Eu Matei Minha Mãe
- Direção: Xavier Dolan
- Duração: 96 minutos
- Recomendação: 16 anos
- País: Canadá
- Ano: 2009
Resenha por Miguel Barbieri Jr




O ator, diretor e roteirista
prodígio Xavier Dolan tinha
apenas 16 anos quando escreveu essa
história de traços autobiográficos. Aos 20,
levou-a às telas, marcando sua promissora estreia
como diretor. Seja pelo frescor da juventude de
seu realizador, seja também por sua presunção
assumida, o resultado é irregular. Trata-se do quinto
título lançado pela Festival Filmes, dedicada a
fitas de conteúdo GLS — eles distribuíram os
bons “De Repente, Califórnia” e “Pecado da Carne”.
Esse drama canadense, ambientado em Montreal,
mostra o turbulento relacionamento entre mãe e
filho. Hubert (papel de Dolan) tem 16 anos e não
consegue conviver com Chantale (Anne Dorval),
uma quarentona divorciada e workaholic que acredita
dar o melhor para o filho temperamental. O
rapazinho, porém, se mostra cada vez mais intolerante
e insolente. Embora tenha um namorado
(François Arnaud), ele esconde da mãe a homossexualidade.
Como cineasta, Dolan quer mostrar
serviço elaborando enquadramentos e optando por
uma direção de arte despojada. Já as atuações não
favorecem. Quase sempre histéricos, os personagens
costumam bater boca sem motivos aparentes,
o que, convenhamos, vira uma ladainha verborrágica
e gratuita. Estreou em 01/10/2010.







