Restaurantes

Santovino: um italiano promissor

Com cozinha confiada à estreante Soraia Barros, casa já coleciona acertos

Por: Arnaldo Lorençato

Santovino Ristorante - restaurantes - 2243
Nhoque de batata ao ragu de coelho (Foto: Mario Rodrigues)

As mesas do Santovino Ristorante esparramam-se da varanda, na entrada, ao salão, que possui uma agradável iluminação natural. Nesse segundo ambiente, plantas e uma parede de tijolos aparentes compõem parte do cenário, no qual se avista a cozinha envidraçada aos fundos. Nem remotamente o local parece ter abrigado por dezesseis anos a escura tabacaria Davidoff, do empresário paulistano Steve Chen. Em junho, ele transformou o ponto neste charmoso endereço italiano. Teve cuidado não só com o visual, mas também com o menu, confiado a Soraia Barros, de 31 anos, que deu expediente no Due Cuocchi Cucina. Embora estreante no papel de titular dos fogões, a chef revela competência e coleciona acertos.

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Soraia Barros, chef do Santovino - restaurantes - 2243
Soraia Barros: pela primeira vez à frente de uma equipe (Foto: Mario Rodrigues)

Soraia prepara entradas como a panzanella (salada típica da Toscana feita de cubos de pão e tomate; R$ 26,00) enriquecida por lula e a berinjela ao inferno (coberta por alichela, queijo parmesão e molho de tomate; R$ 19,00). Outra opção para iniciar a refeição é o riso al salto (R$ 23,00), bolinho achatado de risoto de açafrão na companhia de um ragu de cogumelos e tomate. A seleção de pratos principais inclui a delicada lasanha de bacalhau mais alho-poró, vagem e batata cujo topo vem desenhado por fios de pesto (R$ 52,00), o nhoque de batata valorizado por ragu de coelho (R$ 45,00) e a paleta de leitão de pele crocante guarnecida de mandioca cozida (R$ 52,00). Curiosamente, o molho de tomate, essencial em muitas das receitas, é feito sob encomenda para o restaurante.

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Na sobremesa, a pastiera di grano (R$ 22,00), uma torta de ricota, frutas cristalizadas e grãos de trigo, merece ser provada. Ao consultar a carta de vinhos, peça ajuda à sommelière carioca Clara Mei (ex-Zazá Bistrô Tropical). A casa funciona ainda como wine bar e loja de vinhos.

COMIDA ✪✪✪ | AMBIENTE ✪✪✪ | SERVIÇO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO