Aqui É o Meu Lugar
- Direção: Paolo Sorrentino
- Duração: 118 minutos
- Recomendação: 12 anos
- País: Italia/França/Irlanda
- Ano: 2011




Resenha por Tiago Faria:
No Festival de Cannes do ano passado, Sean Penn integrou a comitiva do vencedor da Palma de Ouro, “A Árvore da Vida”. Mas o ator americano produziu mais burburinho graças à atuação neste drama do diretor italiano de “Il Divo” (2008). Pudera. No papel de Cheyenne, um roqueiro gótico dos anos 80, ele adotou um visual desgrenhado e extravagante, com maquiagem tão carregada quanto a de Robert Smith, vocalista da banda inglesa The Cure. Essa transformação visual responde pelo aspecto mais inusitado de uma narrativa tão acidentada quanto a trajetória do protagonista. Em decadência, o sobrevivente do show business decide abandonar uma rotina monótona e sai em uma jornada para encontrar o principal inimigo de seu pai, um nazista refugiado nos Estados Unidos. A trilha sonora de David Byrne (“Talking Heads”) e as boas referências aos road movies de Wim Wenders (“Paris, Texas”) e de Jim Jarmusch (“Flores Partidas”) criam uma atmosfera de lenta melancolia. Nada disso sustenta uma guinada abrupta na trama, que a torna mais trágica e menos verossímil. Estreou em 27/07/2012.







