Hortance, A velha
- Direção: Fred Mayrink
- Duração: 60 minutos
- Recomendação: 14 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.


O público acostumado a gargalhar sem tréguas diante das piadas da Terça Insana pode até estranhar a nova investida de Grace Gianoukas. Com o monólogo cômico Hortance, a Velha, a atriz se impõe um desafio que une sua capacidade de caracterização de personagens a uma sensível veia de intérprete deixada de lado nos últimos tempos. O texto, criado por Gabriel Chalita e retrabalhado por Grace, Fred Mayrink e Michelle Ferreira, mostra uma centenária cafetina que já faz hora extra na terra. Sozinha em seu cabaré, Dona Hortance entra em uma espécie de transe para lembrar os bons tempos em que celebridades buscavam diversão em seu bordel. Segundo ela, por lá circularam Getúlio Vargas, Che Guevara, Pablo Picasso, Maquiavel, Shakespeare, Jean-Paul Sartre e até Simone de Beauvoir. A protagonista arranca risadas, mas imprime uma pitada de melancolia em suas falas capaz de ressaltar a versatilidade de uma atriz ávida por reinvenções. Estreou em 9/9/2017.
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