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Expert: para ver a Bienal em 150 minutos

Para os amantes da arte, montamos um roteiro mais completo do evento, composto de 20 trabalhos

Por: Laura Ming - Atualizado em

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Um dos eventos de arte mais importantes da cidade, a Bienal de São Paulo apresenta, a partir deste sábado (6), 250 obras de mais de 100 artistas em sua 31ª edição. Para quem pretende, além de tirar e postar fotos nas redes sociais, entender mais a fundo cada obra, preparamos um roteiro de 150 minutos. Todas as obras selecionadas abaixo estão marcadas no mapa a seguir.

 

1. Map, de Qiu Zhijie

Formado em caligrafia, o artista chinês usa sua habilidade para desenhar mapas à mão. Logo na entrada da Bienal há um enorme mapa imaginário no qual são apresentadas as ideias curatoriais e artísticas da exposição.

2. Sem título, de Éder Oliveira

Fotos de criminosos que estamparam as páginas de jornais foram reproduzidas em pinturas gigantes em uma tentativa de humanizar esses personagens, normalmente marginalizados nos cadernos de polícia. O trabalho é do paraense Éder Oliveira.

3. Não É Sobre Sapatos, de Gabriel Mascaro

Após pesquisar imagens sobre os protestos de 2013, Gabriel Mascaro descobriu um curioso interesse da polícia pelos calçados dos manifestantes, já que eles ajudariam no reconhecimento das pessoas.

4. Wonderland, de Halil Altindere

O vídeo do artista turco apresenta um grupo de hip-hop, de óculos escuros e gel no cabelo, que denuncia a destruição de comunidades pobres no centro de Istambul para dar lugar a empreendimentos imobiliários.

5. Vila Maria, de Danica Dakic

O palhaço Picolino é o último representante de uma família que há cinco gerações trabalha no circo. O filme acompanha o artista se transformando em seu personagem, que foi um dos destaques da escola de samba Vila Maria neste ano.

31a Bienal de São Paulo
El Dorado, de Danica Dakic (Foto: Danica Dakic / Bild-Kunst Bonn)

6. Cities by the River, de Anna Boghiguian          

Nesta sala estão reunidos desenhos e pinturas da artista nascida no Egito que abrodam a desigualdade social. O especial aqui é a instalação central, feita de colmeias e favos de mel que exalam no local um cheiro adocicado.

7. Casa de Caboclo, de Arthur Scovino

O artista montou uma casa inspirada no caboclo, entidade da umbanda e do candomblé que se apresenta como indígena e irá se mudar para ela durante a Bienal. As salas e corredores foram decorados, por onde o público poderá passear e interagir com a performance de Scovino.

8. Martírio, de Thiago Martins de Melo

Duas belas telas do artista maranhense tratam do homem amazônico. Esculturas de índios e cabeças decapitadas completam a instalação.

9. Sergio e Simone, de Virginia de Medeiros

O filme conta a história de Simone, uma travesti que morava em uma área degradada de Salvador. Após uma experiência com crack, ela decide virar pastor evangélico e recuperar o nome original, Sergio. Atualmente, tornou-se pai de santo e convive com as duas identidades.

10. Zona de Tensão, de Hudinilson

O artista, morto no ano passado, fez cópias (xerox) de diversas partes do seu corpo, aqui apresentadas em um grande painel.

11. Spear e outros trabalhos, de Edward Krasínski

Bem diferente dos outros trabalhos expostos, as esculturas do artista polonês, feitas a partir de objetos do cotidiano, estão dispostas em uma sala escura com iluminação caprichada, que lembra os museus tradicionais.

12. Letters to the Reader, de Walid Raad

Um dos artistas mais importantes do Líbano, Raad fez uma série de painéis coloridos dispostos em fileira ao longo de um corredor, a partir de paredes pré-fabricadas. Em cada um, ele recortou um desenho diferente inspirado em obras árabes.

13. Histórias de Aprendizagem, de Voluspa Jarpa

A instalação, composta de arquivos da CIA e do regime militar brasileiro impressos em papel transparente e pendurados em linhas diagonais, cria um belo efeito nos corredores da Bienal. Quem observar de perto verá que os documentos têm tarjas pretas – correspondentes aos trechos censurados pelo governo.

14. Museo Travesti del Peru, de Giuseppe Campuzano

Para fazer uma revisão crítica da história do Peru em relação aos transexuais, aos indígenas e aos mestiços, Campuzano criou um museu portátil que pode ser instalado em diferentes espaços públicos.

15. Invention, de Mark Lewis

Uma escada rolante coberta com uma estrutura de vidro leva à sala onde os vídeos do artista canadense são exibidos. Neles é possível reconhecer edifícios famosos de São Paulo,  como a vertiginosa escada do Copan e a Praça do Patriarca vista da Galeria do Rock. 

16. Meeting Point e outros trabalhos, de Bruno Pacheco

Aglomerações humanas são o tema dessa série de telas. Os trabalhos em cartaz representam manifestações políticas ou confraternizações, deixando o público como observador desses eventos.

31a Bienal de São Paulo
Meeting Point de Bruno Pacheco (Foto: Bruno Pacheco)

17. AfroUFO, de Tiago Borges e Yonamine

A nave espacial prateada, criação dos artistas, é um óvni que teria vindo do futuro e traz referências desse tempo. Dentro, há diversas imagens de Jesus pichadas com spray neon.

18. Nosso Lar, Brasília, de Jonas Staal

A obra, composta de maquetes, livros e um vídeo, aborda dois projetos arquitetônicos da metade do século passado que carregam forte carga simbólica: Brasília, no Distrito Federal, e Nosso Lar, no Estado do Rio de Janeiro, descrito pelo espírita Chico Xavier.

19. Inferno, de Yael Bartana

Inspirada no fim trágico dos dois templos de Salomão que já foram construídos em Israel, a artista israelense produziu um filme que mostra o edifício da Igreja Universal sendo demolido. Os melhores momentos você pode ver aqui.

31a Bienal de São Paulo
Vídeo Inferno, de Yael Bartana (Foto: Marlene Bergamo)

20. Los incontados: um tríptico, de Mapa Teatro Laboratório de Artistas

A instalação barulhenta com ares de fim de festa é formada por três espaços em que o visitante pode observar o que sobrou da farra ou ser participante do ambiente abandonado.

Mapa Bienal 150 minutos
Roteiro de 150 minutos (Foto: Simone Yamamoto)

Fonte: VEJA SÃO PAULO