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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘Verity’ entrega mistério e humor sem tentar se intelectualizar

Anne Hathaway interpreta escritora debilitada que é substituída por nova, vivida por Dakota Johnson, em trama sombria e caricata

Por Mattheus Goto 8 out 2026, 15h56 | Atualizado em 9 out 2026, 10h46
Mulher de vestido vermelho e homem de smoking preto em um evento noturno, com luzes douradas e roxas ao fundo
Suspense de Hoover: bom elenco com nuances (Divulgação/Divulgação)
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‘Verity’ entrega mistério e humor sem tentar se intelectualizar Priorizar nos meus resultados Google

Mais uma adaptação cinematográfica de um livro de Colleen Hoover entra em cartaz para atrair um público massivo. Depois do desastroso É Assim Que Acaba (2024), que não só era fraco como também gerou controvérsia e processo entre o diretor e a atriz principal, Verity chega como uma evolução.

Tem ótimos atores, um tom mais sombrio e não se leva muito a sério. O suspense psicológico, dirigido por Michael Showalter, tem consciência do lugar que ocupa, no sentido de ser um “filmão” para entreter e render uma boa bilheteria, e por isso não tenta se intelectualizar mais do que o necessário.

O longa acompanha Verity Crawford (Anne Hathaway), escritora bem-sucedida que sofre um acidente de carro e fica incapaz de terminar uma série literária. O marido, Jeremy (Josh Hartnett), convoca a autora novata Lowen (Dakota Johnson) para terminar o trabalho.

A jovem é convidada para passar um tempo na casa da família para se familiarizar com o universo de Verity, mas ao chegar lá se dá conta de que existem inúmeros segredos na trama do casal. Descobre um manuscrito deixado pela autora, que está em estado vegetativo, e nem imagina a espiral de loucura na qual a casa vai entrar.

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A dinâmica entre o elenco e a atmosfera proposta pelo diretor funcionam bem, principalmente com a performance de Dakota, capaz de transmitir tensão e alívio cômico quando as situações são caricatas. A atriz passeia pelas nuances sem esforço. É nas brincadeiras de tom que o filme brilha, mesmo sendo um suspense com sangue e sustos, mas que não são os maiores atrativos da obra.

Há também uma boa capacidade de surpreender o espectador a todo momento. Quando algo parece certo, na verdade, há muitas mentiras e disfarces em jogo. Inclusive o final, em aberto, é uma ótima estratégia para gerar conversa e criação de teorias entre os espectadores após a sessão.

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NOTA: ★★★☆☆

Publicado em VEJA São Paulo de 9 de outubro de 2026, edição nº 3016.

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