Cidade

O valor da tarifa baixou, mas o sufoco é o mesmo

Com ônibus antigos e lotados, ausência de corredores expressos e funcionários insatisfeitos, 59% dos usuários desaprovam o precário transporte público da capital

Por: João Batista Jr., Mauricio Xavier [com reportagem de Mayra Maldjian, Nathalia Zaccaro e Silas Colombo] - Atualizado em

Manifestações - capa 2327
Em sentido horário, manifestações no Largo da Batata, na segunda-feira (17), na Praça da Sé e na Avenida Paulista, na terça: milhares de pessoas nas ruas (Foto: Daniel Teixeira/Estadão, Caetano Barreira, Eduardo Knapp/FolhaPress)

“Você acha que, se eu pudesse não ter aumentado, eu teria?” A frase do prefeito Fernando Haddad, proferida na sexta (14), ecoava as falas de dias anteriores, diante da temperatura crescente dos protestos pela revogação do reajuste da tarifa de ônibus, de 3 para 3,20 reais, em vigor desde 2 de junho.

Seu principal argumento era que a variação havia ficado abaixo da inflação no período. Mais tarde, ele declarou que voltar atrás poderia ser uma medida “populista”. Na última quarta, porém, apareceu em pronunciamento ao lado do governador Geraldo Alckmin (que, sobre igual reajuste nas passagens de trem e metrô, havia dito: “Não vou recuar”). Juntos, anunciaram que, a partir de segunda (24), a passagem dos coletivos volta a custar 3 reais e a da integração cai de 5 para 4,65 reais.

Tentativa de invasão à prefeitura - capa 2327
Tentativa de invasão da prefeitura durante manifestações: desafio aos governantes (Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)
Vândalos incendeiam veículo no centro - capa 2327
Vândalos incendeiam veículo no centro (Foto: Rocha Lobo/FuturaPress)

A decisão ocorreu após uma mobilização que não se via na cidade desde 1992, nas marchas contra o presidente Fernando Collor. Foi um crescendo. A série de protestos começou na quinta (6), com cerca de 2 000 pessoas. Engrossada com temas como a precariedade dos hospitais e os gastos da Copa do Mundo, chegou a reunir 65 000 pessoas na segunda (17), nos cálculos do instituto Datafolha. Aos jovens se juntaram mães e avós, em percursos por cartões-postais da metrópole como a Avenida Paulista e a Ponte Estaiada, chegando ao Palácio dos Bandeirantes. O último, sede do governo estadual, sofreu uma tentativa de invasão por parte de arruaceiros oportunistas, que conseguiram derrubar um portão, até que fossem repelidos pela polícia.

No dia seguinte, quando 50 000 estavam nas ruas, baderneiros incendiaram um furgão de reportagem da Rede Record, saquearam lojas e promoveram a depredação do Edifício Matarazzo, sede da prefeitura. Pierre Ramon de Oliveira, de 20 anos, estudante de arquitetura e um dos valentões da quebradeira na prefeitura, onde se escondia atrás de uma máscara, pediu desculpas em público após ser identificado. Na quinta, 100 000 pessoas, segundo a Polícia Militar, voltaram a tomar a Avenida Paulista, dessa vez para festejar a decisão do governo. Responsável por acender o estopim das manifestações, o Movimento Passe Livre (MPL) avisa que a vitória no recuo das tarifas não encerra sua campanha. Composto de cerca de quarenta integrantes, o MPL diz que continuará desfilando suas bandeiras por aí até que a passagem chegue ao inimaginável custo zero. A estudante Mayara Vivian, uma das líderes do grupo, transformada numa espécie de celebridade instantânea dos protestos, declarou que, caso um dia a gratuidade seja total, também não vai sossegar. “Nosso próximo objetivo é lutar pela reforma agrária e contra o latifúndio urbano.”

Jovem manifestante - capa 2327
Manifestantes de todas as idades: propósitos diferentes (Foto: Rocha Lobo/FuturaPress)
Manifestação - capa 2327
Senhora exibe placa durante manifestação: mistura de gerações (Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

EM MARCHA LENTA

A redução no preço da tarifa dos ônibus da capital de 3,20 reais para 3 reais representa uma economia para os usuários. Quem faz um trajeto de ida e volta em 25 dias no mês, com integração por bilhete único, passará a gastar novamente 232,50 reais, em vez dos 250 reais da conta pós-aumento. O alívio no bolso, no entanto, está longe de representar uma solução mágica na rotina de milhões de paulistanos: é preciso desatar os vários nós que se acumularam no transporte público da capital nas últimas décadas. Veículos superlotados e escassos, atrasos, frota envelhecida, funcionários insatisfeitos, malha viária ineficiente e carência de corredores exclusivos são alguns dos principais problemas.

Como resultado disso, não é de espantar que 59% dos usuários reprovem o serviço, conforme pesquisa mais recente sobre o assunto realizada pela Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP). Detalhe: esse estudo é de 2011. O fato de não haver um acompanhamento frequente do índice de satisfação dos usuários, uma ferramenta básica para saber se o dinheiro público está sendo bem gasto e resolve o problema da população, mostra quanto o negócio ainda caminha em marcha lenta.

Ponto inicial da linha Pq. Residencial Cocaia - Praça da Sé e interior do coletivo - capa 2327
O ponto inicial da linha Pq. Residencial Cocaia–Praça da Sé e o interior do ônibus da Rio Pequeno–Terminal Princesa Isabel: filas e lotação (Foto: Lucas Lima e Adriano Conter)

Até 1993, a responsável pelo serviço era a Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), primeiro privatizada e depois substituída pela municipal SPTrans, criada pelo então prefeito Paulo Maluf. A falta de investimentos afugentou passageiros, que migraram para peruas clandestinas e automóveis particulares: o número mensal de viagens chegou a cair de 168 milhões para 92 milhões. Em 2003, com uma licitação de 12 bilhões de reais para um total de dez anos, a prefeitura cedeu a operação do sistema a cooperativas viárias.

Hoje, dezesseis grupos ou consórcios têm o direito de explorar as 1 350 linhas da cidade, mas cerca de metade se concentra nas mãos de apenas dois empresários, José Ruas Vaz e Belarmino Ascenção Marta. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, aliás, é Paulo Ruas, filho do primeiro. “Meu marido está no ramo há quarenta anos”, diz Adriana Saraiva, mulher de Joaquim Saraiva, um dos vários sócios do barão da catraca. “E o Ruas nem sabe dessas manifestações pela redução no valor da passagem, está de férias em Portugal.” A tranquilidade, no entanto, pode durar pouco. No próximo semestre será realizada uma licitação para um novo período de contrato. Ao dar o braço a torcer e baixar a tarifa, o município terá de aumentar consideravelmente o montante repassado a essas empresas: o subsídio acumulado até 2016 saltará de 6 bilhões para 8,6 bilhões de reais.

Karina Nascimento - capa 2327
Karina Nascimento, assistente jurídica: "Chego mais cedo para conseguir sentar e ler no caminho" (Foto: Lucas Lima)

A redução dos 20 centavos na passagem, antes avaliada como “impossível” pelo prefeito Fernando Haddad, foi anunciada sem grandes explicações sobre a realidade das contas do município daqui para a frente. O Orçamento deste ano previu um subsídio de 1,25 bilhão. Com a tarifa menor, 200 milhões de reais terão de ser acrescentados aos gastos. Até quinta (20), a prefeitura não havia anunciado de onde sairia o dinheiro. Para agravar a situação, o Movimento Passe Livre tem como pauta número 1 a tarifa zero. “Esse pedido é um retrocesso”, afirma o consultor tributário Clóvis Panzarini, ex-coordenador da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Para ele, uma das únicas modalidades possíveis para que se obtenha a tarifa zero é estatizar o serviço e se submeter a conchavos políticos para escolher a diretoria da autarquia.

Além disso, a prefeitura teria de arcar com todas as despesas, o que significa comprometer 6 bilhões de reais por ano da arrecadação municipal. Para fechar a conta, teria de subir taxas como a do IPTU. “Se o governo aumentasse outros impostos, toda a população pagaria pelo transporte de ônibus mesmo sem utilizar o serviço”, completa o tributarista.

