Cinema

Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

O Silêncio do Céu
'O Silêncio do Céu' (Foto: Divulgação)

* A seleção é feita com base nos filmes que estrearam nos últimos três meses

  • O cineasta russo Aleksandr Sokurov foi atrás de uma instigante história para realizar o formidável documentário Francofonia — Louvre sob Ocupação. Conforme aponta o subtítulo, trata‑se do período em que a França (e consequentemente seu museu mais importante) foi tomada pelos nazistas, em 1940. Sokurov conta com preciosas imagens de arquivo e encena com atores como teria sido o acordo entre um agente cultural alemão e o diretor do Louvre para a preservação de seu acervo. Até Napoleão Bonaparte (interpretado por Vincent Nemeth) entra num registro bastante criativo e fora dos padrões convencionais do gênero. Estreou em 18/8/2016.
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  • Comédia dramática

    Café Society
    VejaSP
    4 avaliações
    A vida é feita de escolhas — uma frase que pode muito bem resumir o “espírito” de Café Society, o novo trabalho do veterano Woody Allen, que chega ao 45º longa-metragem em plena forma. O diretor revisita a década de 30, mostrando os bastidores do cinema (eis um programa obrigatório para fãs) por meio do personagem de Steve Carell, um agente de estrelas de Hollywood. Na busca por um emprego, o simplório sobrinho dele, Bobby (Jesse Eisenberg), sai de Nova York e chega a Los Angeles com gana de botar a mão na massa. O tio, porém, descola para ele um cargo de mensageiro. Bobby, bom de papo e carismático, faz amizades e se encanta com a secretária Vonnie (Kristen Stewart), comprometida com um homem casado. Seja na esplendorosa fotografia do mestre Vittorio Storaro (O Último Imperador), na impecável recriação de época ou na jazzística trilha sonora, o filme leva a plateia a reviver uma era dourada com glamour, elegância e humor afiado. O desfecho, excepcional, deixa um nó na garganta e comprova que a maturidade de Allen lhe permite concluir suas tramas sem fazer concessões. Estreou em 25/8/2016.
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  • É difícil imaginar o que seria do drama Aquarius sem Sonia Braga. É uma interpretação luminosa. Aos 66 anos, a atriz fez por merecer a consagração de crítica no Festival de Cannes, em maio, pelo papel da jornalista Clara, a última moradora do antigo prédio recifense que dá nome ao filme. Pressionada por uma construtora a vender o imóvel, ela recusa a proposta e compra uma guerra. Embora frouxo no ritmo da narrativa e com “vilões” caricatos, o segundo longa de ficção de Kleber Mendonça Filho (de O Som ao Redor) faz um retrato profundo, sem pudores, de uma mulher com nervos de aço. Estreou em 1º/9/2016.
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  • Terror / Suspense

    O Homem nas Trevas
    VejaSP
    2 avaliações
    O nome em inglês do suspense O Homem nas Trevas (Don’t Breathe) avisa: não respire. O alerta vale para os personagens principais, presos na casa de um ex-militar cego e sádico, e principalmente para o espectador. Se a intenção do diretor uruguaio Fede Alvarez (do angustiante remake de A Morte do Demônio, de 2013) era submeter o público a uma hora e meia de aflição, cumpriu a tarefa com pulso firme. É um programa de arrepiar. A atmosfera de tensão constante faz o público aceitar as ideias mais absurdas (e não são poucas) de uma trama sobre três amigos inconsequentes, Rocky (Jane Levy), Alex (Dylan Minnette) e Money (Daniel Zovatto), decididos a assaltar a morada de um sujeito esquisitão, recluso e rico (papel de Stephen Lang). Parece um plano simples. O dono, no entanto, tem uma arma carregada... e audição aguçadíssima. A estrutura compacta do roteiro não limita o poder de fogo do cineasta. Pelo contrário. São surpreendentes as reviravoltas e sacadas visuais de uma “sessão de tortura” para quem tem sangue frio e está farto dos sustos preguiçosos do gênero. Estreou em 8/9/2016.
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  • Nos filmes de terror, o diretor paulistano Marco Dutra buscou inspiração para criar o ar misterioso dos longas Trabalhar Cansa e Quando Eu Era Vivo. Filmado em Montevidéu, O Silêncio do Céu acrescenta a esse estilo uma camada densa de suspense psicológico, com um quê de Hitchcock. O enredo abre com uma cena chocante: dentro de casa, Diana (Carolina Dieckmann) é estuprada por dois homens. Ela guarda o segredo sem saber que o seu marido, Mario (Leonardo Sbaraglia), também viu o crime e ficou calado. Resolver ou não o trauma? O tormento aflige os personagens e, cena a cena, ganha a dimensão de um thriller engenhoso. Estreou em 22/9/2016.
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  • Dezoito anos depois do venenoso Festa de Família, o dinamarquês Thomas Vinterberg comprova o talento para dissecar conflitos entre quatro paredes. Em A Comunidade, o tom se mostra ameno e folhetinesco, porém envolvente. Nos anos 70, Erik e Anna (Ulrich Thomsen e Trine Dyrholm) decidem espantar o tédio do casamento com uma proposta prafrentex: convidar amigos para morar com eles em um casarão de Copenhague. Estreou em 1º/9/2016.
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  • Ficção científica

