A Queda
- Direção: Nelson Baskerville
- Duração: 60 minutos
- Recomendação: 16 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.




Durante os sessenta minutos do monólogo A Queda, escrito e protagonizado por Marcello Airoldi, o espectador tem a nítida sensação de que o ator despenca de uma altura considerável rumo ao chão. Efeito louvável alcançado pela encenação concebida pelo diretor Nelson Baskerville e pelo trabalho de movimento corporal proposto por Cristiano Karnas, eficientes ao mostrar Airoldi em um baque contínuo. O sujeito em questão enfrenta uma situação-limite, jamais será o mesmo depois da experiência vivenciada. Ele tenta encontrar o sono listando palavras sem conexão, recorda o impacto de assistir aos atores Marlon Brando e Maria Schneider no filme O Último Tango em Paris e se sente confortado ao ouvir a cantora Cida Moreira dando voz a Summertime. Até chegar ao chão, o personagem tenta entender e mesmo aceitar o sofrimento. Nunca fica realmente claro o que se passou. Quem sabe a morte de alguém muito querido, a separação do grande amor, o fracasso na carreira. Não importa. Em densa interpretação, Airoldi transita entre a dor e a perplexidade até encontrar o alívio na representação de sua metáfora existencial. O artista conduz a plateia a uma série de sensações construídas com base no belo visual da montagem, na sonoridade das músicas que formam a trilha e nas palavras capazes de espelhar a instabilidade psicológica. O voo-solo de Airoldi dispensa uma trama detalhada ou de fácil compreensão e ousa ao exigir do público uma leitura própria do conflito proposto (60min). 16 anos. Estreou em 11/4/2019. Até 5/5/2019.
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