Osmar Landin - capa 2327
Osmar Landin, motorista: "Os ônibus velhos quebram e os passageiros ficam na mão" (Foto: Mario Rodrigues)

Independentemente do formato da gestão ou do progresso na quantidade de dinheiro investido,  as mudanças dos últimos anos não se refletiram em conforto para o passageiro. Em 2005, 2,5 bilhões de pessoas já se espremiam nos 14 030 ônibus que compunham a frota da época. Sete anos depois, mais 400 milhões de passageiros passaram a utilizar o sistema, chegando a 2,9 bilhões de usuários. O número de veículos operacionais, porém, diminuiu para 13 970, sessenta a menos. Ou seja: enquanto o total de usuários aumentou 16%, a frota encolheu 0,4%. Isso ajuda a explicar o sufoco bem conhecido por qualquer pessoa que use o sistema, principalmente nos bairros periféricos da cidade. O aperto é de sete passageiros por metro quadrado. Em Londres, a média é de quatro. Santiago, no Chile, registra uma taxa de cinco.

Luiz Felipe de Barros - capa 2327
Luiz Felipe de Barros, eletricista: "Perco seis horas por dia no ônibus para ir ao trabalho e voltar" (Foto: Adriano Conter)

As duas linhas com maior número de reclamações estão localizadas na Zona Leste: Terminal São Miguel-Terminal São Mateus, com 246 entre janeiro e maio deste ano, e Cidade Tiradentes-Terminal Princesa Isabel, com 211 no mesmo período. Nenhuma linha exclusiva da Zona Oeste — região que em geral apresenta ônibus mais vazios e novos e boa quantidade de faixas exclusivas à direita da via, o que torna a viagem mais rápida — aparece na lista das cinco que mais receberam denúncias de usuários.

Além de encolher, a frota paulistana envelheceu. Em 2008, tinha quatro anos e dois meses de uso, em média. Hoje, a maior parte dela soma cinco anos e seis meses. Em alguns casos, a situação é ainda mais drástica. “Tem muito ônibus fabricado nos anos 90”, conta o motorista Osmar Landin, do consórcio Leste 4, que atende bairros da Zona Leste como Cidade Tiradentes e São Mateus. “Por fora, a carcaça parece boa por causa da pintura, mas a parte mecânica está velha.” Os carros antigos e em uso contínuo multiplicam os problemas. “Pelo menos trinta automóveis ficam parados na garagem por questões técnicas”, relata o fiscal Jean Cleber Ribeiro, do mesmo consórcio. “Há dias em que uma linha começa com dezesseis veículos pela manhã, mas no fim da tarde tem apenas onze.”

O resultado são filas nos pontos de espera e ainda mais aperto. “Se houvesse pelo menos uma manutenção cuidadosa, quebraríamos menos vezes durante o trabalho”, conta o motorista José Leite, da linha Rio Pequeno-Terminal Princesa Isabel. Além de se preocupar com a saúde de seu veículo, ele ainda precisa encontrar uma fresta entre os passageiros para enxergar o retrovisor. “De tão cheio, fica impossível ver algo lá fora”, explica.

As condições de trabalho da categoria são tão precárias quanto o próprio sistema. “Não vejo meu salário há dois meses”, lamenta o cobrador José Antônio da Silva, da empresa Oak Tree Transportes Urbanos, que atende a Zona Oeste. Somadas as horas extras, Silva ganha 1 200 reais. Por causa dos atrasos no pagamento, os funcionários da Oak Tree entraram em greve no mês passado e paralisaram nove linhas. Cerca de 46 000 passageiros acabaram afetados.

Gráfico Trajeto Cidade Tiradentes - Vergueiro - capa 2327
(Foto: Veja São Paulo)

Com 8,2 milhões de trajetos por dia, os deslocamentos de ônibus representam 81% do total de viagens realizadas no transporte público da capital. “Apesar de o trabalho pesado, ele é mais criticado pela população que o metrô e a CPTM”, compara Luiz Carlos Néspoli, superintendente da ANTP. Há vários motivos para essa situação. Mesmo lotado, o metrô raramente atrasa e mantém sua velocidade média de 31 quilômetros por hora, o dobro da registrada pelos ônibus em horário de pico.

