Evento gratuito na República reúne slam, sarau, hip hop e samba em três dias
Em sua primeira edição, o encontro Mate Masie reúne poetas, MCs, DJs e pesquisadores para promover manifestações orais afro referenciadas
A palavra falada é o ponto de partida do Mate Masie – Cultura da Palavra: Oralidade, Memória e Patrimônio, que estreia nos dias 17, 18 e 22 de outubro na Matilha Cultural, na República.
A primeira edição discute como a tradição oral de matriz africana aparece na poesia, na música, no sarau, no slam e na literatura produzida nas periferias.
No fim de semana, os painéis juntam nomes como Elizandra Souza, Sinhá Carvalho, Nega Duda e Cris Bgirl, além de representantes do Slam do Bronx, do Instituto Kondzilla, do Projeto Groove 011 e da Revista Aydê.
Há ainda sarau, exposição e pocket shows para ilustrar as conversas. A noite de 22 de outubro fica por conta da música, com Renan Inquérito, MC Sharylaine, DJ Priscila Groove, Kaymê e New Balanço.
A curadoria dos debates é da jornalista e escritora Carla Nascîmento, para quem é preciso “reconhecer e valorizar” a presença da oralidade africana na cultura brasileira.
O rapper Beto Teoria, responsável pelas atrações artísticas, diz que o projeto quer ampliar essas vozes e estimular a leitura, a escrita e a produção cultural, especialmente entre jovens.
A entrada é gratuita e a classificação é livre, mas as vagas são limitadas e a inscrição é feita pelo Instagram @matemasiecultural.
Programação
Sábado (17)
- 14h às 15h30: Painel 1, Literatura, oralidade e o sentido da palavra, com Maitê Freitas, Waldete Tristão e Fernanda Zanelli. Mediação de Carla Nascîmento e apresentação cultural de MC Sharylaine;
- 16h às 17h30: Painel 2, Oralidades negras, culturas urbanas e periféricas: processos pedagógicos, com Cris Bgirl, Sinhá Carvalho, Elizandra Souza e Nega Duda;
- 17h30: sarau, com apresentação de obras literárias;
- 18h: Samba de Roda da Nega Duda.
Domingo (18)
- 14h: abertura com DJ Sonora e DJ Pippo, e exposição Palavra Pintada, de Dener de Souza;
- 15h: roda de conversa Literatura periférica, cultura negra e urbana, sobre a cultura hip hop e sua ancestralidade negra, com base na Lei nº 17. 896/2024, que a reconhece como patrimônio cultural imaterial. Participam Matriarcak (Slam do Bronx), Jacqueline Marques (Instituto Kondzilla), DJ Sammy Ricardo (Projeto Groove 011) e Kika Souza (Mercedes Ladies), com mediação de Ariadny Winnie (Revista Aydê);
- 16h: pocket show com Nação Hip Hop SP e Editora LiteraRua;
- 17h: intervenção cultural e Baile Groove 011, com samba rock e charme.
Quinta-feira (22)
- 19h30: abertura com o bloco Ilú Obá de Min;
- 20h: pocket shows de hip hop, samba e afoxé, com DJ Priscila Groove, Kaymê, Sharylaine, Renan Inquérito e New Balanço, e conversa com os artistas sobre inspirações e trajetórias.
Mate Masie – Cultura da Palavra: Oralidade, Memória e Patrimônio
Quando: 17 e 18/10 (sábado e domingo), das 14h às 19h; 22/10 (quinta), das 19h às 22h
Onde: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542, República
Quanto: grátis, com inscrição pelo formulário na página do Instagram @matemasiecultural (vagas limitadas)







