As Duas Mortes de Roger Casement
- Direção: Domingos Nunez
- Duração: 120 minutos
- Recomendação: 14 anos
Resenha por Mônica Santos


À frente da Cia. Ludens, o diretor Domingos Nunez traz à tona uma figura histórica (e controversa) da Irlanda. Vivido por Bruno Perillo, o personagem-título de As Duas Mortes de Roger Casement é um cônsul que, a serviço da coroa britânica, atuou na África e no Brasil na virada do século XIX para o XX. Na Amazônia, chegou a denunciar os abusos contra os nativos que extraíam borracha. Mais tarde, ao lutar pela independência da Irlanda, Casement foi condenado à morte, em 1916. Assim como ele, a irlandesa Alice Milligan (papel de Anna Toledo, que substitui Amanda Acosta) tornou-se conhecida como incansável defensora dos direitos humanos na época. É nos encontros entre os dois que se sustenta a narrativa — primeiro, ela vai visitá-lo na prisão; depois, ambos já estão mortos. Cenário, figurinos e iluminação ajudam a compor o registro histórico, mas falta ritmo à montagem. Soam como alívio os trechos musicados. Amanda Acosta, como sempre, faz bonito quando solta a voz. Com Demian Pinto, ao piano, e outros seis atores. Estreou em 2/9/2016.







