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Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos, empresários e pessoas que são destaque na cidade. Por Humberto Abdo (humberto.abdo@abril.com.br).

Como é o espetáculo chinês que custou R$ 3 milhões em São Paulo

Com 26 artistas em cena, 'Azaléia Oriental' traz rituais ancestrais ao Memorial da América Latina

Por Humberto Abdo 15 out 2026, 12h51
Mulher asiática de perfil, com chapéu cônico vermelho e preto, brincos prateados longos e colar, em ambiente noturno com luzes de neon desfocadas ao fundo
Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China (Suiyun/Divulgação)
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Uma superprodução orçada em quase 3 milhões de reais vai desembarcar em São Paulo em novembro para revelar uma faceta mística e pouco conhecida do Oriente. Entre os dias 22 e 26 de novembro, o Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, recebe a estreia brasileira de Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China.

Apresentado pela aclamada companhia chinesa Wucai Yunxia (com bagagem que inclui passagens pela Bienal de Veneza e pelo Holland Festival), o espetáculo traz 26 artistas ao palco para uma viagem sensorial pelas montanhas de Liangshan, na província de Sichuan.

Artistas em trajes tradicionais pretos e chapéus pontudos, com uma figura central em vermelho e prata, em um palco escuro com projeções de padrões abstratos vermelhos e brancos
Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China (Suiyun/Divulgação)

Em cena, o elenco revive as tradições, cantos ancestrais e a cosmologia do povo Yi, uma das etnias mais antigas a preservar costumes tribais na China contemporânea.

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Idealizado por Yinhua Wu, o projeto busca construir uma ponte direta de aproximação entre os dois países por meio da arte

História ancestral

Com forte apelo visual, a montagem se articula entre dança, teatro físico e projeções, acompanhando as fases da vida de uma mulher Yi sob o símbolo da flor de Azaléia. A trilha sonora ao vivo destaca instrumentos raros, como a harpa de boca, e referências à música ritual dos sacerdotes bimoistas.

Dançarinos em trajes tradicionais chineses pretos e chapéus elaborados, com uma dançarina em destaque usando um vestido branco e leque, em um palco escuro com um círculo vermelho ao fundo
Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China (Suiyun/Divulgação)
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Grupo de oito pessoas em trajes tradicionais chineses posando em uma faixa de pedestres. A mulher central veste um vestido vermelho vibrante com um cocar elaborado e joias prateadas. Os outros usam roupas escuras, chapéus e alguns carregam objetos pretos retangulares. Ao fundo, um edifício moderno com uma tela gigante exibindo uma paisagem colorida e caracteres chineses. O céu está claro, sugerindo fim de tarde
Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China (Suiyun/Divulgação)

Os figurinos artesanais, em tons marcantes de preto, vermelho, amarelo e prata, ganham destaque sob o desenho de luz. Ao todo, a logística mobiliza uma comitiva internacional de mais de 30 pessoas, em uma turnê latino-americana que passa por Curitiba e Brasília antes de fixar residência na capital paulista.

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SERVIÇO

Avenida Mário de Andrade, 664, Barra Funda
22 a 26 de novembro de 2026, 20h
Ingressos: a partir de R$ 95,00

Seis pessoas asiáticas, quatro mulheres e dois homens, posam em trajes tradicionais coloridos em uma rua movimentada com arranha-céus e letreiros luminosos ao fundo
Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China (Suiyun/Divulgação)
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Dançarinos em trajes tradicionais coreanos pretos, com um dançarino central em branco, se apresentam em um palco escuro com um grande círculo vermelho e galhos secos ao fundo
Azaléia Oriental – O Povo Yi e a Memória Viva da China (Suiyun/Divulgação)

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