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Emicida dá dicas de baladas que tocam vinil na cidade

Conheça os lugares preferidos do rapper conhecido pelas rimas improvisadas (freestyle) e sua paixão pelos 'bolachões'

Por: Bruna Gomes e Daniel Ottaiano - Atualizado em

Emida
Emicida diz que gosta dos ruídos e da arte nas capas dos vinis (Foto: Janaina Castelo Branco)

O rapper paulistano Emicida - ou Leandro Roque de Oliveira, 24 anos - ganhou fama ao vencer batalhas de freestyle (rimas improvisadas). No ano passado, deixou de lado os duelos de rap para lançar seu CD de estreia, “Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, Até que Eu Cheguei Longe”, que já vendeu mais de 10 000 cópias. Defensor dos vinis, ele explica o motivo de preferir LPs para os seus shows e sugere baladas que ainda tocam os “bolachões”.

Quais baladas da cidade você frequenta que tocam vinil?

Todas as de rap. Também gosto da Hole Club, do projeto ‘Sintonia’, na DJ Club, e do ‘Clube do Vinil’, no Berlin.

Por que você prefere tocar vinil?

Não tenho ouvido para dizer se há realmente uma diferença profunda na sonoridade, mas eu prefiro vinil. Tenho a impressão de ser melhor o som, gosto até dos ruídos e do lance físico de voltar uma faixa na mão. O vinil também traz uma arte grande no encarte e, como eu curto prestar atenção nas capas, isso é muito importante. Além disso, tem toda a relação de carinho que você desenvolve com a sua coleção. Quem coleciona entende.

O vinil voltou à moda, mas já não é a forma mais acessível de ouvir música, já que um toca-discos bom custa caro. Você acredita que o vinil voltará a ser popular?

Acho que vai seguir restrito, ele voltou à moda no circuito hype e, entre os DJs, nunca morreu. O rap toca vinil desde sempre e a música eletrônica em geral também. Vários DJS usam, existe uma quantidade de empresas trazendo essa mídia de volta, mas não é pela música, e sim por essa sensação de que já vimos tudo e precisamos revisitar algumas coisas. As grandes lojas colocam vinil pra vender, mas se você procurar lá um toca-disco, não vai encontrar. Eles querem que as pessoas tenham o gosto de comprar um vinil, não o interesse em ouvi-lo. É como comprar uma revista que você não vai ler, mas que vale a pena porque tem um artista que você curte na capa. Mas claro que, obviamente, há casos e casos.

Onde você costuma comprar seus vinis?

Em sebos, sempre.

Quais os últimos vinis que comprou? Quais recomenda?

Recomendo Ray Bryant Trio, que eu ouço com certa frequência. Também tem um disco do Wilsom das Neves com a Elza Soares que é muito bom. Os últimos que comprei foram da Maria Bethânia, para interar minha coleção. Comprei tudo no sebo, baratinho...

+ Confira abaixo mais baladas em São Paulo que tocam vinil:

  • Rock / Rock

    Astronete

    Rua Augusta, 335, Consolação

    Tel: (11) 3151 4568

    Sem avaliação

    Localizado atrás de uma pequena porta no início da Rua Augusta, o clube costuma ficar abarrotado de roqueiros descolados de várias idades. A pista é decorada com paredes pintadas de vermelho e pôsteres de filmes eróticos antigos. As quintas são dedicadas ao rock clássico, com faixas que vão de MC5 a The Stooges. Já as sextas são embaladas por rock dos anos 50, 60 e 70. Alternam-se aos sábados festas especiais e a noite Corre, Cuca, Corre, de curadoria da produtora Cuca Couto.

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  • Rock

    Berlin

    Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda

    Sem avaliação
  • Rock

    DJ Club

    Alameda Franca, 241, Jardim Paulista

    Tel: (11) 2592 4474

    1 avaliação

    Na contramão do estilo das casas dos Jardins, o DJ Club banca uma pose underground. Com três andares, a casa contabiliza dezesseis anos na ativa. Black music anima as quintas. Às sextas, tomam o lugar hits dos anos 80 e 90. Uma trilha mais conhecida de rock, perfeita para cantar junto, sacode a pista do porão nos sábados. Entre os residentes das cabines aparece o experiente Kid Vinil. Espere encontrar um bar com globos psicodélicos e máquinas de fliperama aoredor e um lounge no 2º piso, onde entra em ação outro DJ.

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  • Eletrônica

    Hole Club

    Rua Augusta, 2203, Cerqueira César

    Tel: (11) 3061 2699

    1 avaliação
    Instalado no subsolo de uma galeria na Rua Augusta, o clube segue o estilo underground. Um único ambiente de teto baixo acolhe uma galera despojada, interessada em chacoalhar o esqueleto. Batidas mais pesadas, no gênero do psytrance, animam as quintas.
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  • Estilos variados

    Lions NightClub

    Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 277, Bela Vista

    Tel: (11) 3104 7157

    2 avaliações

    A Lions é uma balada muito bacana. E não só pela programação eclética. Contam pontos a decoração retrô, a pista de efeito 3D e a varandona, que oferece uma bela vista para a Catedral da Sé. Em sintonia com a ambientação de arrasar, serve bons drinques, mas com preços que costumam pesar no bolso — um mojito custa R$ 31,00, por exemplo.

     

    Preços checados em 4 de novembro de 2014.

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  • Bares variados

    Santa Madalena

    Rua Santa Madalena, 27, Liberdade

    Sem avaliação
  • Bares variados

    Z Carniceria

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 724, Pinheiros

    Tel: (11) 2936 0934

    VejaSP
    9 avaliações

    A sensação é de déjà-vu. Nos anos 80 e 90, funcionou no endereço a casa de shows Aeroanta. E o “novo” nome, o proprietário Facundo Guerra pegou emprestado de outro bar que ele tocou na Rua Augusta. Ainda assim, a casa trouxe um agito cheio de frescor ao Largo da Batata. De quinta a sábado, atrações de jazz, blues, folk e rock apresentam-se no lugar. E o público encontra ótimas comidinhas e drinques. Peça o st. james (R$ 28,00), mistura de rum, limão e redução de cerveja com melaço de cana.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO