‘O Outro Lado das Redes’ expõe impacto e manipulação da Meta na sociedade
Após Oscar por ‘Anora’, Mikey Madison brilha ao lado de Jeremy Allen White e Jeremy Strong em drama de Aaron Sorkin sobre os vazamentos do Facebook
Após ganhar o Oscar de melhor atriz por Anora (2024), Mikey Madison retorna às telonas em O Outro Lado das Redes. O filme foi anunciado como uma continuação de A Rede Social (2010), na intenção de dar sequência à história do Facebook, hoje pertencente à empresa-mãe Meta, mas muito se diferencia do longa anterior, que tem como objeto de estudo o criador Mark Zuckerberg.
O diretor Aaron Sorkin, que assinou como roteirista da primeira produção, joga luz sobre o posicionamento político do executivo e as implicações na vida de milhões de usuários pelo mundo, de transtornos mentais entre adolescentes ao surgimento de uma extrema direita.
Mikey mostra um outro lado de seu leque dramático ao interpretar a contida Frances Haugen, a engenheira do Facebook que vazou arquivos da empresa com dados sobre os impactos na vida das pessoas para o jornalista Jeff Horwitz (Jeremy Allen White). O caso vira um escândalo para Zuckerberg, agora encarnado por Jeremy Strong.
O elenco está espetacular e compensa quando o roteiro joga referências soltas e aleatórias, como a peculiar e curiosa insistência em O Galinho Chicken Little (2005).
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 23 de outubro de 2026, edição nº 3018.