A falta de informação também prejudica a avaliação. No ponto não são indicadas as linhas que passam por ali e suas possíveis baldeações, e dentro do ônibus nenhum dispositivo informa a próxima parada. “Tudo isso dá uma sensação de falta de cuidado com o passageiro, o que não ocorre com o metrô”, completa Néspoli. Organizar o sistema e cobrar produtividade das empresas são algumas das saídas. “Não adianta aumentar o subsídio e não fiscalizar os resultados, é muito dinheiro envolvido”, diz o consultor de engenharia de tráfego Horácio Figueira.

Outro ponto fundamental para a melhora é o investimento em corredores de ônibus. “Eles precisam de prioridade total no trânsito, os carros que se virem”, continua Figueira. A expectativa é que coletivos circulando em boa velocidade atraiam mais usuários de automóveis para o transporte público. “Só assim a questão do trânsito pode ser solucionada.”

Gráfico Metrô Tucuruvi - Pinheiros
(Foto: Veja São Paulo)

Até 2016, a prefeitura promete criar 150 quilômetros de corredores exclusivos (hoje são 244 quilômetros) nas zonas Sul e Leste, em locais como as avenidas 23 de Maio, Bandeirantes e Celso Garcia. Destes, 70 quilômetros estão em licitação desde 2012 e outros 80 entrarão no processo neste ano. Nos próximos doze anos, o plano envolve 460 quilômetros. O modelo para o sistema é similar ao de Curitiba, geralmente com uma faixa segregada junto ao canteiro central da via, veículos de grande porte e pontos que funcionam como pequenos terminais fechados: a cobrança da passagem é realizada antes do embarque. O governo municipal também anunciou recentemente um aporte de 7 milhões de reais para ampliar a quantidade de faixas exclusivas em 150 quilômetros até o fim deste ano — 59 quilômetros já foram criados —, que se juntarão aos 210 quilômetros atuais. No começo do segundo semestre serão licitados catorze terminais. 

riopqno-trajeto
(Foto: Veja São Paulo)

Outro plano para acelerar os ônibus envolve uma rede de sinalização mais inteligente. Dos 6 156 cruzamentos com semáforo, há a promessa de que 4 800 serão modernizados de forma a controlar automaticamente o fluxo do tráfego. Na prática, o sistema manterá sinais abertos por mais tempo ao verificar que determinado corredor está com lentidão acima da desejável. Isso deve começar a funcionar no segundo semestre, com investimento de 550 milhões de reais.

Neste valor, está incluída a criação da Central Integrada de Mobilidade Urbana, que vai compartilhar dados da SPTrans e da CET. “O foco é priorizar o transporte público diante do particular”, declara o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. “Com esse pacote de medidas, a velocidade média dos coletivos subirá de 15 para 30 quilômetros por hora nos próximos quatro anos.” Mesmo se todos esses planos forem realmente cumpridos, eles devem apenas amenizar uma parte do sufoco dos passageiros. Nas últimas décadas, a cidade esteve nas mãos de diferentes correntes e partidos políticos. Depois de chegarem à prefeitura prometendo moralizar o transporte, acabar com o cartel dos chamados “barões das catracas” e melhorar a gestão do sistema, todos eles falharam na missão.

A conta do descaso apareceu em forma de protesto de milhares de pessoas nas ruas, que cobravam um serviço mais barato e eficiente. O ideal é que o gesto de recuo no aumento das tarifas sinalize também uma mudança do poder público na maneira de encarar esse problema.

