Sci-fi brasileiro ‘Consequências Paralelas’ une viagem no tempo e suspense
Longa de Gabriel França e CD Vallada aposta no drama de câmara fechada para explorar dilemas e ressentimentos entre amigos
Consequências Paralelas chega aos cinemas nacionais como uma aposta instigante dentro do cinema de gênero no Brasil. Dirigido e escrito por Gabriel França e CD Vallada, que estreiam em longas-metragens, o filme mistura ficção científica e thriller psicológico para falar das rachaduras nas relações humanas.
A trama acompanha uma mulher (Carol Macedo), seu namorado (João Fenerich) e um amigo (Felipe Hintze) que viajam para a antiga casa da família dela e descobrem que a mãe falecida deixou uma máquina do tempo construída em uma velha poltrona.
O trio enfrenta dilemas sobre sobrevivência, identidade e as consequências de brincar com o tempo. À medida que as idas e vindas se acumulam, o drama de relacionamento ganha intensidade. Ressentimentos, projeções e inveja passam a dominar o grupo.
Em vez de apostar em efeitos visuais, o longa investe em um ambiente restrito, bem elaborado pela direção de arte, com um clima de câmara fechada. A viagem no tempo funciona menos como espetáculo e mais como catalisador de tensões.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 16 de outubro de 2026, edição nº 3017.







