Antonio Henrique Amaral
Resenha por Milena Emilião

Carmen Miranda vendeu para o mundo a imagem da brasileira sorridente, malemolente e com bananas na cabeça. De espírito contestador e sem medo de se filiar ao óbvio, o paulistano Antonio Henrique Amaral, hoje com 78 anos, levou para os Estados Unidos quadros em que a fruta aparece como protagonista. Elas surgem verdes (como em Brasiliana, de 1969), às vezes amarradas por cordas, espetadas por talheres e outras tantas amarelas e vistosas. Posam ao lado da bandeira do Brasil e de outros países, a exemplo do óleo Boa Vizinhança, de 1968. A mostra, com 160 itens, ocupa sete salas da Pinacoteca e faz um bom retrospecto da obra de Amaral, que viveu na Argentina e em Nova York. Em sua carreira, envolveu-se com a gravura e com os murais pop (representados pela série Anima & Mania) até chegar aos desenhos mais recentes, feitos com aquarela. Nesse passeio por diferentes técnicas, contou com ensinamentos do mestre em xilografia Lívio Abramo e estudou com o designer italiano Roberto Sambonet. O ponto em comum em toda a sua produção está na progressão em série das imagens explícitas. Sempre fortes, as cores despertam para a violência do contexto histórico no qual foram criadas e revelam um artista crítico e em constante mudança. De 7/12/2013 a 23/2/2014.
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