Tabela aumento da tarifa - capa 2327
(Foto: Veja São Paulo)
Tabela preço ônibus - capa 2327
(Foto: Veja São Paulo)

Os principais problemas do transporte público da cidade

Frota antiga

A idade média da maioria dos veículos é de cinco anos e seis meses, mas há alguns em circulação fabricados nos anos 90

Funcionários insatisfeitos

Atrasos nos salários e greves fazem parte da rotina de cobradores e motoristas

Poucas empresas

Dezesseis grupos ou consórcios, muitos deles nas mãos de poucos sócios, estão no controle do sistema

Falta de um canal de avaliação

A SPTrans estuda realizar uma pesquisa de satisfação com os usuários, mas ainda não há uma previsão de data

Lotação

Nos 13 970 veículos da capital, o índice de ocupação é de sete passageiros por metro quadrado

Carência de corredores

Os 244 quilômetros que existem na malha viária não dão conta do bom fluxo dos carros

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    Clos de Tapas (mudou de nome para Clos)

    Rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição

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  • Cozinha contemporânea

    Cantaloup

    Rua Manuel Guedes, 474, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 3445 ou (11) 3078 9884

    VejaSP
    5 avaliações

    A parceria do proprietário Daniel Sahagoff com o chef Valdir de Oliveira tem mantido o Cantaloup numa posição privilegiada entre os representantes contemporâneos. Nota-se esse entrosamento pela qualidade de pratos como a tortinha de queijo gorgonzola doce enfeitada com noz-pecã e folhas de mache ao vinagrete de mel (R$ 39,00) e o lombo de cordeiro em crosta de amêndoa com risoto de cogumelo (R$ 98,00). Numa apresentação diferente, o petit gâteau de framboesa vem cercado por uma casquinha crocante ao lado de sorvete de pistache (R$ 29,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos / Cantina / Trattoria

    uttina

    Rua João Moura, 976, Pinheiros

    Tel: (11) 3083 5991

    VejaSP
    2 avaliações

    Cuidada pelo casal de proprietários Filomena Chiarella e José Otávio Scharlach, a trattoria tem os melhores lugares no salão dos fundos, junto ao quintal com jabuticabeiras. O quarteto de antepastos — sardela, patê de ricota, berinjela desfiada e azeitona verde— é a indicação para começar (R$ 28,00). Feito na casa como todas as massas frescas, o nhoque (R$ 48,00) tem uma leveza extraodinária, que, vez ou outra, pode ser prejudicada pelo molho de tomate ácido. Se pedida foi uma carne, vá de cordeiro cozido com purê de feijão‑branco aromatizado por marcante quantidade de gengibre (R$ 63,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Japoneses

    Sakagura A1

    Rua Jerônimo da Veiga, 74, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 3883

    VejaSP
    8 avaliações

    Pratos quentes sempre foram o forte do restaurante do japonês Shin Koike. Receitas como o bacalhau negro grelhado (R$ 90,00) continuam saborosas. Mas foi no balcão frio que a casa se superou. Na degustação, o titular Celso Hideji Amano, premiado neste ano na Copa do Mundo do Sushi, no Japão, faz maravilhas como o oniguiri de chutoro e o enrolado de ovas de ouriço-do-mar na alga aquecida até ficar crocante. O preço parte de R$ 180,00 e varia de acordo com as pedidas do dia. O público saboreia as pedidas ao som de jazz.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Drinques

    Brasserie des Arts

    Rua Padre João Manuel, 1231, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3061 3326

    VejaSP
    12 avaliações

    Filial de um endereço na Riviera Francesa, o lugar é frequentado por gente abonada acima dos 30 anos e cenário de badalados jantares. Quem está a fim de apenas petiscar pede tira-gostos como o arancino (R$ 29,00, quatro unidades) e se joga nos drinques do bartender Marcelo Serrano. Talentoso, o profissional se divide entre o Brasserie e o vizinho Recreo, nova empreitada dos mesmos donos. Equilibrado, o drinque bergamota (R$ 33,00) mescla vodca cítrica com tangerina e cenoura e traz espuma de pêssego bem docinha no topo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Armazém Veloso e Pirajá estão na lista
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  • Chás

    The Gourmet Tea - Jardim Europa

    Rua Doutor Mário Ferraz, 213, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 2579 7850

    VejaSP
    Sem avaliação

    São cinco as unidades da marca, a mais recente delas um quiosque no Shopping Eldorado. As grandes estrelas, é claro, são as infusões, dispostas em latinhas coloridas sobre o balcão. Há 38 delas, cultivadas de maneira orgânica, sobretudo na China e na Índia. Podem-se levar os potes para casa ou pedir a bebida para tomar ali mesmo. Agrada a combinação de chá-verde e menta marroquina, cheia de frescor, a R$ 9,00 (220 mililitros). Se a ideia é adoçar o dia, tem crumble de maçã servido morninho, que pode ganhar sobre ele uma bola de sorvete de baunilha (R$ 19,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Inspirado no livro publicado em 2006 por Fabrício Carpinejar, o espetáculo Filhote de Cruz-Credo aborda de maneira esperta uma questão presente na infância: como lidar com as diferenças? Na história, uma pequena cidade se abala com o nascimento de Fabrito, apelidado pela população de “o menino mais feio do mundo”. Ele é filho da Mulher Gigante, que ordena que todos os espelhos do local sejam jogados em um rio próximo à vila. O lugar fica proibido para as crianças. Mas adivinha onde o menino vai se aventurar? Justamente nas redondezas do tal rio. Na montagem, sobressai o bom trabalho dos atores Alessandro Hernandez, Andréa Manna, Denis Antunes e Tertulina Alves. Integrantes da Cia. O Grito, eles se revezam com equilíbrio entre os personagens. Estreou em 2/6/2013. De 3/8 a 25/8/2013.
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  • Autora russa morreu em São Paulo no último dia 15, aos 94 anos
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  • Marin Alsop e Orquestra Sinfônica do Estado estão entre os concertos do evento
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  • Filmes

    Agenda de atrações do Espaço VEJA SÃO PAULO

    Atualizado em: 15.Jul.2013

    Show do multi-instrumentista Curumin e sessões de sucessos de bilheteria como As Aventuras de Pi estão na programação
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  • Aos sábados, no almoço, uma boa pedida é o bufê de feijoada com caipirinha de limão à vontade
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  • Restaurantes

    Trattoria Salvador é boa opção de restaurante

    Atualizado em: 21.Jun.2013

    A perna de cabrito assada chega com arroz, brócolis e batata
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  • Exposições

    MAC ocupa andar de sua nova sede com duas mostras

    Atualizado em: 24.Jun.2013

    Elas foram organizadas a partir do acervo do museu
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  • Criado em 2008, o coletivo Garapa segue na pesquisa sobre os limites da linguagem fotográfica e o diálogo com o vídeo e a instalação. A mostra mais recente do grupo, A Margem, em cartaz no Centro Cultural São Paulo, parte de uma viagem por seis trechos do Rio Tietê, num total de 1.100 quilômetros percorridos na capital e no interior do estado. Não espere por um aspecto documental e informativo: o Garapa aposta em uma abordagem abstrata, com closes de água e imagens distorcidas. A exposição traz ainda textos de escritores-viajantes do século XIX, inclusive o francês Hercule Florence (1804-1879). Um assassinato em Itu relatado por Florence é relacionado a imagens que abordam um crime recente ocorrido ali. De 7/6/2013 a 15/8/2013.
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  • O texto de Diogo Liberano busca referências míticas para criar a tragédia contemporânea. Depois de perder a mãe, um rapaz (Paulo Verlings) pensa em se matar. O convite para trabalhar com um bicheiro (papel de Márcio Machado), presidente de uma escola de samba, o leva a adiar o plano. Com Carolina Pismel, Débora Lamm e Felipe Abib. Estreou em 1/6/2013. Até 30/6/2013.
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  • Teatros

    Duas atrizes em jornada dupla nos palcos

    Atualizado em: 21.Jun.2013

    Paula Cohen e Bruna Thedy transitam por gêneros diferentes
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    Quatro peças para conferir entre 23h e 0h

    Atualizado em: 21.Jun.2013

    Os Adultos Estão na Sala e Homem não Entra estão na lista
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  • Bar do Magrão, Bar do Nico, Birreria La Legione e Boteco São Jorge ficam próximos à unidade
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  • Para encerrar a turnê do Prêmio da Música Brasileira de 2016, Simone Mazzer e Filipe Catto cantam composições de Gonzaguinha, como Sangrando e Explode Coração. Eles também interpretam as próprias criações. Dias 27 e 28/8/2016.
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  • Os fãs de Milton Nascimento levaram recentemente alguns sustos. Em agosto, o cantor de 72 anos declarou que não estava se sentindo bem e, subitamente, precisou deixar o palco do HSBC Brasil enquanto se apresentava ao lado de Criolo. Dois meses depois, o astro teve de ser internado no Instituto do Coração para um cateterismo. O exame descartou a necessidade de uma intervenção cirúrgica, e Milton foi orientado a cuidar melhor da alimentação e praticar atividade física, de forma a controlar o diabetes. Com um novo mal-estar, ele acabou mais uma vez no hospital em dezembro, após retornar de uma turnê nos Estados Unidos. Aparentemente recuperado, ele volta a São Paulo para a estreia do espetáculo Tarde, homônimo da faixa que encerra o lado A do LP Milton Nascimento, lançado em 1969. A proposta é mostrar releituras de músicas como Ponta de Areia e de canções há muito não interpretadas por ele, caso de Cuitelinho e Nada Será Como Antes, conhecida na voz de Elis Regina. Quem divide o palco com o cantor são os irmãos Wilson (violão de sete cordas e viola caipira), diretor musical da banda de Milton desde 1993, e Beto Lopes (violão de sete cordas).  Dias 17 e 18/1/2015.
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  • Um já é conhecido do público paulistano e o outro vem pela primeira vez ao país
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  • Em geral, os poucos longas-metragens que chegam de Cuba até nós são registros dramáticos - vide Uma Noite, outra estreia desta semana. A irreverente fita Juan dos Mortos é uma deliciosa subversão: trata-se de uma comédia de terror de fundo político na qual a crítica à ilha de Fidel fica evidente. Segundo o roteiro, escrito pelo próprio diretor, Alejandro Brugués, Havana foi tomada por mortos-vivos. Juan (Alexis Díaz de Villegas), um vagabundo indolente, tira proveito da situação e começa a ganhar uma grana dos vivos que querem se livrar de seus parentes-zumbis. Ao lado do inseparável amigo Lazaro (Jorge Molina), o protagonista vai tentar dar cabo dos inimigos, a quem a TV chama de “dissidentes”. Propositalmente sanguinolenta e trash, embora haja uns efeitos visuais bacanas, a sátira faz rir e refletir sobre a realidade daquele país. Estreou em 21/6/2013.
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  • No dia 1º de julho, Léa Seydoux fará 28 anos. Atual queridinha do cinema francês, a atriz causou sensação no Festival de Cannes, em maio, como protagonista do romance lésbico A Vida de Adèle, vencedor da Palma de Ouro. Léa já atuou sob a direção de cineastas badalados, a exemplo de Christophe Honoré (A Bela Junie), Ridley Scott (Robin Hood) e Woody Allen (Meia-Noite em Paris). Na estreia Adeus, Minha Rainha, drama de época ambientado em 1789, às vésperas da Revolução Francesa, a estrela é a grande atração. O trabalho de Sidonie Laborde, sua personagem, consiste em ler livros para Maria Antonieta (Diane Kruger) no Palácio de Versalhes. Contudo, notícias vindas de Paris anunciam uma rebelião popular, que dará à rainha um destino trágico. Sob o ponto de vista de Sidonie, o roteiro abre mão da fidelidade histórica para buscar no intimismo de uma protagonista solitária uma trama frágil e fantasiosa. Estreou em 21/6/2013.
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  • No fim de 2009, a TV Cultura exibiu Para Aceitá-la, Continue na Linha. Agora, o longa-metragem chega às telas com outro título e em versão estendida. Na trama, dona Clarinha (Bete Dorgam) recebe um telefonema em casa, na capital paulista. Um falso sequestrador faz, da cadeia, exigências para libertar sua filha. A mãe cai no golpe e, sem desligar o celular, parte para o Rio de Janeiro seguindo as instruções do criminoso. Com pleno domínio técnico, a diretora Anna Muylaert (de Durval Discos e É Proibido Fumar) injeta um bocadinho de humor e saborosos diálogos, característicos de sua obra, numa trama nervosa. Sai do trilho, porém, a atuação acima do tom da protagonista — um deslize que compromete o enredo. Estreou em 21/6/2013.
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  • Funcionários de um hotel, Raul (Daniel Arrechaga) e Elio (Javier Núñez Florián) têm o desejo de morar em Miami e deixar a pobreza de Cuba para trás. Após agredir um turista, o genioso Raul passa a ser perseguido pela polícia. A única solução é concretizar o sonho e fugir para os Estados Unidos numa balsa improvisada. Mas será que Elio terá coragem de abandonar sua querida irmã Lila (Anailín de la Rúa de la Torre)? Num estilo neorrealista à moda cubana, a diretora inglesa Lucy Mulloy registra os passos dos três protagonistas como se, para eles, não houvesse amanhã. A partir da fuga, o drama atinge voltagem máxima, de deixar a plateia com os nervos à flor da pele. Estreou em 21/6/2013.
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  • Filmes

