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Pinacoteca muda nome para "Pina" e transforma identidade visual

Nome carinhoso reflete o propósito de aproximação do público com a instituição

Por: Veja São Paulo

Pinacoteca: um dos museus mais queridos dos paulistanos
Pinacoteca: um dos museus mais queridos dos paulistanos (Foto: Veja São Paulo)

Na comemoração dos seus 110 anos de existência, a Pinacoteca vem sofrendo algumas reformulações. A mais dramática talvez tenha sido a mudança de nome: antes intitulada Pinacoteca do Estado de São Paulo, passa a ser chamada "Pina", nome carinhoso que já era usado por artistas, curadores e outras pessoas do cenário da arte. A ação reflete o desejo da institutição de se aproximar cada vez mais do público;

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Com a mudança, a identidade visual da institutição também foi transformada. Veja abaixo a mudança do logo:

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Antigo logo do museu (Foto: Reprodução/Facebook)
Pinacoteca_logo novo
Novo logo batiza o museu de "Pina" (Foto: Reprodução/Facebook)

Foi incorporado um underline ao final da palavra, como referência clara à internet. Enquanto a Pinacoteca virou "Pina_Luz" a Estação Pinacoteca foi transformada em "Pina_Estação".

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Alguns internautas chegaram a dizer que a identidade visual é, na verdade, um plágio daquela utilizada na cidade do Porto (Portugal). De acordo com a designer Anna Turra, porém, a situação não se encaixa em plágio: "O uso de tipografia singela e aliado a símbolos ilustrativos com construção geométrica não é invenção da roda", explica ela.

Há exemplos bem sucedidos do estilo desde os anos 60. Alguns fatores, porém, colaboram para pensar em, no mínimo, inspiração: "A identidade da cidade do Porto teve bastante visibilidade na ocasião do lançamento, o qual ocorreu pouco antes da Pinacoteca e F/Nazca Saatchi & Saatchi começarem a trabalhar para a nova identidade", conta a designer. Veja a seguir a comparação entre as identidades:

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Identidade visual foi comparada com aquele utilizada pela cidade do Porto (Foto: Reprodução)

Outra mudança diz respeito ao serviço do museu: agora, ele abre às segundas e passa a fechar às terças.

Fonte: VEJA SÃO PAULO