O Discurso do Rei
- Direção: Tom Hooper
- Duração: 118 minutos
- Recomendação: 12 anos
- País: EUA/Inglaterra/Austrália
- Ano: 2010
Resenha por Miguel Barbieri Jr











Com doze indicações ao Oscar, o superestimado drama é o recordista do ano — deixou para trás o até então favorito "A Rede Social", que concorre em oito categorias — e vem sendo apontado como o mais provável vencedor da estatueta de melhor filme. Se a vitória se confirmar, será uma tremenda injustiça. Vindo da televisão, o diretor inglês Tom Hooper ("Maldito Futebol Clube") cumpre aqui apenas a tabela e não vai além do formato quadrado para levar às telas um curioso fato verídico. A trama tem início em 1936 e flagra o desespero de Bertie (Colin Firth), o Duque de York, ao tentar fazer um discurso perante o público num estádio. Filho do rei britânico George V, Bertie é gago e vive à procura de especialistas para se curar. Seu problema pode, finalmente, ter uma solução quando ele se consulta com um “terapeuta da fala” interpretado por Geoffrey Rush. Dois anos depois, Bertie precisará assumir o trono após a morte do pai e, na sequência, da abdicação do irmão — papel de Guy Pearce, inconvincente e com uma horrorosa maquiagem de envelhecimento. Sem muitas locações nem produção de época robusta, o filme mostra-se bem-feito, correto e convencional. Mas nada além disso. Rush e Helena Bonham Carter (que faz a esposa do protagonista) disputam a estatueta de melhor ator e atriz coadjuvante, mas é Colin Firth quem deve se sair melhor e agarrar o troféu de melhor ator. Estreou em 11//02/2011.







