Como é o espetáculo chinês que custou R$ 3 milhões em São Paulo
Com 26 artistas em cena, 'Azaléia Oriental' traz rituais ancestrais ao Memorial da América Latina
Uma superprodução orçada em quase 3 milhões de reais vai desembarcar em São Paulo em novembro para revelar uma faceta mística e pouco conhecida do Oriente. Entre os dias 22 e 26 de novembro, o Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, recebe a estreia brasileira de Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China.
Apresentado pela aclamada companhia chinesa Wucai Yunxia (com bagagem que inclui passagens pela Bienal de Veneza e pelo Holland Festival), o espetáculo traz 26 artistas ao palco para uma viagem sensorial pelas montanhas de Liangshan, na província de Sichuan.
Em cena, o elenco revive as tradições, cantos ancestrais e a cosmologia do povo Yi, uma das etnias mais antigas a preservar costumes tribais na China contemporânea.
Idealizado por Yinhua Wu, o projeto busca construir uma ponte direta de aproximação entre os dois países por meio da arte
História ancestral
Com forte apelo visual, a montagem se articula entre dança, teatro físico e projeções, acompanhando as fases da vida de uma mulher Yi sob o símbolo da flor de Azaléia. A trilha sonora ao vivo destaca instrumentos raros, como a harpa de boca, e referências à música ritual dos sacerdotes bimoistas.
Os figurinos artesanais, em tons marcantes de preto, vermelho, amarelo e prata, ganham destaque sob o desenho de luz. Ao todo, a logística mobiliza uma comitiva internacional de mais de 30 pessoas, em uma turnê latino-americana que passa por Curitiba e Brasília antes de fixar residência na capital paulista.
SERVIÇO
Avenida Mário de Andrade, 664, Barra Funda
22 a 26 de novembro de 2026, 20h
Ingressos: a partir de R$ 95,00