    Dose dupla: humor e drama com Bradley Cooper

    Atualizado em: 21.Jun.2013

    O ator está em cartaz em Se Beber, Não Case! - Parte 3 e O Lugar Onde Tudo Termina
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  • O Cine Olido exibe sete longas nacionais que abordam no roteiro o tema migrações. Cinema, Aspirina e Urubus e Terra Estrangeira estão na programação. Os ingressos custam R$ 1,00. De 25 a 30/6/2013. Confira a programação: Terça, 25 de junho 15h - Aleluia Gretchen (1976), de Sylvio Back; 17h – Exibição do curta Migrantes (1972), de João Batista de Andrade. Seguido do longa O Baiano Fantasma (1984), de Denoy de Oliveira; 19h - Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes. Quarta, 26 de junho 15h - O Príncipe (2002), de Ugo Giorgetti; 17h - O Homem Que Virou Suco (1979), de João Batista de Andrade; 19h - Terra Estrangeira (1995), de Walter Salles. Quinta, 27 de junho 15h - Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes; 17h - Aleluia Gretchen (1976), de Sylvio Back; 19h - O Baiano Fantasma (1984), de Denoy de Oliveira. Sexta, 28 de junho 15h - Terra Estrangeira (1995), de Walter Salles; 17h - O Príncipe (2002), de Ugo Giorgetti; 19h - O Homem Que Virou Suco (1979), de João Batista de Andrade. Sábado, 29 de junho 15h - O Baiano Fantasma (1984), de Denoy de Oliveira; 17h - Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes; 19h - Aleluia Gretchen (1976), de Sylvio Back. Domingo, 30 de junho 15h - O Homem Que Virou Suco (1979), de João Batista de Andrade; 17h - Terra Estrangeira (1995), de Walter Salles.
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  • Filmes

    Três perguntas para Paulo Gustavo

    Atualizado em: 21.Jun.2013

    Minha Mãe É uma Peça, estreia de 47 salas, é a adaptação de um espetáculo escrito e estrelado pelo comediante de Niterói
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  • Em mais um ciclo do projeto Brasil Tela para Todos — Perspectivas Contemporâneas, o Centro Cultural Banco do Brasil leva humor à plateia no domingo (27/4/2013). A pequena mostra Alô, Alô, Comédia reprisa três longas-metragens. Às 16h30, há a melhor pedida, Saneamento Básico, estrelado por um quarteto em sintonia. Na fita gaúcha dirigida por Jorge Furtado, os atores Fernanda Torres, Wagner Moura, Bruno Garcia e Camila Pitanga são amigos numa cidade do interior. Eles conseguem uma verba pública para fazer um filme, quando surge o primeiro problema: nenhum deles tem o menor talento para a carreira artística. Completam o programa Tapete Vermelho, com Matheus Nachtergaele, às 14h, e Elvis & Madona, às 18h30.
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  • Colin Firth, Gwyneth Paltrow e Nicole Kidman entram em cena em suas mais recentes produções
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  • Hi Pin Shan, Killa novoandino, Manihi Sushi e 1900 Pizzeria ficam próximos ao shopping
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  • Liberdade Profunda

    Atualizado em: 25.Jun.2013

Fonte: VEJA SÃO PAULO