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Casal cria "linha de montagem" para cuidar bebês quíntuplos

Karina Barbara Barreira e João Biagi Júnior ganharam Arthur, Melissa, Laís, Giulia e Gabriela em abril deste ano

Por: Alexandre Nobeschi - Atualizado em

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Karina e João, com os filhos Arthur, Melissa, Gabriela e Giulia (à dir.): bebês saudáveis após o nascimento prematuro (Foto: Fernando Moraes)

Dividindo o espaço com dois sofás, um rack e um video game Xbox desligado desde janeiro, mais de 4 000 fraldas, separadas por tamanho e prazo de validade, estão empilhadas no canto da sala. Na pequena cozinha, onde uma mesa de quatro lugares logo se tornará insuficiente, muitas latas de leite em pó estão organizadas sobre o armário. O banheiro é tomado por inúmeros tubos de xampu infantil. Nessa casa simples, em um bairro de classe média em Santos, moram Karina Barbara Barreira, de 35 anos, e João Biagi Junior, 36. A decoração foi improvisada pelo casal para suprir as necessidades da família, que cresceu em progressão geométrica quando os quíntuplos Arthur, Melissa, Laís, Giulia e Gabriela (as duas últimas são gêmeas idênticas) nasceram, em 13 de abril, em uma maternidade de São Paulo.

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Se o lar demandou transformação para receber os bebês, que dirá o dia a dia dos pais. A rotina entre casa e trabalho, praia e uma pizza no fim semana evaporou. “Vivemos em função deles, e as nossas coisas ficam por último”, diz Karina. Para darem conta de tamanho desafio, ela e o marido adotaram um método industrial nos cuidados com a prole. Tudo é planejado e preparado com antecedência. As regras de horário são rígidas e as crianças precisam fazer tudo junto. “Aqui é rotina e organização”, diz a mãe da tropa mirim, em tom à la Capitão Nascimento. “Não podemos enrolar, senão eles ficam irritados, choram mais e a coisa se complica.”

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O dia com as crianças começa cedo. Perto das 6 horas, elas são trocadas e recebem a primeira mamadeira. Karina e João ganharam o reforço de Angela Maria Barbara, de 59 anos, avó materna dos bebês. De segunda a sexta, ela deixa sua casa, em São Vicente, para ficar com os netos. Ao fim do café da manhã, os recipientes são lavados e completados com leite para a próxima rodada, às 9 horas. Ao meio-dia, é hora da logística para o banho coletivo. Na cama do casal, as roupinhas são organizadas lado a lado. Pomada contra assaduras e sorofisiológico também estão a postos. Enquanto Karina dá banho em uma criança, a avó seca e troca outra. No quarto, o pai já está dando leite a uma terceira. Uma verdadeira linha de montagem. “Isso tudo leva cerca de uma hora”, diz a avó. “Estamos ficando cada vez mais ágeis.”

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A avó materna, Angela Barbara: reforço providencial (Foto: Fernando Moraes)

Durante todo o dia, cada criança toma sete mamadeiras e tem a fralda trocada, em média, oito vezes. Uma conta rápida mostra que o estoque disposto na sala deve durar perto de quatro meses. Para os bebês, o expediente termina por volta da meia-noite. Os pais só vão conseguir descansar após 1 da manhã, assim que a casa tenha sido minimamente organizada. O quinteto, normalmente, embala até cinco horas seguidas de sono durante a madrugada, o que causa inveja em pais cujos filhos trocam o dia pela noite. Por estarem acomodados em um quarto de apenas 14 metros quadrados e com os berços colados uns aos outros, o choro de um deles pode provocar um efeito dominó na turma toda, tirando pai, mãe e avó da cama. “Ainda bem que eles são calminhos e costumam dormir bem, senão seria impossível suportar o cansaço”, conta Karina. “Acho que eles fizeram um acordo e têm nos poupado um pouco”, brinca o pai. Por outro lado, a mãe não vê a hora de voltar a dormir oito horas diárias. “É meu sonho, e não sei se isso vai acontecer novamente.”

