Americano
- Direção: Mathieu Demy
- Duração: 90 minutos
- Recomendação: 14 anos
- País: França
- Ano: 2011


Resenha por Miguel Barbieri Jr.:
Por sua estreia como
diretor em longa-metragem, nota-se que o ator
Mathieu Demy não herdou o talento de seus pais.
Filho dos cineastas Jacques Demy (1931-1990), do
clássico musical “Os Guarda-Chuvas do Amor”,
e Agnès Varda, Mathieu recorre a clichês do cinema
americano, embora queira tratar de um tema
autoral. O realizador interpreta neste drama o
personagem feito por ele, ainda criança, em “Documenteur”,
trabalho semidocumental dirigido por
sua mãe em 1981. Martin tem uma relação desgastada
com a mulher (Chiara Mastroianni) e deixa
Paris em direção a Los Angeles. Motivo: sua
mãe morreu e deixou como herança uma casa na
cidade. Recebido pela amiga dela, Linda (Geraldine
Chaplin), o protagonista precisa decidir para
quem vai deixar o imóvel. Surge, então, o nome
de Lola. Ela seria uma aproveitadora ou uma pessoa
em quem sua mãe confiava muito? Até aí, a
trama segue sem tropeços e certo interesse. Quando
Martin decide ir atrás de Lola (Salma Hayek)
num inferninho em Tijuana, no México, a história
desanda e encontra um desfecho previsível e novelesco.
Também fica difícil aguentar as atitudes
equivocadas de um personagem tão banana, interpretado
por um ator/diretor apático. Estreou em 20/04/2012.





