Noite

The Year aposta em grandes nomes da cena eletrônica nacional

A mais nova balada da Vila Leopoldina abre as portas no próximo sábado (17)

Por: Juliene Moretti

Guto Requena  César Braga The Year
Requena e Braga: grid metálico com pontos de LED cria "semigaiola" (Foto: Fernando Moraes)

A cena noturna paulistana passou por uma mudança um tanto radical nos últimos dois anos. Festas itinerantes como Metanol, Pilantragi e Selvagem, frequentemente realizadas em locais inusitados, como Casa das Caldeiras, na Barra Funda, e Nos Trilhos, na Mooca, começaram a tirar público das casas tradicionais.

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O fenômeno causou uma debandada no setor, e sobraram raras opções com programação relevante. Um novo espaço chega para tentar reverter esse cenário. Instalada em uma área de 700 metros quadrados na Vila Leopoldina, a The Year abre as portas no próximo sábado (17) com o objetivo de atrair os grandes nomes da cena eletrônica nacional e abrigar as principais baladas do gênero.

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A programação já confirmada chama atenção. A festa de black music Chocolate está na agenda às terças. O badalado DJ Gui Boratto fará um evento mensal, e projetos de rua, como o Capslock, terão local fixo. A qualidade das batidas será garantida pelo sistema Funktion-One, considerado “a Ferrari dos sons”, presente em casas de renome como a Berghain, de Berlim.

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Balada  Alien  The Year
O Alien, esfera de spots de luz, herdado da Rhapsody, lendária balada dos anos 80 (Foto: Divulgação)

Outro atrativo do espaço, o visual é assinado pelo arquiteto Guto Requena, responsável por projetos como o da Hot Hot, na Bela Vista, e o da Disco Club, no Itaim. Dois ambientes vão abrigar as noitadas. O externo tem plantas pelas paredes e um teto retrátil. “A ideia é organizar sunset parties e festas paralelas ao que ocorre lá dentro”, diz Requena.Na pista interna, um grid metálico no teto e nas laterais forma uma semigaiola.

Nela, foram instalados 1 200 pontos de LED que mudam de cor e movimento de acordo com a ação dos braços do DJ. “Colocamos um Kinect, sistema de captação de movimentos, na parte de trás da cabine, para que o artista coordene as luzes”, explica o empresário César Braga, sócio. Não é a primeira incursão de sua família no setor.

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Em 1984, o pai, Raimundo Braga, abriu a Rhapsody, estabelecimento em Osasco que chegava a reunir 2 500 pessoas por noite para assistir a shows de Titãs e Kid Abelha ou frequentar algumas das primeiras festas de música eletrônica realizadas no país. Um dos equipamentos instalados na The Year, aliás, é herdado de lá: o Alien, esfera de spots de luz que fez sucesso por aqui nos anos 80.

Fonte: VEJA SÃO PAULO