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Caminhando para o 6º mês, os quíntuplos mamaram no peito no primeiro trimestre de vida. No princípio, a cada três horas, todos tomavam leite materno e, depois, recebiam o complemento. A mamadeira, no entanto, ganhou terreno. Karina desejava amamentar por um ano, mas entende que seria impossível dar conta de todos. “No fim, isso também agilizou nosso dia a dia, pois no peito, às vezes, eles ficavam até trinta minutos cada um.” Como os bebêsainda não estão liberados para sair de casa, exceção feita às visitas ao pediatra e ao posto de saúde, os pais ficam 24 horas à disposição da prole. “Espero ansiosa a hora de poder levá-los à praia e vê-los brincando na areia”, diz Karina. 

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A sala: o espaço virou estoque de material (Foto: Fernando Moraes)

Desde que a história dos quíntuplos veio a público, houve intensa mobilização para ajudá-los. Encarregada de vendas em uma loja de perfume, Karina precisou ser afastada do trabalho por causa do alto risco de sua gestação. O marido deixou o emprego de promotor de vendas para ajudar nos cuidados diários com a esposa. A renda, que antes dos quíntuplos era de aproximadamente 3 000 reais, caiu para 1 300 reais. Na internet, o casal criou uma página no Facebook (“Os quíntuplos chegaram”) e encontrou, além de mensagens de apoio e carinho, muita gente disposta a colaborar com ambos.

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Uma empresa de Santos mandou os móveis para o quartinho do quinteto. Outra companhia presenteou os irmãos com fraldas descartáveis suficientes para um ano, alívio e tanto para o orçamento doméstico. “Tivemos muita sorte, e tudo aqui em casa veio por doação”, conta o pai. “Das roupinhas aos bichos de pelúcia.” Mais coisas chegaram após a exposição na TV. No programa do Gugu, entre outras contribuições, a família ganhou no palco um automóvel T8 da Jac Motors, que tem capacidade para acomodar os sete. O veículo é avaliado em 95 000 reais. O apresentador, aliás, acompanhou intensivamente a família. Em um quadro, chegou a levar a pequena Melissa, a última a deixar o hospital, para casa, surpreendendo a mãe. No Hoje em Dia, com Ana Hickmann e César Filho, eles receberam um cheque de 5 000 reais.

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Gugu com o casal:doação de carro de 95 000 reais (Foto: Reprodução)

Juntos há quinze anos, fazia cinco que tentavam o primeiro filho. Após procurar um especialista, Karina foi orientada a tomar medicamentos para regular a ovulação e aumentar a parede do útero. “Caso simples, sem necessidade de fertilização in vitro”, afirma Orlando de Castro Neto, médico que atendeu o casal. Quatro meses depois, ela desconfiou que estava grávida. Comprou um teste de farmácia, e o resultado foi positivo. A confirmação, de fato, veio com um exame de sangue. “Vivemos uma explosão de felicidade, mas mal sabíamos o que estava por vir”, conta a mãe.

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No primeiro ultrassom, eles deixaram a sala anestesiados. O médico havia enxergado três bebês. “Pulei de alegria na hora”, relata o pai. A euforia do primeiro exame, porém, deu lugar ao nervosismo na segunda consulta. “Quando o médico me disse que eram cinco, e não três, fiquei preocupado”, diz João. “Perguntei: quantos aparecerão na próxima vez?”

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Nascimentos de quíntuplos são raríssimos. Especialistas afirmam que a chance é de 1 em 40 milhões, sobretudo em gestações naturais, como no caso de Karina e João. Para efeito de comparação, a probabilidade de um apostador acertar sozinho as seis dezenas da Mega-Sena com um jogo simples é de 50 milhões. “Tentei acertar a sena e fiz a quina”, diverte-se o pai. No Brasil, não há dados oficiais sobre essa forma de gravidez, mas um casal de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, teve cinco filhos de uma só vez em julho último. A concepção, porém, foi assistida. Entre as quatro maiores maternidades de São Paulo, só a Santa Joana contabiliza em seus registros um parto do tipo, realizado em 1996.

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Melissa: a segunda a nascer e a última a ir para casa (Foto: Arquivo Pessoal)

Incomuns, gestações de múltiplos são consideradas de altíssimo risco. A sobrecarga pode originar dores nas costas e nas articulações. A mãe também fica suscetível ao aumento da pressão arterial e ao diabetes gestacional, o que aumenta o risco de prematuridade. Karina chegou ao fim da gestação com 80 quilos, 10 a mais em comparação com seu peso habitual. “Enjoei muito no começo e perdi peso, mas me alimentei direito e controlei a balança”, lembra ela, destacando também não ter padecido com as temidas estrias na barriga.

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Após a gestante ter sofrido dois sangramentos, seu médico durante o pré-natal, Otacilio Sant’anna Junior, sugeriu a internação. Em 10 de março, um mês antes do nascimento, Karina precisou ser levada ao Hospital Sepaco, na Vila Mariana. Ao todo, 34 profissionais estiveram envolvidos no parto, sendo três obstetras, quatro anestesistas e sete pediatras. O time, comandado pelo médico Raimundo Nunes, ensaiou previamente a cirurgia, realizada em uma sala de 60 metros quadrados, uma das maiores do centro de saúde. Para que tudo desse certo, as crianças deveriam ser retiradas em, no máximo, cinco minutos. Às 10h55, Arthur, com 1,2 quilo, foi o primeiro a nascer. Às 10h58, três minutos depois, Melissa (905 gramas), Laís (930 gramas), Giulia (595 gramas) e Gabriela (715 gramas) recebiam os primeiros cuidados médicos. 

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A equipe responsável pelo parto: Raimundo Nunes, Carlos Del Roy, Linus Fascina, Rafael Parri (sentado), Nuno Nunes Neto e Luci Pivelli (Foto: Fernando Moraes)

Nascidos na 28· semana — uma gravidez normal transcorre por quarenta semanas —, os quíntuplos são considerados prematuros extremos. De acordo com o pediatra neonatologista Lúcio Flávio de Peixoto Lima, que cuidou das crianças enquanto elas estiveram na UTI, bebês assim têm, em média, um risco 20% maior de ficar com sequelas, como atrasos neurológicos, complicações na visão e dificuldades respiratórias. “Os bebês da Karina, no entanto, evoluíram, e a probabilidade de algo aparecer daqui para a frente é menor”, afirma. Apesar das boas condições, três deles, Arthur, Laís e Gabriela, precisaram ser entubados nos primeiros dias de vida. Os três saíram de lá bem, mas ficaram com pequenas cicatrizes nos pulmões — nada que preocupe os médicos.

Em 15 de junho, Arthur e Gabriela foram os primeiros a deixar o centro hospitalar. O menino saiu pesando 2,715 quilos e a garota, 2,115 quilos. Menos de um mês depois, Laís (2,745 quilos) e Giulia (2,130 quilos) iam para casa. Melissa teve alta no dia 16 de julho, com 2,795 quilos. Em agosto, Laís, Melissa e Giulia voltariam a ser internadas, dessa vez em Santos. Melissa e Giulia foram diagnosticadas com bronquiolite, doença que afeta as vias aéreas superiores e dificulta a respiração. Laís contraiu pneumonia. Enquanto ficou hospitalizada, teve quatro paradas cardíacas e precisou ser reanimada. Felizmente, o procedimento foi bem-sucedido. “Uma das paradas aconteceu na minha frente. Foi como se estivessem arrancando meu coração”, lembra o pai.

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Hoje, todos estão saudáveis. Arthur, o maior deles, pesa 5,5 quilos. Os pais sabem que os perrengues financeiros atuais são fichinha perto do que está por vir, principalmente porque Karina dificilmente regressará ao trabalho e João continua desempregado. Uma família com esse perfil gasta, em média, 54 000 reais para criar um filho até os 23 anos, segundo pesquisa recente realizada pela Invent, empresa especializada em finanças. Multiplicada por cinco, a conta chega a 270 000 reais, uma fortuna para o casal de Santos.

“É muito trabalho e cansaço, mas também a felicidade é multiplicada”, pondera João. Os pais sentem-se orgulhosos com as conquistas dos últimos meses. Conseguem identificar os bebês pelo choro e arriscam até dizer a personalidade de cada um deles. “O Arthur é zen, calminho e risonho. A Melissa é um docinho. A Laís é mais chorona e manhosa. E as gêmeas são muito espevitadas, dão um baile na gente”, descreve a mãe. “Estamos curtindo muito, vivendo um dia de cada vez e esperando que as coisas se ajeitem”, completa o pai.

PARA AJUDAR A FAMÍLIA: Banco Caixa Econômica Federal; Agência 1613; conta poupança 67612-5; em nome de Karina Barbara Barreira.

Haja despensa e trabalho!

Alguns números surpreendentes da contabilidade mensal

FRALDAS: 1 200

LEITE: 170 litros

LENÇOS UMEDECIDOS: 30 pacotes

POMADA: 8 tubos

BANHOS: 300

ROUPINHAS SUJAS: 100 quilos

UNHAS CORTADAS: 400

 

Tão difícil quantoganhar na loteria

O nascimento de múltiplos temcrescido, mas ainda é raro

1 em 40 milhões é aprobabilidade de nascimentode quíntuplos, chance semelhanteà de acertar sozinho a Mega-Sena

51 000 múltiplos nascem a cada ano no Brasil

20 % de alta nos casos desse tipo nos últimos sete anos

Nas maiores maternidadesde São Paulo (Santa Joana,Pro Matre, São Luís e Einstein),só foi registrado um parto de quíntuplos, em 1996

* Agradecimentos: Tip Top e Baby Gap

 

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    Terraço Itália

    Avenida Ipiranga, 344, Centro

    Tel: (11) 2189 2929

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    Nem os preços do cardápio nem o visual impactante do topo do Edifício Itália sugerem um local de almoço executivo (R$ 95,00). Mas a verdade é que vale a pena aproveitar esse horário do dia para desfrutar a vista e pagar um pouco menos por um menu completo do chef italiano Pasquale Mancini. As combinações podem incluir uma polenta cremosa com crocante de presunto cru seguido de salmão marinado ou nhoque de molho gorgonzola e rúcula. A sala Panorama tem música ao vivo no jantar (R$ 47,00 o couvert artístico) e pedidas como o camarão ao vinho branco com risoto de açafrão (R$ 136,00) e o merengue com mascarpone, chocolate branco e morango (R$ 29,00), para os casais de apaixonados dividirem.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-balada

    The Sailor

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2776 , Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3044 4032 ou (11) 3811 9793

    VejaSP
    32 avaliações

    Do predinho de três andares, o piso térreo é o mais concorrido. Ali, em um palco emoldurado por cortina vermelha, bandas de pop rock botam todo mundo para dançar (e paquerar). O mezanino, de onde também dá para assistir aos shows, funciona como área vip. O último andar é dotado de um terraço com vista para os prediões da Avenida Faria Lima. Seja qual for o ambiente, a caneca de chope Brahma (R$ 13,00) é a pedida principal. Também saem alguns drinques e bons hambúrgueres como o captain (R$ 38,50) — um disco de 180 gramas de carne com queijo gruyère, radicchio e cebola no pão preto.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Padarias

