15 Anos e Meio
- Direção: François Desagnat e Thomas Sorriaux
- Duração: 97 minutos
- Recomendação: 14 anos
- País: França
- Ano: 2008
Resenha por Alex Xavier




O cinema francês anda menos sisudo, de olho nos mais jovens. Nos últimos anos, produziu comédias singelas sobre o universo adolescente, sobretudo com foco na relação e nos conflitos entre pais e filhos. Alguns desses filmes desembarcam no Brasil, caso do recente Rindo à Toa (2008), estrelado por Sophie Marceau no papel de uma mãe liberal. Agora é a vez do simpático “15 Anos e Meio”. Embora o ponto de partida, o reencontro entre o pai ausente e a filha que cresceu longe dele, já tenha sido explorado antes, o assunto ainda rende. Na trama, o cientista Phillipe (Daniel Auteuil) deixou sua menina Églantine ainda pequena aos cuidados da ex-mulher na França. O motivo: teve de se mudar para os Estados Unidos, onde trabalharia em uma pesquisa. A distância, mal acompanhou o desenvolvimento da garota. Já consagrado em sua área anos depois, Phillipe retorna e estranha ao encontrar uma moça (vivida pela adorável Juliette Lamboley). Para complicar, agora é a mãe da menina quem precisa viajar a negócios. Enquanto o sujeito tenta recuperar o tempo perdido das maneiras mais atrapalhadas, a jovem está mais ocupada com a paixão por um colega de escola. Quem se acostumou a ver o ator Daniel Auteuil em papéis densos (“Caché”, “O Adversário” e “Meu Melhor Amigo”) pode se surpreender com as situações dignas de pastelão nas quais seu personagem se envolve. Algumas cenas são um tanto exageradas, como o programa de reeducação paterna pregado por seu ex-cunhado. Do retrato das panelinhas do colégio à trilha sonora, o filme mira a plateia juvenil. Muitos pais, no entanto, devem se identificar com a missão de Phillipe em se reaproximar da filha. Entre várias caras novas e promissoras, aparecem em participações atores experientes como François Berléand (“Uma Garota Dividida em Dois”) e Alain Chabat (“A Noiva Perfeita”). Estreou em 09/07/2010.







