‘I Want Your Sex’: Gregg Araki quer despudorar a nova geração
Olivia Wilde está magnética em papel de chefe que convida funcionário para realizar fetiches e fantasias sexuais
Expoente do cinema queer, Gregg Araki lança I Want Your Sex com uma missão: despudorar a nova geração. O diretor parte do estereótipo de que os mais novos têm dificuldade de se libertar no sexo para brincar com papéis de poder e submissão em uma relação com grande diferença de idade.
A sensacional Olivia Wilde e o jovem Cooper Hoffman — filho de Philip Seymour Hoffman — dão vida a Erika Tracy, uma artista renomada, dona de uma galeria, e o assistente recém-contratado Elliot. A relação profissional fica de lado quando a chefe convida-o para realizar fantasias sexuais.
No entanto, o desejo vira obsessivo e coloca em risco os outros relacionamentos do jovem, com a namorada e a melhor amiga. Esse jogo perigoso acaba em traição, revelações de verdades ocultas e suspeita de assassinato. A personalidade de Erika é magnética, muito por conta da performance da atriz, enquanto Elliot é impotente perto do vigor da mulher.
Enquanto o roteiro não desenvolve arcos propositivos para os estigmas de cada geração, fica a cargo do diretor e dos atores criar uma dinâmica envolvente para a experiência do público. No quesito “tesão”, apenas arranha a superfície do que Babygirl (2024) fez muito bem.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 23 de outubro de 2026, edição nº 3018.