    Pão

    Rua Bela Cintra, 1618, Jardim Paulista

    Tel: (11) 2193 2116

    VejaSP
    3 avaliações

    Farinha de trigo orgânica, sal do Himalaia e fermento natural. Claro que a boa matéria-prima ajuda, mas o que o padeiro Rafael Rosa faz com ela é o que realmente importa. Nos cinco endereços da marca, cujo nome é uma sigla para Padaria Artesanal Orgânica, há delícias como o pão de figo e nozes (R$ 19,40), o de amêndoa e damasco (R$ 18,80) e o de grãos (R$ 18,50). Nos fins de semana, tanto a unidade da Vila Nova Conceição (Rua Domingos Leme, 284, ☎ 4563-2116) como a da Vila Madalena (Rua Mourato Coelho, 1039, ☎ 3791-5532) servem um farto brunch (R$ 46,80 por pessoa).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • E m 1969, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) foi inaugurado na marquise do Ibirapuera com o Panorama da Arte Brasileira. Atualmente com periodicidade bienal, o evento se tornou o principal no calendário da instituição, com idêntica proposta de trazer alguns dos mais relevantes nomes da produção contemporânea nacional. Na 34ª edição, intitulada Da Pedra da Terra Daqui, os curadores Aracy Amaral e Paulo Miyada convidaram seis artistas — Berna Reale, Cao Guimarães, Cildo Meireles, Erika Verzutti, Miguel Rio Branco e Pitágoras Lopes — para elaborar trabalhos inspirados em manifestações rudimentares de arte encontradas em solo brasileiro entre 4000 a.C. e 1000 a.C.. O resultado final é um dos mais originais dos últimos tempos. Estão expostos os sessenta artefatos arqueológicos que serviram de referência para a criação: pedras em formato de animais como peixes e aves. A partir deles, a reflexão sobre passagem do tempo, território e identidade aparece em vídeos, instalações, pinturas e esculturas. Na entrada da mostra, Cao Guimarães apresenta Filme em anexo, no qual remonta as conversas entre ele e o curador Paulo Miyada sobre seu projeto para a exposição. O vídeo traz algumas hipóteses de quem foram os povos sambaquieros, responsáveis pela produção dos artefatos. Uma das obras mais vistosas é assinada por Miguel Rio Branco, que construiu uma estufa dentro do espaço cultural com elementos como plantas, terra e televisões que mal funcionam. Batizada de Wishful Thinking, ela desenha o fim do mundo e a decadência do ser humano frente ao poder da natureza. Além de uma de seus performances em vídeo, Berna Reale também apresenta uma instalação, intitulada O Tema da Festa, que simula um festa popular. O visitante é atraído pela música e pelos suspiros que são distribuídos dentro da sala. Mas o ambiente aparentemente animado logo se transforma em chocante quando se percebe que as luzes não são estrobos de festa, mas sirenes de polícia, e as paredes são decoradas com caixotes furados por balas de revólver. Até 18/12/2015.
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  • Ao falar de Alfred Hitchcock, sua grande inspiração e tema de estudo, a uma plateia do American Film Institute em 1979, François Truffaut (1932-1984) resumiu, no papel do excelente crítico que foi, como identificar a qualidade de uma obra: “Um filme é bom quando conseguimos perceber entre as imagens o medo ou o prazer do autor”. No caso do diretor francês, que recebe uma bela homenagem na mostra Truffaut: um Cineasta Apaixonado, transparecia na tela a paixão com que ele contava histórias, do seminal Os Incompreendidos (1959) a O Amor em Fuga (1979). Uma das produções mais conhecidas de Truffaut, Jules e Jim (1962) ganha curiosidades como trechos do roteiro e uma interessante carta do escritor Henri-Pierre Roché em que ele aprova a escolha da atriz Jeanne Moreau para a personagem Catherine. Numa das salas, dedicada à paixão de Truffaut pelas mulheres, o visitante vê através do olho mágico cenas indiscretas. Registro precioso, o áudio da famosa série de entrevistas com Hitchcock é imperdível. A vasta e cuidadosa seleção do curador Serge Toubiana garante um passeio prazeroso pelo universo de um dos nomes mais notáveis do cinema francês. Até 18/10/2015. + Tudo sobre a mostra de Truffaut em vídeo
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  • Comédia

    Pulsões
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    Em meio a tanta oferta, um espetáculo bem interessante pode passar despercebido pelo público. O drama Pulsões, escrito por Dib Carneiro Neto e dirigido por Kika Freire, merece ser atenção, principalmente pela capacidade de surpreender o espectador a cada instante. Em um primeiro momento, um casal vive em um local difícil de ser identificado. Diálogos desconexos e movimentos rigorosamente coreografados fazem entender que são dois artistas, uma bailarina vocacionada (interpretada por Fernanda de Freitas, que pode ser substituída pela atriz Natalia Gonsales) e um músico (papel de Cadu Fávero) em ebulição criativa. Ambos estão apaixonados, mas são incapazes de estabelecer uma comunicação e, principalmente, de falar do passado. O incômodo gerado na plateia diante das peças espalhadas desse quebra-cabeça fica minimizado depois da evidência que a dupla se encontra em uma clínica psiquiátrica. As questões de cada um são muito mais conturbadas que a inquietação artística, e o lirismo do texto encontra harmonia justificada com a direção. O cenário, repleto de móbiles, e os figurinos fogem do realismo para realçar a carga poética. Sintonizados, os protagonistas se mostram peças fundamentais desse conjunto. Fávero e Fernanda brilham como componentes de uma performance muito bem conduzida pela direção. João Bittencourt (piano) e Maria Clara Valle (violoncelo) executam a trilha sonora ao vivo. Estreou em 18/9/2015. Até 18/10/2015.
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  • Drama

    Tadzio
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    Sem avaliação
    Escrito por Zen Salles, o drama Tadzio apresenta um tema provocativo e alvo de discussão nos últimos anos: a pedofilia nos bastidores religiosos. Na história, um rapaz de 25 anos (interpretado por Lucas Lentini), ordenado sacerdote, relembra sua trajetória na Igreja Católica. As principais memórias remetem ao contato com o padre Enoque (papel de André Grecco), que ficou obcecado pelo garoto rebelde de 13 anos assim que ele passou a frequentar sua paróquia. Sob a direção de Dan Rossetto, a montagem intercala momentos de densidade e delicadeza, tirando o peso do programa. Também existe uma bem-vinda valorização no perfil da desorientada mãe do rapaz (vivida por Rita Giovanna), que colabora para amenizar o peso da ações da dupla principal. Os momentos mais tensos e de enfoque sexual são explorados com o apoio da iluminação assinada por Kleber Montanheiro que rende bonitas imagens para espectador (70min). 16 anos. Estreou em 9/5/2015. Até 30/10/2015.
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  • Lá se foram trinta anos desde o lançamento do álbum Hunting High and Low, o primeiro do trio norueguês A-Ha. Até hoje, faixas-hits como Take on Me garantem à turma um público cativo e nostálgico. Depois de uma pausa de cinco anos, Morten Harket (vocal), Magne Furuholmen (teclado) e Paul Waaktaar-Savoy (guitarra) retornam com a turnê Cast in Steel, que inicialmente passaria só pelo Rock in Rio. A banda, porém, decidiu esticar a viagem por outras cinco capitais brasileiras, como Brasília, Recife e São Paulo. Agora, tem o palco só para ela (no evento do Rio de Janeiro, dividiu a arena com os entusiastas da cantora pop Kate Perry). Os três chegam com calças menos justas e penteados modernizados, ainda que grisalhos, para uma apresentação em clima de flashback para fã nenhum botar defeito. Espere por canções como The Blood that Moves the Body, You Are the One e Crying in the Rain. Dia 14/10/2015.
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  • Com um pé nos anos 50 e o outro nos 80, os fãs do filme De Volta para o Futuro vão cair na pista de dança. O Baile Encanto Submarino, aquele de 1955 em que Marty McFly (Michael J. Fox) precisa fazer seus pais se apaixonarem para voltar para 1985 a tempo de salvar Doc Brown de um tiroteio, está marcado para sábado (17), poucos dias antes da celebração de trinta anos da estreia do longa. A ideia da folia é do projeto Cine Imersão. Os organizadores reproduzirão o evento cinematográfico na casa noturna e apresentarão performances ao vivo com cenas da fita. A temática transita entre as duas décadas, incluindo a banda, que tocará sucessos presentes no longa. Dia 17/10/2015.
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  • Você pode torcer o nariz para mais uma versão para o cinema da história do “menino que nunca cresceu”. Mas o novo Peter Pan tem diferenças consideráveis se comparado com o desenho homônimo da Disney, de 1953, e até com a adaptação com atores feita por Steven Spielberg, Hook (1991). A trama volta no tempo para mostrar como Peter (papel do eficiente Levi Miller) chegou à Terra do Nunca e deu início à amizade com Gancho — sim, nos primórdios, eles não eram inimigos. Deixado pela mãe num orfanato de Londres durante a II Guerra, Peter e outras crianças são raptados pelo temível pirata Barba Negra (Hugh Jackman) e levados como escravos para uma mina. Lá, dão duro para encontrar algo valioso para o vilão: o pó das fadas. É no mesmo local que Peter conhece seu futuro rival, Gancho (Garrett Hedlund), um rapaz dissimulado e com sede de liberdade. Diretor dos caprichados dramas Desejo e Reparação (2007) e Anna Karenina (2012), o inglês Joe Wright dá à produção um toque de modernidade em meio a figurinos extravagantes e efeitos visuais que fogem ao lugar-comum (vale ver em uma sala 3D). Em um momento arrebatador, o cineasta põe Jackman mais um coro de meninos para cantar Smells Like Teen Spirit, do Nirvana. Paira uma dúvida no ar. Trata-se ou não de um filme infantil, embora a classificação indicativa seja livre? Levado em clima de aventura, Peter Pan usa muito bem a fantasia e a imaginação, porém tem momentos dramáticos e algumas sequências mais tensas e pesadas para os menorzinhos. Estreou em 8/10/2015.
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  • A francesa Mélanie Laurent ganhou fama internacional no papel da vingativa Shosanna, de Bastardos Inglórios. Revela-se uma talentosa diretora e roteirista em seu segundo longa-metragem. O drama Respire invade um colégio de adolescentes para mostrar a transformação na vida de Sarah (Lou de Laâge). Com a chegada à escola da exuberante Charlie (Joséphine Japy), a garota parece ter encontrado uma nova companheira. Enquanto Sarah é tímida, Charlie se enturma facilmente. Um feriado no campo fará com que as amigas se envolvam em laços afetivos, mas com consequências amargas. A diretora comanda um registro da paixão obsessiva com elegância, sobriedade e um desfecho avassalador. Respire fundo após a sessão. Estreou em 8/10/2015.
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  • Comédia dramática

    Bwakaw
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    Rene (papel de Eddie Garcia) só saiu do armário aos 70 anos. Vivendo em um vilarejo rural das Filipinas, o protagonista de Bwakaw (nome de sua vira-lata) é um sujeito amargo, ranzinza e intransigente. Mesmo aposentado, insiste em trabalhar como faxineiro numa agência de correio. Ele espera a morte chegar e, em sua casa, conserva seus pertences encaixotados e já destinados aos amigos. Rene rejeita o rótulo de gay e resiste a sair da solidão. Mas, ao conhecer um taxista brucutu, decide apostar suas fichas numa paixão aparentemente platônica. Drama e humor encontram-se num raro longa-metragem das Filipinas a estrear no circuito comercial. De tom leve, por vezes mórbido e bastante melancólico, o filme, além de trazer à tona um personagem singular, suaviza a tristeza com um desfecho reconfortante. Estreou em 8/10/2015.
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  • Comédia dramática

    Lulu, Nua e Crua
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    A diretora Sólveig Anspach, islandesa radicada na França, morreu em 7 de agosto, aos 54 anos. Deixou, porém, um eficiente recado para as mulheres no drama Lulu, Nua e Crua. Na linha do sucesso Pão e Tulipas (2000), a história cobre alguns dias da vida de Lucie (ou Lulu), interpretada pela talentosa Karin Viard. Após ser praticamente humilhada numa entrevista de emprego, essa quarentona perde o trem na volta para casa. Decide, então, hospedar-se num hotel e pernoitar em Saint Gilles Croix de Vie, cidade do litoral do oeste da França. No dia seguinte, cobrada pelo marido e pela irmã, resolve dar um tempo da família (ela tem três flhos) e curtir a liberdade que, há tempos, perdeu. No encontro com um romântico ex-presidiário (Bouli Lanners) e com uma senhora solitária (Claude Gensac), Lulu ganha motivos para mudar. Em troca, mostra-se afetiva e generosa. Não há muita originalidade no desfecho, mas a cineasta (e também roteirista) mantém o interesse da plateia pelos rumos inesperados que dá à jornada da protagonista. Estreou em 8/10/2015.
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  • Comédia dramática

    Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

    Atualizado em: 8.Dez.2016

    O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas
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  • Ação / Suspense

    Horas de Desespero
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    Após a falência de sua empresa nos Estados Unidos, Jack Dwyer (Owen Wilson) aceita o convite para trabalhar num país (fictício) do Sudeste Asiático. A chegada com a mulher (Lake Bell) e as duas filhas beira o caos. Na saída às ruas para comprar um jornal, Dwyer percebe que um confronto entre militares e guerrilheiros está prestes a transformar o local no palco de uma batalha sangrenta. No retorno ao hotel, vê um estrangeiro sendo executado. Sua missão, agora, é proteger a família e buscar ajuda para chegar à embaixada americana. Quase sempre visto em comédias, Owen Wilson surpreende num papel atípico e segura as pontas como um “herói” comum. Também funciona muito bem a enérgica direção de John Erick Dowdle — um especialista em fitas de terror como Quarentena —, que imprime um ritmo ágil e nervoso à trama. Estreou em 8/10/2015.
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  • Indicado pela Espanha para concorrer ao Oscar 2015 de melhor filme estrangeiro, Viver É Fácil com os Olhos Fechados não entrou na disputa e se saiu melhor no Goya, troféu equivalente de seu país. Levou os prêmios de melhor longa-metragem, roteiro, direção, ator (Javier Cámara), atriz revelação (Natalia de Molina) e trilha sonora, assinada por Pat Metheny. Inspirada em personagem real, a história é ambientada em 1966 e traz a trajetória de Antonio San Román (Cámara, o enfermeiro de Fale com Ela). Ele leciona inglês numa escola de Albacete e se mostra profundo conhecedor e grande fã dos Beatles. Quando descobre que John Lennon está rodando o filme Como Eu Ganhei a Guerra, na região de Almería, não pensa duas vezes e pega a estrada em busca de um encontro com seu ídolo. Dois caronistas embarcam na jornada: o adolescente Juanjo (Francesc Colomer), que fugiu de casa, e a jovem grávida Belén (Natalia de Molina). Com tom nostálgico e rica recriação de época, David Trueba comanda um road movie sensível sem jamais escorregar na pieguice. Curiosidade: o título é uma tradução do verso “Living is easy with eyes closed”, da canção Strawberry Fields Forever, de Lennon. Estreou em 8/10/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO