: 2017
Resenha por Dirceu Alves Jr.


Dirigida por Constanza Novick, a comédia dramática O Futuro Adiante parece uma novela pouco inspirada do autor global Manoel Carlos. O ponto de partida é interessante, promete polêmicas, mas, no desenrolar, as questões são abordadas em um formato de crônica do cotidiano em que quase nada acontece. A amizade de Romina e Flor (interpretadas por Dolores Fonzi e Pilar Gamboa) é retratada em três tempos. Na transição da infância para a adolescência, elas dançam, maquiam-se e trocam figurinhas sobre os namorados. Anos mais tarde, enquanto Romina acabou de ter um bebê e tenta readaptar a rotina do seu casamento, Flor está em crise com o marido, que vive no México, e se instala na casa da amiga, aumentando o stress. A terceira fase apresenta as duas, mães de adolescentes, com as diferenças cada vez mais explícitas e uma tolerância muito, muito menor. O filme só tem o interesse garantido por causa do afinado desempenho de Dolores Fonzi e Pilar Gamboa. Boas intérpretes, as duas superam o roteiro frouxo, transmitem emoções e, principalmente, estabelecem com vigor as incompatibilidades de caráter entre as personagens, que carregam densidade de sobra. Mas isso não é suficiente para sustentar a atenção sobre o longa-metragem (El Futuro que Viene, Argentina, 2017, 85min). 14 anos. Estreou em 4/10/2018.







