Cinema

Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Certo Agora, Errado Antes
'Certo Agora, Errado Antes': Kim Min-Hee e Jae-yeong Jeong (Foto: Divulgação)

* A seleção é feita com base nos filmes que estrearam nos últimos três meses

  • O alemão Zev Guttman (Christopher Plummer) mora numa clínica particular para idosos nos Estados Unidos. Sua esposa morreu faz uma semana, mas o velhinho, já demonstrando falha de memória, não se lembra de nada. Mesmo assim, seu amigo, o também judeu Max Rosenbaum (Martin Landau), vai designar a ele uma missão secreta e muito, muito arriscada. Ambos tiveram a família exterminada no campo de concentração de Auschwitz e Max descobriu que o nazista responsável pela maior tragédia da vida deles mudou de nome. Antes ele era Otto Walisch, agora é Rudy Kurlander. O único sobrevivente capaz de reconhecer o carrasco, Zev terá de percorrer alguns estados até encontrar, entre quatro imigrantes, o “seu” Rudy e, sem piedade, matá-lo. Não há trégua para piscar no eletrizante roteiro do estreante Benjamin August, comandado com brilho e pulso firme pelo experiente diretor Atom Egoyan, egípcio radicado no Canadá. Expondo as feridas do Holocausto num thriller de tirar o fôlego, a trama também traz à tona um triste (porém verdadeiro) registro da velhice. A cereja do bolo, além das atuações de Plummer e de Landau e de coadjuvantes como Bruno Ganz, está no desfecho arrasador e surpreendente. Estreou em 12/5/2016.
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  • Comédia dramática

    Truman
    VejaSP
    4 avaliações
    O drama não é mais um filme sobre o escritor Truman Capote — e, sim, o nome do cachorro do personagem de Ricardo Darín. O astro argentino está afiadíssimo no papel de Julián, um ator com os dias contados por causa de um câncer terminal que abriu mão da quimioterapia. Nesse momento delicado, ele recebe, em Madri, a inesperada visita de Tomás (Javier Cámara), seu melhor amigo, que trocou a Espanha pelo Canadá. Em quatro dias, a dupla não fará nada de excepcional nem tampouco ficará rememorando o passado. Eis aí uma das qualidades do longa-metragem do catalão Cesc Gay, o mesmo de O que os Homens Falam: trocar os excessos lacrimosos pela simplicidade de ações cotidianas, como um almoço, uma bebedeira, uma ida ao teatro... O roteiro, assim como Tomás, mantém-se objetivo, levemente emotivo e jamais piegas. Estreou em 14/4/2016.
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  • Os exageros e a estridência de Batman vs Superman deixaram uma perguntinha incômoda entre fãs de quadrinhos: muito barulho por nada? Sempre atenta aos deslizes da concorrência, a Marvel Studios usou uma estratégia diferente (e acertada) para marcar posição na onda dos blockbusters sobre conflitos entre super-heróis. Em Capitão América — Guerra Civil, a crise política no front de integrantes dos Vingadores, dividido entre os “times” do Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e do Capitão América (Chris Evans), é narrada sem climão sombrio nem abuso de efeitos especiais. Ufa! Já bem adaptados ao universo dos gibis, os diretores Anthony e Joe Russo (do eficiente Capitão América 2 — O Soldado Invernal) dosam com pique e fluência, e numa escala menos sufocante, toques de aventura de espionagem, thriller político, drama familiar e comédia juvenil. É difícil não abrir um sorriso, por exemplo, com o Homem-Aranha estabanado vivido pelo ótimo Tom Holland, ou perder o fôlego diante das transformações amalucadas do Homem-Formiga (Paul Rudd). Tal como no frustrante Vingadores — Era de Ultron, contudo, o excesso de conversa fiada (e haja discussão de relação...) emperra a primeira metade da trama, quando é aberto todo um debate sobre a possível interferência da ONU para controlar a atividade dos superpoderosos. O Homem de Ferro apoia a medida; já o Capitão América, não. Para a sorte do público, o disse me disse se resolve em cenas de ação inventivas que entusiasmam sem apelar para a grandiloquência. O “combo” de heróis, desta vez, deu liga. Estreou em 28/4/2016.
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  • O desenho da Disney, de 1967, era fofo e ainda permanece no imaginário de várias gerações. Assim como Malévola e Cinderela, Mogli — O Menino Lobo ganhou uma versão com atores (neste caso, apenas um ator) em que os efeitos visuais dão um show de perfeição técnica (alô, alô, eis um forte candidato ao Oscar de 2017!). A atração recebeu também um reforço de dramaticidade e violência para agradar a espectadores de todas as idades — e o encanto permaneceu. É impossível não ficar fascinado com a tecnologia da captura de movimento que dá vida à pantera Bagheera, ao urso Baloo, à serpente Kaa e a outros animais em meio a uma esplêndida natureza muito bem explorada em 3D. Defendido com simpatia pelo menino estreante Neel Sethi, Mogli foi salvo da morte por Bagheera e criado numa alcateia. Ao ver que sua presença divide os lobos, o garoto decide deixar a selva para procurar a “aldeia dos homens”. A jornada será repleta de surpresas e perigos, sobretudo porque seu maior inimigo, o tigre Shere Khan, está em sua cola. Estreou em 14/4/2016.
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  • Seja em Hahaha (2010) ou em A Visitante Francesa (2002), o diretor sul-coreano Hong Sang-soo arranja um jeito de arejar suas histórias com narrativas pouco convencionais. Volta ao criativo estilo, agora mais bem-sucedido, com Certo Agora, Errado Antes. Na primeira metade do roteiro, o cineasta Ham (Jeong Jae-yeong), vindo de Seul, está na cidade de Suwon para apresentar seu novo filme. Lá, conhece a jovem pintora Yoon (Kim Min-hee) e, com ela, passa o dia batendo papo e bebendo (muito) saquê. A segunda parte repete a situação do encontro, só que com outro desdobramento. As diferenças são ora sutis, ora radicais. A ideia do cineasta (e roteirista) é propor um jogo de cena em que uma frase, um gesto ou um drinque a mais podem mudar o rumo da vida dos personagens. Estreou em 19/5/2016.
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  • Dona do Oscar 2011 de melhor atriz por Cisne Negro, Natalie Portman mostra-se uma talentosa diretora no comando do drama De Amor e Trevas. Trata-se da adaptação do livro homônimo de memórias de Amós Oz, de 77 anos, o mais importante escritor israelense da atualidade. Em recriação de época cuidadosa, a história começa em 1945. Oz, ainda menino e interpretado por Amir Tessler, mora com a mãe, Fania (papel de Natalie, atuando em hebraico), e o pai, Arieh (Gilad Kahana), em Jerusalém. Ele escuta as tristes lembranças maternas e já tem o dom de criar contos fantasiosos. Também autora do roteiro, Natalie volta-se para as origens judaicas e pincela sua trama de fatos políticos, como a criação do Estado de Israel, em 1948. Concentra-se, porém, na relação entre Fania e o filho. É através dos olhos dela que o pequeno Amós Oz passa a enxergar os conflitos do mundo — seja no embate entre judeus e árabes à sua volta, seja no distanciamento afetivo de seus pais. Estreou em 5/5/2016.
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  • Suspense / Drama

    Jogo do Dinheiro
    VejaSP
    4 avaliações
    Atriz premiada e cineasta bissexta, Jodie Foster, de 53 anos, dirige seu quarto longa-metragem. Jogo do Dinheiro é, antes de tudo, um filme surpreendente — o domínio narrativo da realizadora leva o espectador a um labirinto de situações inesperadas. Outra qualidade está na apresentação e no desdobramento da trama. Na mistura de drama, sátira e suspense, o longa poucas vezes escorrega no lugar-comum. O roteiro extrai da realidade uma história de humor ácido e, não raro, desconcerta a plateia com uma reviravolta ora trágica, ora tragicômica. George Clooney, muito bem no papel, interpreta Lee Gates, apresentador do programa de TV Money Monster e conselheiro informal do mercado financeiro. Julia Roberts faz a diretora da atração. O pesadelo começa quando Kyle Budwell (Jack O’Connell) invade o estúdio e, armado, faz Gates refém. Diante das câmeras, o rapaz quer um acerto de contas, já que perdeu suas economias por causa de uma dica do especialista. Estreou em 26/5/2016.
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  • O retrato de uma família gaúcha ganha pontos pelo roteiro afiado e por um conflito clímax que faz uma surpreendente reviravolta na trama. Filho de um radialista machista (Eucir de Souza) e de uma dona de casa omissa (Patrícia Selonk), o adolescente Ênio (Sandro Aliprandini) é alvo de bullying no colégio e, franzino e introspectivo, não recebe nenhum tipo de apoio na família. Curioso em relação a sexo e disposto a perder a virgindade, ele sai em busca de uma prostituta que atende em domicílio. A partir daí, o drama ganha um sufocante clima de suspense pelas ruas de Porto Alegre. Estreou em 26/5/2016.
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  • Atravessando uma crise pessoal, no fim de 2013, Marina Abramovic veio ao Brasil. A artista performática sérvia, radicada nos Estados Unidos, quis fazer uma peregrinação por vários estados do país para conhecer a fundo rituais daqui. Nasceu assim o documentário Espaço Além — Marina Abramovic e o Brasil, que tem início em Goiás, mais exatamente no contato dela com o médium João de Deus. Mesmo sem falar português, Marina fez imersões profundas no corpo e na alma, seja tomando o chá de ayahuasca, seja purificando-se com lama e folhas nas mãos de uma xamã paranaense. Em um momento mais descontraído, ela vai explorar a culinária da baiana Dadá. São momentos de autoconhecimento muito bem captados pelas lentes próximas (mas jamais invasivas) do diretor Marco Del Fiol. E o Brasil está lá, estampado na natureza exuberante e na fé de forma plural. Estreou em 19/5/2016.
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  • Exibido no festival Mix Brasil em 2013, o documentário São Paulo em Hi-Fi entra, finalmente, em cartaz. O CineSesc exibe em sessões diárias o precioso registro do diretor Lufe Steffen sobre a noite gay paulistana. Passando de raspão pelos anos 60, o filme centra foco e faz uma apurada radiografia de boates lendárias das décadas de 70 e 80, a exemplo de Medieval, HS, Corintho e Nostromondo. Frequentadores da noite e empresários pioneiros, como Celso Curi e Elisa Mascaro, dão depoimentos. Estreou em 19/5/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO