Aviação

Com recorde de passageiros, ponte aérea ficará mais rápida

Companhias intensificam a disputa por quem pega voos entre São Paulo e Rio de Janeiro com novos atrativos

Por: Angela Pinho e Maurício Xavier - Atualizado em

Aeroporto Santos Dumont: ligações diárias com Congonhas - Capa - Edição 2339
Aeroporto Santos Dumont: ligações diárias com Congonhas (Foto: Lucas Lima)

O engenheiro Valdir Varella, diretor da construtora Skanska, postou-se na fila de embarque para a ponte aérea às 5h40 do dia 6, uma sexta-feira, em São Paulo. Viajante assíduo, ele tem uma tática para se posicionar. “Fico esperando os pilotos entrarem, aí sei que vão chamar dali a pouco”, diz. Às 22h40, o árbitro assistente Luiz Antonio Muniz foi o último a deixar o avião que vinha do Rio de Janeiro. No sábado, ele atuaria no jogo entre Ponte Preta e Internacional, em Campinas, pelo Campeonato Brasileiro.

Entre a chegada de Varella para o primeiro voo da Gol daquele dia e a saída de Muniz do último, a ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont movimentou cerca de 11 000 passageiros em 144 pousos e decolagens. De acordo com a Infraero, quase 4 milhões de pessoas fizeram a rota em 2012, ou 26% a mais do que cinco anos antes. Um crescimento puxado pelo aumento dos negócios entre as duas cidades e pela quantidade cada vez maior de cariocas trabalhando por aqui, mas mantendo residência fixa na capital fluminense. Estimativas conservadoras entre os executivos das companhias aéreas indicam que, dos cerca de 75 000 passageiros semanais, uns 7.000 voam toda segunda e sexta. “O viajante típico da ponte é o sujeito que chega ao saguão com o laptop, sem bagagem e muitas vezes até sem passagem, querendo embarcar logo no primeiro voo disponível”, diz o diretor de planejamento de malha da Gol, Claudio Borges.

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Para atender esse contingente, uma série de novidades está sendo implantada, a mais importante na rota: um novo sistema de navegação encurtará o trajeto em 126 quilômetros. Com isso, a Aeronáutica estima que o tempo de viagem passará a ser de 36 minutos, oito a menos que hoje. Cerca de 85% das aeronaves têm condições de se adaptar ao sistema. O congestionamento também vai diminuir. Atualmente, há quatro “estradas” no céu para viagens entre Rio e São Paulo. Uma quinta será criada para tirar dali os aviões que vão para Campinas, o que vai liberar espaço para mais voos. Em suma, é como duplicar a “Dutra dos ares”. Para monitorar esse tráfego intenso, uma nova torre foi inaugurada em Congonhas em abril. Com 44 metros de altura, o dobro da antiga, ela melhorou a visibilidade dos controladores. As companhias aéreas também criaram uma série de artifícios para disputar os clientes da linha, que representa 5% do movimento no país. A Gol passou a priorizar os fingers (pontes que ligam o avião ao terminal), evitando o percurso de ônibus pela pista. A empresa também bloqueou catorze assentos do meio para clientes fiéis — ou a quem se dispuser a desembolsar o valor adicional de 30 reais — viajarem com mais espaço.

Em alta velocidade - Quadro - Capa - Edição 2339
Quadro (Foto: Arte)

Há ainda a possibilidade de realizar o check-in pelo celular. O autoatendimento (pela internet, por telefone ou totem no aeroporto), aliás, é um sucesso na rota. Enquanto a média de uso desses dispositivos costuma girar em torno de 50% entre os demais passageiros, na ponte aérea o índice chega a 80%. “Em dois anos teremos implantado um sistema em que a pessoa comprará a passagem pelo smartphone e o passará em um leitor para embarcar, sem papel”, afirma o diretor de operações da companhia, Pedro Scorza. A TAM, que disponibiliza 39% dos assentos do trecho (a Gol detém 49%), oferecia na semana passada um bilhete promocional por 87 reais, desde que adquirido com catorze dias de antecedência e que o viajante fique um sábado ou domingo no destino. Sem essa condição, a passagem mais barata na linha custa 90 reais (Avianca), se for comprada um mês antes da viagem. A mais cara sai por 880 reais (TAM), e a média é 485 reais. Para voar no mesmo dia, o menor preço é 955 reais (Avianca) e o maior, 1 591 reais (Gol), com média de 1.273 reais (dados da última quinta). A Avianca introduziu a opção de adiantar a viagem, adotada por outras companhias, e transferiu para Guarulhos algumas linhas, como a de Curitiba. “Hoje, a maioria de nossos voos de Congonhas tem o Rio como destino, para abrir mais horários”, diz o presidente da empresa, José Efromovich. A Azul oferece apenas uma ida e volta semanal, aos sábados.

O piloto Franklin Laskeviz
O piloto Franklin Laskeviz:8.000 horas de voo (Foto: Lucas Lima)

Em geral, os passageiros são homens, com 40 anos, em média, que viajam a negócios (60%) e pertencem às classes A e B (90%). O franco-alemão Sven Volodia Loison, diretor no Brasil da empresa de assistência Inter Partner, trabalha em São Paulo e mora no Rio no fim de semana. Com 48 voos neste ano, é um dos oito mais assíduos da Avianca. “Os funcionários me conhecem, muitas vezes nem preciso pedir a bebida, a comissária já traz o meu guaraná zero”, diz. Ainda mais frequente é Valter Hime, diretor da Generali Seguros. Só neste ano, ele voou mais de sessenta vezes. Carioca radicado em São Paulo há dezoito anos, viaja toda semana a trabalho. Do momento em que deixa sua casa, no Morumbi, até se sentar à sua mesa de trabalho, no centro do Rio, a mais de 400 quilômetros de distância, ele gasta menos de duas horas. “É como se fosse um trajeto normal em São Paulo, com a diferença que eu sei exatamente quanto tempo vai demorar”, afirma.

Executivos como Loison e Hime predominam pela manhã. À tarde, o público se diversifica com famílias, grupos de turismo e dezenas de artistas. Há até um voo conhecido como “o corujão das estrelas”, que parte no fim da noite de domingo de São Paulo levando atores, após encenarem peças por aqui no fim de semana, de volta à capital fluminense, onde moram ou gravam novelas e programas. A apresentadora Sabrina Sato, da Band, circula pelo trecho pelo menos uma vez por semana desde o ano passado, em dias variados. Além dos diversos compromissos profissionais, ela também vai ao Rio por questões sentimentais: visitar o namorado, o produtor João Vicente de Castro, um dos criadores da websérie Porta dos Fundos. “Viajo sempre na janela e na primeira poltrona, para esticar as pernas, conversar com as aeromoças e pedir um lanche a mais”, brincou Sabrina na quinta (12), poucas horas antes de embarcar.

Sabrina Sato - Capa - Edição 2339
A apresentadora Sabrina Sato: uma vez por semana no Rio (Foto: Fernando Moraes)

Para atender viajantes experientes como esses, a tripulação recebe um treinamento especial. Dependendo da companhia, são três ou quatro comissários que dão avisos de segurança, servem bebida e lanche e fazem o que mais for preciso. “Nosso passageiro não dá trabalho porque sabe como as coisas funcionam, mas exatamente por isso é mais exigente também”, diz o chefe de cabine Edilson Emiliano, há nove anos nessa rota. Ele conhece diversos clientes pelo nome. “A gente acompanha desde o crescimento dos filhos até tratamento de saúde. Quando me despeço de cada um, não digo ‘tchau’, mas ‘até logo’”, conta. A tripulação faz até cinco voos por dia. O comissário Alexandre Souza Lima, acostumado com esse vaivém, escolheu uma aeronave como cenário para pedir, pelo alto-falante, uma colega em casamento, há dez anos. As alianças foram trocadas ali mesmo, sob aplausos dos passageiros. “Aqui é nossa segunda casa. Não tinha por que ser em outro lugar”, explica.

Mapa da Viagem - Capa - Edição 2339
Quadro (Foto: Arte)

Não é só quem atua nos corredores dos aviões que precisa de instrução especial. Os integrantes da cabine de comando também. As características das duas pistas, principalmente a do Santos Dumont, com seus apertados 1 350 metros de extensão cercados por acidentes geográficos dos mais variados tipos, tornam a operação de pouso e decolagem praticamente única no espaço aéreo brasileiro. “Hoje a aviação está cada vez mais automática, mas, para pousar no Rio, próximo ao Morro Dona Marta e ao Pão de Açúcar, é preciso ter treino diferenciado e concentração total. Não é comum manobrar tão perto de obstáculos”, diz Franklin Laskeviz, piloto com 8 000 horas de voo na linha, entre 1993 e 2007. “Quem trabalha na ponte aérea é uma elite. Faz bem para o ego, porque ali é preciso ter ‘braço’. Existe até uma piada que diz que, no Santos Dumont, você vai de comandante a almirante em um pulo”, brinca, sobre a proximidade com a Baía de Guanabara e citando a mais alta patente da Marinha.

Os voos regulares entre Rio e São Paulo começaram em 1936, em pequenos trimotores Junkers 52 de dezessete lugares. Mas o conceito de ponte aérea surgiu apenas em 1959, criado, por executivos das antigas Cruzeiro, Varig e Vasp. Para driblarem a concorrência com a também extinta Real, as três companhias coordenaram suas operações e passaram a oferecer, em conjunto, decolagens a cada hora. Os passageiros também ganharam a possi-bilidade de trocar o bilhete e entrar no primeiro voo disponível, sem reserva e independentemente da companhia. Quem esperava até três ou quatro horas passou a embarcar em minutos.

O Electra: sucesso de público - Capa - Edição 2339
O Electra: sucesso de público (Foto: Acervo Gianfranco Betting)

Um desastre marcou o negócio logo em seu ano de estreia: um choque no ar entre um Viscount da Vasp e um avião da Força Aérea matou 33 ocupantes e cinco pessoas no solo. Outros acidentes ocorreriam em 1962 (26 mortos), 1972 (25) e 1973 (oito). Os episódios levaram as autoridades a reservar a rota apenas aos quadrimotores. Assim, em 1975, começou o reinado exclusivo do lendário turboélice Lockheed L-188 Electra (nos céus brasileiros desde 1962), com noventa assentos e velocidade de cruzeiro de 600 quilômetros por hora. Internamente, contava com uma charmosa “saleta” para reuniões. Até 1992, quando foram substituídos por jatos Boeing 737-300, os Electra seriam absolutos na linha, e até hoje são lembrados como sinônimo de ponte aérea.

Em 1996, um Fokker 100 da TAM caiu no Jabaquara matando 99 pessoas. Três anos depois, o acordo da ponte aérea entre as empresas chegou ao fim. “A Varig tomou a decisão, mas a Vasp também tinha interesse em desfazer a parceria e a TransBrasil não se importava”, conta o publicitário Gianfranco Beting, diretor de marketing da Azul e especialista em aviação, com oito livros publicados sobre o assunto. Hoje, em um mercado extremamente competitivo, não há mais contato entre as companhias, mas a iniciativa de décadas passadas manteve a expressão “ponte aérea” como um carimbo na ligação entre Rio e São Paulo pelos ares. Ela sobrevive diariamente, repetida nos balcões de check-in e nas salas de embarque de Congonhas ou do Santos Dumont.

UMA BOA VIAGEM

As dicas de passageiros assíduos para otimizar o embarque e o voo

1. Para admirar a paisagem, sente-se em uma poltrona à direita. Dependendo do trajeto, saindo de São Paulo, é possível ver a orla. Voltando do Rio, o cenário é o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar

2. Se for trabalhar durante o voo, escolha lugares ao lado da saída de emergência, sem passageiros à frente. Assim, consegue um espaço maior para o laptop

3. Você é alto e fica espremido quando o passageiro da frente reclina a poltrona? Pegue uma cadeira no corredor e estique uma perna para fora

4. O estacionamento de Congonhas é caro. Mas, dependendo da duração da viagem, pode valer mais a pena pagar pela vaga do que pelo táxi

5. Para ganhar tempo, escolha um assento na frente e no corredor, faça check-in pela internet e carregue apenas uma bagagem de mão

HISTÓRIA NOS ARES

Os marcos da ligação aérea entre as duas cidades

1936 - A Vasp oferece o primeiro voo regular entre Rio e São Paulo

1959 - Cruzeiro, Varig e Vasp criam a ponte aérea, que oferece o embarque imediato em uma das três companhias, sem necessidade de reserva

1975 - O turboélice Electra se torna exclusivo na linha

1992 - Substituído pelos jatos Boeing 737-300, o Electra para de voar na rota

1996 - Na pior tragédia do trecho, um Fokker 100 da TAM cai no Jabaquara e mata 99 pessoas

1999 - Com a saída da Varig, o acordo que criou a ponte aérea chega ao fim

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  • Portugueses

    Da Terrinha - Al. dos Aicás

    Alameda dos Aicás, 1501, Indianópolis

    Tel: (11) 5096 2569

    1 avaliação

    Dos dois endereços abertos em Moema pelo restaurateur Norberto Moutinho, restou apenas esta unidade na Alameda dos Aicás. Desde agosto, a cozinha é supervisionada pela chef Paula Tomás, que teve passagens pelos restaurantes Veleiros e Pingão, ambos em Perafita, e Casa do Lago, em Mondim de Basto, cidades do norte de Portugal. No cardápio estão clássicos a preços razoáveis, entre eles o bacalhau ao forno em posta alta quase sem sal servido na companhia de brócolis e batata bolinha em quantidade generosa (R$ 98,00, para dois).

    Preços checados em setembro/outubro de 2013.

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  • Franceses

    Chef Rouge - Jardins

    Rua Bela Cintra, 2238, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3081 7539

    VejaSP
    5 avaliações

    Com a saída do chef francês Christophe Deparday, a casa deixou o patamar máximo das cinco estrelas — mas continua ótima. Recém-chegado à cozinha, o substituto Antoine Caestecker, de 28 anos, ainda não teve tempo de deixar o cardápio todo com a sua cara. Continua em cartaz um menu degustação em quatro etapas por R$ 190,00. Das criações antigas, ainda saem a ótima e untuosa terrine de foie gras, servida com geleia de abacaxi (R$ 97,00), e as costeletas de cordeiro com batata gratinada e cenourinhas (R$ 128,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cantina / Trattoria

    Innominato Osteria

    Rua Joinville, 561, Vila Mariana

    Tel: (11) 5571 9839

    VejaSP
    2 avaliações

    Italiano de bairro que apresentava culinária exemplar, o endereço do chef Paulo Zan Filho agora desliza em algumas receitas tradicionais. É o caso do polpettone (R$ 18,70), e do tagliatelle à matriciana (R$ 44,90), com molho de tomate tão discreto na quantidade de bacon e pimenta que não empolga. Felizmente, o mesmo não acontece com uma opção de massa recheada, a mezzaluna verde de mussarela de búfala gratinada com molho vermelho e fatias do mesmo queijo (R$ 45,10). Também encanta o simples couvert: além de pão italiano fresquinho, chegam à mesa torradas de alho, berinjela bem temperada no azeite, abobrinha frita e alichela.

    Preços checados em 6 de julho de 2016.

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  • Espanhóis

    Donostia

    Rua dos Pinheiros, 220, Pinheiros

    8 avaliações
  • Chope e cerveja

    Desembargador

    Rua Desembargador do Vale, 253, Perdizes

    Tel: (11) 3672 3676

    VejaSP
    7 avaliações

    O acanhado balcão voltado para a rua é um lugar disputado. Ali, aboleta-se quem ainda não conseguiu uma mesa, seja ela na calçada ou no barulhento salão, cuja decoração sem arrebiques mistura piso quadriculado, mesas de madeira escura e grandes luminária sem formato de lâmpada. O sucesso que a casa faz, especialmente entre aqueles que moram no bairro e já passaram dos 30 anos, se deve à infalível dobradinha formada por chope (Brahma, R$ 7,10) e porções fartas, feitas para compartilhar. Tudo sai no ponto, mas está longe de entusiasmar. Um exemplo é a carne-seca acebolada, preparada na manteiga de garrafa e servida junto de mandioca frita (R$ 35,50). Outras duas pedidas da cozinha: o bolinho de picanha com linguiça picante (R$ 26,20, com dez unidades) e o canapé de presunto cru, queijo brie e rúcula (R$ 29,20).

    Preços checados em 13 de abril de 2016.

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  • Botecos / Salgados

    Pastéis arrasadores estrelam o cardápio de bares

    Atualizado em: 27.Abr.2015

    Quatros endereços para provar frituras crocantes e sequinhas
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  • Docerias

    Folie

    Rua Cristiano Viana, 295, Pinheiros

    Tel: (11) 3101 0193

    VejaSP
    5 avaliações

    Entre os sabores dos delicados biscoitinhos de farinha de amêndoa, que deram fama à casa, estão caramelo com flor de sal e lichia com rosas. Eles são vendidos por unidade (R$ 5,00) ou em bonitas caixas verdes, que custam entre R$ 27,00 (com quatro) e R$ 132,00 (com 24). A loja também coloca na vitrine seis sabores de sorvete. Acomode-se na varanda do sobrado para provar receitas como a de coco fresco com lascas da fruta e chocolate Amma 100% de cacau. No copinho ou na casquinha, uma bola custa R$ 9,00; duas, R$ 14,00; e três, R$ 16,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Casados fora dos palcos, os músicos Vange Milliet e Paulo Lepetit resolveram explorar a experiência que eles já possuem com a banda Isca de Polícia com o público infantil. Criaram então o grupo Gangorra. Responsáveis por letras e arranjos, a cantora e o baixista se unem aos talentosos Marcos Bowie (vocais), Leandro Paccagnella (bateria), Webster Santos (cordas) e Thomas Roher (instrumentos de sopro e violino) para mostrar o espetáculo baseado no primeiro disco, Com a Corda Toda. Durante todo o show, calcado em ritmos brasileiros, eles brincam e interagem com a garotada. Na faixa Pescaria, por exemplo, os integrantes tentam “pescar” alguém da plateia com uma minhoca gigante. Agradam ainda as divertidas Galo Cocó e Amigo Esquisito. Semanalmente, eles recebem um convidado especial. No sábado (28/9), é a vez da cantora Suzana Salles. De 7/9/2013 a 28/9/2013.
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  • Variados

    Três espetáculos contam histórias do mar

    Atualizado em: 13.Set.2013

    Marujos, náufragos e piratas protagonizam peças em cartaz
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  • Ninguém pode dizer que o sul-africano William Kentridge, de 58 anos, se acomoda em um estilo único e repetitivo. A enorme e excelente retrospectiva Fortuna, em cartaz na Pinacoteca depois de passar pelo Instituto Moreira Salles (Rio de Janeiro) e pela Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre), explora as muitas vertentes da produção de um artista irrequieto. São 184 gravuras, 38 desenhos, 27 vídeos e dez esculturas, realizados de 1989 a 2012. Vale a pena dedicar um bom tempo às animações elaboradas em processo artesanal, quadro a quadro, bem-humoradas e, às vezes, comoventes. Os esboços em carvão e pastel reunidos pela curadora Lilian Tone ajudam a entender a criação dos filminhos. Há também intervenções feitas em enciclopédias, dicionários e, especialmente para o público brasileiro, em Memórias Póstumas de Brás Cubas, o clássico romance de Machado de Assis. A principal surpresa da mostra, no entanto, está no octógono do museu. Ali fica a instalação A Recusa do Tempo, inspirada em teorias sobre buracos negros e relatividade, cujas projeções nas paredes resultam em experiências sensoriais para os espectadores. De 31/8/2013 a 17/11/2013.
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  • Retratados foram amparados por instituição de combate à fome no Bom Retiro
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  • Movimento fundamental na história da arte, o Renascimento foi tema da mostra do CCBB, vista por 317 000 pessoas, até seu encerramento, no último domingo (29). A seleção trouxe 57 obras dos principais gênios do período. Muito bem organizada por cidades, reuniu trabalhos de nomes como Michelangelo, Ticiano, Tintoretto e Botticelli. Um porém: a exposição não deixou claro que as telas Leda e o Cisne e Cabeça da Virgem são atribuídas, respectivamente, a Leonardo da Vinci e Rafael. Há dúvidas sobre a autoria de ambas, sobretudo a primeira (a segunda vem sendo considerada de Rafael por especialistas nos últimos anos), e o espectador deveria ter sido avisado apropriadamente. No ano passado, a exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade levou 325 000 visitantes ao mesmo espaço. De 13/7/2013 a 29/9/2013.
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  • Stand-up comedy

    Fora do Normal
    VejaSP
    4 avaliações
    Se existe uma coisa que dá para constatar no espetáculo de stand-up comedy Fora do Normal, do humorista Fábio Porchat, é que ele sabe se promover. Quando a peça começa, o ator surge de camiseta, jeans e chinelos à frente do palco e pede à plateia, de forma divertida, para tirar o som do celular. Só isso já faz rir. Bom de papo, ele emenda um assunto no outro e conta seus casos. Porchat fala sobre o cotidiano nas grandes cidades, a dificuldade para perder peso (ele já integrou o elenco do quadro de emagrecimento Medida Certa, do Fantástico), as roubadas em que se meteu em viagens... O texto cai algumas vezes em piadas manjadas. Mas a capacidade de Porchat de dar graça ao simples com uma boa interpretação e expressões hilariantes revela-se irresistível. Estreou em 6/9/2013. Até 29/11/2015.
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  • A partir da sexta (20/9/2013), a Mostra Sesc de Teatro de Rua leva treze trupes nacionais e estrangeiras às unidades da capital e a alguns parques. A programação é gratuita. Destaque para a montagem inédita do Grupo Galpão Os Gigantes da Montanha, que faz duas apresentações no Parque da Independência na sexta (20/9) e no sábado (21/9), às 20h30. A história de Luigi Pirandello narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica e tem direção de Gabriel Villela. O grupo holandês Tuig encena Schraapzucht — Hábito, uma fábula sobre o desejo humano de possuir bens materiais, no sábado (21/9) e no domingo (22/9), às 17h30, no Sesc Interlagos. Do dia 27 ao 29, a montagem será exibida no Sesc Ipiranga. O festival segue até o dia 29/9/2013.
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  • O ator estreia no Teatro Faap o drama A Toca do Coelho, seu oitavo e mais denso espetáculo em catorze anos de carreira
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  • Dois olhares sobre a terceira idade

    Atualizado em: 13.Set.2013

    Espetáculos que abordam a maturidade sob a perspectiva feminina
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  • Da Leoni

    Rua Augusta, 591, Consolação

    1 avaliação
  • Longe de sua melhor fase, a performance do grupo americano Bon Jovi, há três anos, deixou a desejar no Estádio do Morumbi. Apesar disso, o local estava lotado de fãs saudosos dispostos a gritar até a voz acabar hits como You Give Love a Bad Name, It´s My Life e Always. No domingo (22), o conjunto retorna com o espetáculo Because We Can. A banda liderada pelo cantor Jon Bon Jobi mostra faixas de What About Now, álbum lançado em março, mas não despreza os sucessos das décadas de 80 e 90. A turnê não tem contado com a participação do guitarrista Richie Sambora. Tabloides ingleses afirmam que o músico se desentendeu com o vocalista. Jon, por sua vez, alega problemas pessoais por parte do colega. E, embora o baterista Tico Torres tenha passado por uma cirurgia no apêndice no último dia 10, a banda confirmou sua passagem por aqui e pelo Rock in Rio. O Nickelback está encarregado da abertura. Dia 22/9/2013.
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  • A Sala São Paulo recebe a pianista venezuelana Gabriela Montero nos dias 18 e 21/9/2013. O programa inclui obras de Brahms e Schumann, além de improvisações.
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  • Quem imaginaria que uma parceria entre Denzel Washington e Mark Wahlberg pudesse render uma química invejável? O resultado está em Dose Dupla, mistura de humor, aventura e policial. Com desdobramentos reveladores, a história mostra o companheirismo de Bobby (Washington) e Stig (Wahlberg). Amigos recentes, mas inseparáveis, no mundo do crime, eles estão prestes a roubar um banco. A trama, então, volta uns dias para registrar a confusão em que se meteram ao negociar com um traficante mexicano (Edward James Olmos). Dá para adiantar sem estragar as surpresas que 1) Bobby é investigador de um departamento de narcóticos e 2) Stig foi expulso da Marinha e está na jogada para recuperar seu prestígio perante um superior. Detalhe: um não sabe a verdadeira identidade do outro. Comandado em ritmo eletrizante pelo islandês Baltasar Kormákur, o longa-metragem cumpre o prometido: ação engenhosa em tempo integral. Estreou em 13/9/2013.
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  • A história da nova animação da Disney é tão comum que dá para ser resumida em poucas linhas. Teco-teco que trabalha como pulverizador, Dusty tem um sonho: participar de um rali aéreo. O enredo lembra muito o de Turbo, no qual um caracol queria disputar a Fórmula Indy. Mas, ao contrário do concorrente, Aviões tem poucas piadinhas espertas e parece planar numa fórmula muito manjada. Resta, então, contemplar o belo visual. No circuito da corrida pelos ares, os competidores vão da Índia (com vista de tirar o fôlego do Taj Mahal) ao deserto mexicano, passando por uma divertida escala de Dusty no Tibete. Estreou em 13/9/2013.
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  • A romena Mona (Orsolya Török-Illyés) precisa convencer um durão assistente social a ter de volta a guarda da filha, a quem abandonou nas mãos de uma tia irresponsável. Tem início, então, a trajetória errante dessa jovem. O pai da menina foi morto pela polícia logo após a primeira transa deles. Artista de rua, Mona decidiu ir atrás de seu pai, mas foi vendida por ele para traficantes de escravas. O destino mostra-se ainda mais cruel quando ela vai parar no bordel de luxo Biblioteca Pascal, em Liverpool, na Inglaterra. Trancafiada em seu quarto, Mona, que pouco fala inglês, deve atuar como a personagem de um livro para seus clientes. O lugar exótico abriga prostitutas que vivem papéis como a Lolita, de Nabokov, e a Desdêmona, de Shakespeare. Em esfuziante narrativa, o diretor húngaro Szabolcs Hajdu dá conta de enfocar uma história triste com certo humor e alegorias surreais, demonstrando fôlego e renovação no cinema do Leste Europeu. Estreou em 13/9/2013.
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  • Filmes

    Romances embalam seis filmes em cartaz

    Atualizado em: 13.Set.2013

    Seja na comédia ou no drama, histórias de amor se destacam nas salas de exibição da cidade
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  • Ferrugem e Osso está na lista
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  • Casas assombradas e casos de exorcismo são uma constante no cinema no intuito de apavorar as plateias. O terror Invocação do Mal, de imenso sucesso nos Estados Unidos, tende a repetir o êxito por aqui — mais pela propaganda boca a boca do que por suas reais qualidades de meter medo no espectador. Diretor do primeiro Jogos Mortais (2004), o malaio James Wan sabe como poucos criar um clima de suspense, mas, entre pegadinhas e sequências de clima sinistro, a história demora a engrenar. Ambientada no início da década de 70 e inspirada em caso verídico, a trama mostra o sofrimento de Carolyn e Roger Perron (Lili Taylor e Ron Livingston). Eles se mudam com as cinco filhas para um decrépito casarão do século XVIII e sentem na pele o clima pesadão. O jeito é apelar para o casal de caça-fantasmas Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga). Estreou em 13/9/2013.
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  • Sombria, trágica e adulta, esta adaptação do conto dos irmãos Grimm foi ambientada na Espanha do início do século XX, quando as touradas polarizavam a diversão e os toureiros eram ídolos - entre eles, Antonio Vilalta (Daniel Giménez Cacho). Acidentado na arena, ele fica tetraplégico no mesmo dia em que sua mulher dá à luz e morre no parto. Contudo, a pequena Carmencita (Sofía Oria) tem uma infância feliz ao lado da avó (Ángela Molina). O destino, porém, será ingrato: a garota vira uma escrava nas mãos de sua pérfida madrasta (Maribel Verdu) na mansão do pai inválido. Adulta e interpretada por Macarena García, Carmen foge com uma trupe de seis (e não sete) anões toureiros. Na linha do francês O Artista, o drama é uma joia rara com esplêndida direção de arte e fotografia em preto e branco. Mudo, traz apenas intertítulos e trilha sonora para conduzir uma história conhecida e contada de uma forma original. Estreou em 5/7/2013. É campeã: a fita levou dez prêmios no Goya, o oscar espanhol, incluindo melhor filme e direção.
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  • Cinebiografia

    Amanda Seyfried em dose dupla nas telas

    Atualizado em: 13.Set.2013

    A atriz interpreta uma noiva em apuros na comédia O Casamento do Ano e vive uma estrela pornô no drama biográfco Lovelace
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  • Exposições

    Nossas fotos

    Atualizado em: 13.Set.2013

Fonte: VEJA SÃO PAULO