Música

Planeta Terra: os shows que agitaram o festival

Interpol e Beady Eyes, do ex-Oasis Liam Gallagher, foram algumas das atrações do evento

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Beady Eye - Planeta Terra
Beady Eye: banda esteve pela primeira vez no Brasil (Foto: Adriano Conter)

Após a leva de bandas nacionais, os artistas gringos começaram a tocar no Planeta Terra a partir das 19h, quando começou a apresentação do White Lies. Acompanhado de dois músicos, o trio inglês subiu ao palco principal no Playcenter pontualmente no horário marcado. A atração destoava um pouco do resto do line-up, já que suas canções não são das que mais empolgam uma multidão, mas isso não impediu que o grupo chamasse a atenção do público, que ouviu atentamente faixas como "A Place to Hide" e "Is Love".

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O horário intercalado das apresentações fazia com que muitos dos espectadores migrassem de palco antes do final dos shows. Do White Lies, muitos seguiram para o palco indie para ver o americano Chaz Bundick, que é mais conhecido como Toro y Moi. Antes do show, que começou às 20h, o músico chegou a circular pelo parque, cumprimentou fãs e deu uma volta na montanha-russa.

Na apresentação do Broken Social Scene, o indie invadiu o palco principal. O grupo canadense começou por volta das 20h30 com "World Sick" e tocou sons mais dançantes como “Texico Bitches”, que animou o público. O espaço indie ainda recebeu durante o evento as bandas Gang Gang Dance (que substituiu a atração cancelada Peter Bjorn and John), Goldfrapp, Bombay Bicycle Club e o duo Groove Armada.

Já conhecido por suas apresentações objetivas, o Interpol subiu ao palco e sem enrolação revisitou algumas das músicas de seus 14 anos de carreira. Apesar de intercalar as faixas apenas com um "obrigado", única palavra que o vocalista Paul Banks afirmou conhecer em português, a banda nova-iorquina foi muito bem recebida pelo público, que acompanhou em coro canções como "Narc".

Já Liam Gallagher, ex-integrante do Oasis que hoje comanda o Beady Eye, mostrou um lado simpático que não foi visto em sua última vinda ao Brasil, em 2009, com a antiga banda. Durante a apresentação, ele sorria e até brincou com os fãs . Mas o que deveria ser uma estreia no país do Beady Eye deixou a sensação de que aquele era um Oasis pela metade.

Isso porque a banda permanece a mesma, exceto pela ausência do outro irmão Gallagher, Noel, que deixou a banda após uma briga com Liam. A voz nasalada do vocalista e a própria sonoridade das músicas não deixa escapar a lembrança do Oasis, com a desvantagem de o grupo não tocar mais sucessos como "Wonderwall" e "Champagne Supernova", que até foi pedida no meio da plateia.

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Enquanto a maior parte do público se dirigiu ao palco principal para ver a apresentação do Strokes, cerca de 50 pessoas permaneceram firmes na área indie à espera do Groove Armada, que começou a tocar enquanto a banda nova-iorquina ainda fazia seu bis, às 2h15. Após o término das atividades no palco principal, a plateia migrou para conferir os hits eletrônicos do duo inglês.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO