Adriana Varejão

VejaSP
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Resenha por Jonas Lopes

Ao mesmo tempo valorizada pelo mercado e pela crítica, a artista carioca exibe um resumo de sua produção em Histórias às Margens. São 41 trabalhos, provenientes de coleções brasileiras e estrangeiras, inclusive a Tate Modern. De inflexão oriental, as obras do início da carreira — de 1991 em diante — revelam um talento em maturação. Na metade da década de 90, contudo, Adriana consegue sintetizar com brilhantismo referências diversas para alcançar um resultado único. Cabem nesse caldeirão influências do barroco mineiro, da azulejaria portuguesa e da violência da carne viva, feita com poliuretano. Em alguns momentos, as dramáticas e intensas pinturas abandonam a superfície plana e transformam-se em instalações ou relevos. Algo notável em Extirpação do Mal por Incisura, em Língua em Padrão Sinuoso e na obra-prima Reflexo de Sonhos no Sonho de Outro Espelho (Estudo sobre o Tiradentes de Pedro Américo), feita para a chamada Bienal da Antropofagia, de 1998. Das mais recentes, observe o óleo O Sedutor, um geométrico estudo sobre o vazio. De 04/09/2012 a 16/12/2012.

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