Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Um guia com críticas, notícias, entrevistas e eventos sobre cinema e streaming

‘Digger’: Tom Cruise e Iñárritu miram o Oscar com sátira climática

Longa une ironia e crítica ambiental para contar história de petroleiro que lida com as consequências das próprias ações

Por Mattheus Goto 29 set 2026, 18h15 | Atualizado em 1 out 2026, 10h37
Dois homens olham para baixo com expressões de surpresa. O da esquerda, de cabelo grisalho, veste paletó vinho e camisa listrada com bolo tie. O da direita, de bigode e óculos, usa terno marrom e gravata listrada
Tom Cruise e Riz Ahmed em 'Digger' (Warner Bros. Pictures/Divulgação)
Continua após publicidade
‘Digger’: Tom Cruise e Iñárritu miram o Oscar com sátira climática Priorizar nos meus resultados Google

Com uma campanha discreta e silenciosa até agora, Digger entra em cartaz para iniciar uma trajetória certeira rumo ao Oscar. Tom Cruise e Alejandro G. Iñárritu têm tudo para virar os grandes favoritos nas categorias de melhor ator e direção. O cineasta mexicano, dos fantásticos Amores Brutos (2000) e Birdman (2014), usa a capacidade de chocar e surpreender, com uma história irônica e uma mensagem sociopolítica profunda, mas sem a intenção de lecionar sobre o assunto.

Há reviravoltas importantes, que quebram com as expectativas e levam o filme para outro lugar, mas a divulgação da obra tem mantido os detalhes sob sigilo, para gerar uma surpresa e um burburinho maior — e aqui vou evitar spoilers e ser sucinto.

Ricaço do ramo do petróleo, o sr. Rockwell (Tom Cruise), conhecido como Digger (“escavador”), acorda em um belo dia e recebe a notícia de que ocorreu uma explosão em uma plataforma de exploração na Groenlândia. Ele vem de uma família de petroleiros, que há gerações contribuem para a emissão de gás carbônico e metano na atmosfera.

Após décadas de impunidade, será o encarregado da linhagem a enfrentar as sérias consequências ambientais das ações, quando um iceberg se descola e ameaça causar um impacto sem precedentes na história do planeta. O tom da narrativa é mais cômico, no sentido de avaliar a impotência do homem — branco, cisgênero e hétero, que se acha dono do mundo — perante a força da natureza.

Continua após a publicidade

Na vida real, acompanhamos uma piora constante no estado do meio ambiente ao redor do mundo, sem saber o ponto de inflexão para uma catástrofe no ecossistema, e o longa nos coloca diante desse limite e questiona como nos acostumamos com um clima de recessão.

Para compor essa sinfonia dissonante, usa de um belo desenho de som, acompanhado de uma trilha sonora cheia de desarmonia, e de uma direção de arte bem pensada e calculada, para transmitir o enredo sem ser pretensioso ou didático demais. Essa última característica é uma das grandes potências do filme, que diz apenas o que precisa, com delicadeza.

Continua após a publicidade

NOTA: ★★★★☆

Publicado em VEJA São Paulo de 2 de outubro de 2026, edição nº 3015.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Multidão de pessoas em protesto na rua, com prédios ao fundo, e texto UM PAÍS SE FORTALECE COM INFORMAÇÃO. À direita, texto Jornalismo de qualidade para entender o Brasil, o mundo e tomar decisões mais conscientes. veja com várias capas da revista Veja em perspectiva
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês