Mamonas para Sempre

Tipos de Gêneros dramáticos: Documentário
VejaSP
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Resenha por Alex Xavier

Há quinze anos, um acidente aéreo interrompeu a mais
surpreendente ascensão de uma banda na história do pop
nacional. Em apenas sete meses, os Mamonas Assassinas venderam
2,8 milhões de cópias de seu único disco de estúdio, de 1995.
Na época, Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e
Sérgio Reoli se tornaram peças fundamentais na guerra dominical
pela audiência, alternando aparições em programas de auditório da
Globo e do SBT. O documentário “Mamonas para Sempre” tenta
explicar, driblando a simples tietagem, o que havia de tão fenomenal
naqueles cinco descontraídos jovens de Guarulhos.
A ideia inicial do diretor Cláudio Khans era realizar um filme ou
uma minissérie de ficção. Mas ele não conseguiu resistir à força do
acervo reunido durante três anos de pesquisa. Familiares e amigos
do quinteto cederam fotos pessoais, vídeos caseiros e muitas
lembranças, o que rendeu um retrato completo do grupo. Do início
de carreira, quando tentaram o rock sério com o grupo Utopia, à
transformação baseada no humor escrachado, tudo foi registrado.
No auge do sucesso, eles faziam oito shows por semana em todo o Brasil. E tinham sempre uma câmera VHS ou H-8 nas mãos,
com a qual captavam a energia das apresentações.
O maior acerto na edição do vasto material foi não tentar
mostrá-los como gênios intocáveis. Havia divergências internas,
o sucesso repentino levou os rapazes a fazer algumas escolhas
erradas e nenhum deles mediu o peso da superexposição. Nada
ficou de fora. Além de imagens poderosas no palco e nos bastidores,
a fita ganha bastante com os depoimentos sinceros de pessoas
ligadas aos músicos. Entre elas, o empresário Rick Bonadio,
que não esconde nada sobre o comportamento deles. São vários
momentos divertidos e marcantes, mesmo para quem nunca foi
fã das manjadas Pelados em Santos e Robocop Gay. Estreou em 17/06/2011.

    info
  • Direção: Claudio Kahns
  • Duração: 84 minutos
  • País: Brasil
  • Ano: 2009
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