Arte Atual Festival
Resenha por Tatiane de Assis

O Arte Atual Festival ocupa duas salas do Tomie Ohtake com sete novos nomes da arte brasileira. São eles: Alexandre Copês, Arthur Chaves, Carina Levitan, Carolina Caliento, Guilherme Peters, Paul Setúbal e Pedro Hórak. Durante a visita, preste especial atenção nos sons. No primeiro espaço, eles aparecem como batidas secas de cassetetes e vêm de um vídeo no qual foi registrada uma performance de Paul Setúbal. Nessa ação, feita uma semana antes da abertura da mostra, o artista goiano bateu continuamente a referida arma nas paredes da instituição, um baita exercício de força e resistência. No segundo ambiente, a barulheira é comandada pelas esculturas sonoras de Carina Levitan, a exemplo de Heliponto (2014). Nesse
núcleo, vale também observar com atenção as telas cheias de textura de Pedro Hórak. Ele apresenta ainda Ornamento e Castigo, série de slogans em um alfabeto peculiar. Dica: para entender o que está escrito, afaste-se, assim os riscos não se embara lham tanto. Sem conexão direta com ruídos mas igualmente importantes são as fotomontagens vertiginosas de Carolina Caliento (acima, 2015). “Ela cria uma imagem pós-apocalíptica do mundo com fotografias e recortes encontrados em jornais”, explica Luise Malmaceda, uma das co-curadoras. Até 1º de julho.





