O que é preciso para pintar um mural de arte urbana em São Paulo; confira
Essas telas de 30 metros de altura exigem dedicação, tempo, investimento alto e uma equipe numerosa para saírem do papel
Diversos murais povoam as fachadas cegas dos edifícios paulistanos, com obras de artistas de todas as regiões da capital, que, cada um a seu estilo, abordam temas relacionados aos direitos humanos, ao meio ambiente, à modernidade, ou apostam em personagens e figuras lúdicas e divertidas. É difícil passar por algumas dessas telas de 30 metros de altura e não ser impactado, mesmo que os transeuntes de locais como a Rua da Consolação e o Minhocão não saibam quem são aqueles artistas cujas obras diariamente povoam sua ida ao trabalho ou seu momento de lazer.
As empenas cegas são as paredes laterais externas de um edifício que não possuem nenhum tipo de abertura, como janelas, portas, varandas ou entradas de ventilação, tornando-se telas gigantes para murais verticais de arte urbana. Atualmente, o produtor cultural e artista urbano Kleber Pagu, fundador do Museu de Arte a Céu Aberto (Museu Céu), estima que haja cerca de 2 000 obras de arte urbana apenas no Minhocão, sendo mais de setenta empenas e o restante, pequenos grafites.
Como surgem os grandes murais de arte urbana em São Paulo
Para pintar uma empena em São Paulo, em teoria, tudo que um artista precisa é da autorização do proprietário ou administrador do edifício que receberá a obra, desde que seu conteúdo não seja publicitário ou ofensivo — como legisla a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU).
No entanto, o custo de produção desses trabalhos é alto, o que faz muitos recorrerem a editais. Além do investimento em dinheiro, uma obra como essa exige também tempo, dedicação e uma grande equipe de pessoas para fazer acontecer. Confira os números abaixo, segundo Pagu.
- 5 a 45 diárias é o tempo gasto;
- 20 000 a 300 000 reais de investimento;
- 6 a 40 pessoas na equipe.
Confira neste link uma linha do tempo pela arte urbana paulistana.







