Natimorto
- Direção: Paulo Machline
- Duração: 92 minutos
- Recomendação: 18 anos
- País: Brasil
- Ano: 2009
Resenha por Miguel Barbieri Jr





O livro “O Natimorto — Um Musical
Silencioso” ganhou uma versão teatral em 2007 e
chega agora aos cinemas numa adaptação protagonizada
por seu próprio autor. É Lourenço Mutarelli
quem faz um estranhíssimo agente artístico de São
Paulo que traz à cidade uma cantora de ópera, interpretada
por Simone Spoladore. O objetivo dele
é apresentá-la a um renomado maestro. Trancados
num quarto de hotel, eles embarcam numa obsessão
de adivinhar o futuro através das repulsivas
imagens impressas nos maços de cigarros — ele,
sobretudo, mostra-se um fumante compulsivo. Há
talento no primeiro longa-metragem de Machline,
indicado ao Oscar pelo curta “Uma História de Futebol”
(2000). Tanto a fotografia quanto a direção
de arte retrô são primorosas. Simone Spoladore
tem dificuldades para lidar com um cigarro na
mão, mas encontra o tom certo na atuação. O mesmo
não pode ser dito de Mutarelli. Ao assumir o
papel principal, o escritor alia grandes e surpreendentes
momentos a outros em que falta uma construção dramatúrgica mais sólida. O texto, bizarro
e difícil, também tem seus altos e baixos. Betty
Gofman faz uma participação como a ciumenta
esposa do protagonista. Estreou em 29/04/2011.







