Branco – O Cheiro do Lírio e do Formol
- Direção: Alexandre Dal Farra e Janaina Leite
- Duração: 80 minutos
- Recomendação: 16 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.


O dramaturgo Alexandre Dal Farra costuma retratar com fôlego a realidade social e política brasileira. A trilogia Abnegação é um exemplo dessa relevância. Com o drama Branco — O Cheiro do Lírio e do Formol, a provocação parece reprimida e uma ideia interessante, a do isolamento confrontado ao preconceito, foi desperdiçada em uma dramaturgia inibida. No centro da trama, uma família de classe média, formada por um adolescente, seu pai e sua tia, serve de microcosmo para a abordagem do racismo. Dal Farra não foge de polêmicas, por isso soa estranho o freio de mão puxado ao tratar as situações de forma superficial. Os atores André Capuano, Clayton Mariano e Janaina Leite não aprofundam as questões dos personagens, e o público se vê diante de um excesso de fragmentos incapaz de contribuir para um debate e que tampouco pode ser visto como interessante. Direção de Dal Farra e Janaina. Estreou em 7/4/2017. Até 21/5/2017.





