‘Sacrifício’: Anya Taylor-Joy lidera seita ambientalista para salvar mundo
Com Chris Evans e Vincent Cassel, thriller sobre conspiração e apocalipse une visual futurista e um final grandioso
Conspirações estão em alta no cinema. Depois de Bugonia (2025), Sacrifício busca dar um embasamento para as loucuras na mente de um profeta iludido.
Joan (Anya Taylor-Joy) é líder de um grupo de cultistas convictos de que a humanidade só pode ser salva se uma oferenda for feita a um vulcão na Grécia. Lá, acontece um jantar beneficente em um lugar isolado com celebridades e bilionários, como o ricaço Ben Bracken (Vincent Cassel) e o ator Mike Tyler (Chris Evans), que tenta melhorar sua reputação após uma crise catastrófica.
Os fiéis da seita ambientalista invadem o evento e fazem todos de reféns, à procura de pessoas para sacrificar no ritual. Inicia-se uma negociação entre as partes e as vítimas tentam fugir com a ajuda da polícia.
O clima futurista na locação e na direção de arte entra em choque com as características dos personagens, que são muito humanos e falhos. Há uma sensação estranha e paradoxal de familiaridade das figuras com a falta de identificação com o mundo em que vivem.
O segundo ato do enredo sofre para desenvolver as discussões e ligar o tema do começo ao do fim da história, mas o primeiro e o terceiro são bem definidos, com um final grandioso.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 23 de outubro de 2026, edição nº 3018.







