DuoSolo
- Direção: Dan Rosseto
- Duração: 70 minutos
- Recomendação: Livre
Resenha por Dirceu Alves Jr.

A dramaturga Nanna de Castro foi revelada pelos textos Novelo (2010) e A Bala na Agulha (2013), dirigidos respectivamente por Zé Henrique de Paula e Otávio Martins. Sua atual empreitada, a comédia dramática DuoSolo, assim como os trabalhos anteriores, evidencia contradições entre personagens e seus pontos de vista. Aqui, um homem e uma mulher (representados por Gustavo Haddad e Bruna Magnes) centram a ação. Eles podem ser funcionários do mundo corporativo, artistas em fase de ensaios de um espetáculo ou, simplesmente, tipos com visões opostas lidando com situações cotidianas. O personagem masculino quer a liberdade, procura romper os limites. Já a mulher busca segurança, segue rigorosamente o que lhe é imposto. Nesse jogo cênico, os intérpretes são os mais provocados e, muitas vezes, revezam-se nos papéis. O diretor de marketing, o presidente da empresa, a responsável pelos recursos humanos e a funcionária do café tornam-se claros desafios. Haddad comprova versatilidade e, com desenvoltura, redesenha inclusive a curva dramática dos personagens, como a cegueira de um deles. Bruna, por sua vez, não compromete, mas investe em uma trilha linear que, em contraste com o colega, enfraquece o resultado. Direção de Dan Rosseto (70min). Livre. Estreou em 13/3/2019. Até 24/4/2019.





