Sónar São Paulo

DJs Marky e Patife comemoram dez anos de drum’n’bass no Brasil

Dupla se apresenta no primeiro dia do festival, no Anhembi. Álbum “LK”, de Marky, foi lançado em 2002 e é um dos responsáveis pela popularização do gênero

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Marky e Patife
Sem ensaio: Patife e Marky prometem surpreender no Sónar São Paulo (Foto: Divulgação)

Wagner Borges Ribeiro de Souza e Marco Antonio da Silva se conheceram em meados de 93, na época em que o segundo era vendedor de uma loja de discos próxima à Praça da Sé. Na época, eles nem imaginavam, mas viriam a ser os principais responsáveis pela disseminação no Brasil do drum’n’bass, gênero de música eletrônica com batidas rápidas e graves fortes. Mais conhecidos como Patife e Marky, os DJs se apresentam juntos nesta sexta (11), primeiro dia do festival Sónar São Paulo, no Anhembi.

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O show vai comemorar os dez anos da popularização do drum’n’bass no Brasil, que ocorreu na época do lançamento do álbum “LK”, de Marky, em maio de 2002. “Eu nem lembrava do aniversário de dez anos. Parece que foi ontem”, comenta o responsável pelo disco. Foi ele, aliás, quem apresentou o gênero para Patife. “Quando eu ouvi, foi um baque. Vinha da cultura do rap e achei o som fantástico”, afirma Wagner.

No início da carreira dos dois, na década de 90, as festas na periferia chegavam a aglomerar mais de 2.000 pessoas. Acompanhado pelo DJ Andy, Marky agitava a Zona Leste da cidade, enquanto Patife e Coloral comandavam as baladas na Zona Sul. “Nessa época, esse circuito era muito fechado. Não existia o hype em torno do DJ”, lembra Patife.

Desde então, muita coisa mudou. Hoje conhecidos internacionalmente, eles quase não tocam mais na cidade. Marky tinha duas festas no Vegas, mas com o fechamento da casa, elas pararam de ocorrer até que ele encontre outro local.

Acostumados a se apresentarem juntos, os dois ainda não sabem direito como vai ser a participação Sónar. “A gente nunca ensaia”, explica Marky. “Toda vez que a gente pensa em elaborar algo antes, não dá certo”, completa Patife. Segundo eles, o que vão tocar depende muito do público. “Mas vamos tentar surpreender”, garante Marky. O que a plateia pode ter certeza é que será um show com muito drum’n’bass.

Fonte: VEJA SÃO PAULO