    Star Trek - Sem Fronteiras
    VejaSP
    Sem avaliação
    Fiéis admiradores da saga espacial Star Trek, os trekkers foram às nuvens quando a cinessérie ganhou uma bem-vinda repaginada visual em 2009, no filme homônimo dirigido por J.J. Abrams. A continuação de 2013, Além da Escuridão, manteve o entusiasmo. Mas o “desconfiômetro” dos fãs fez barulho quando Justin Lin, cineasta conhecido por fitas da franquia de ação Velozes e Furiosos, foi convidado para comandar o novo episódio da ficção científica, Star Trek — Sem Fronteiras. Perderam a noção? Só em tese, felizmente. Sob a supervisão sempre atenta de Abrams, creditado como produtor, o taiwanês (radicado nos Estados Unidos) dá conta de equilibrar adrenalina e nostalgia, turbinando a fórmula com sequências de perseguição a mil por hora e bom olho para as relações de camaradagem e cumplicidade entre personagens tão queridos pelo público. Desta vez, a equipe do capitão Kirk (Chris Pine) e de Spock (Zachary Quinto) enfrenta uma ameaça alienígena misteriosa (Idris Elba) que danifica a nave USS Enterprise e separa seus tripulantes em pequenos grupos. A falta de impacto desse enredo, bem pouco original, é compensada por um clima ágil e despretensioso, com sabor de um bom episódio de seriado de TV. Estreou em 1º/9/2016.
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  • A diretora e atriz francesa Maïwenn buscou na própria vida algumas das referências para compor a atribulada história de amor do drama Meu Rei. Mas, na plateia, muitos casais de longa data se identificarão com o retrato do romance entre a metódica Tony (Emmanuelle Bercot) e o impulsivo Georgio (Vincent Cassel). O roteiro dá saltos no tempo para radiografar um casamento em desequilíbrio. Na segunda parte, mostra-se previsível e cansativo. Ainda assim, o registro realista torna genuínos a alegria e o sofrimento dos personagens. Estreou em 22/9/2016.
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  • Diretor dos dois Meu Malvado Favorito, Chris Renaud acerta novamente na sua nova animação. Pets — A Vida Secreta dos Bichos não tem um roteiro muito original nem piadas espertas para atender o público adulto. Contudo, fofura e graça transbordam dos personagens, e a criançada vibra por causa da aventura em que eles se metem. Protagonista da história, Max é o xodó de sua dona e, quando ela sai para trabalhar, o cãozinho vira um tagarela, assim como outros pets vizinhos, incluindo a cadelinha Gigi. Sim, uma premissa muito parecida com a de Toy Story, com a troca dos brinquedos pelos bichos. A rotina de Max, porém, sofre uma alteração radical quando um cachorrão peludo vem morar no mesmo apartamento. Duke, além de folgado e abusado, quer as atenções voltadas para ele e, num passeio com um dog walker, dá um jeito de Max ser capturado pela carrocinha. A partir daí, ambos vão conhecer o submundo de Nova York, habitado por animais maltratados e sob o comando de Bola de Neve, um coelho-vilão de aparência doce e personalidade forte que, não à toa, rouba a cena da bicharada. Estreou em 25/8/2016.
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  • Ação / Aventura

    Ben-Hur
    VejaSP
    2 avaliações
    As comparações serão inevitáveis. Embora também inspirado no livro do americano Lew Wallace, o novo Ben-Hur é um épico para as novas gerações e há diferenças consideráveis em relação ao clássico de 1959, estrelado por Charlton Heston e vencedor de onze estatuetas no Oscar. Dotado de uma técnica irrepreensível para fitas de ação (vide seu estupendo trabalho em O Procurado), o diretor cazaque Timur Bekmambetov faz uma combinação de drama familiar, tragédia bíblica e aventura reluzente nesta recente adaptação. A trama, ambientada na Jerusalém do ano 33 d.C., começa mostrando a harmonia entre o príncipe judeu Judah Ben-Hur (Jack Huston) e Messala (Toby Kebbell), seu irmão de criação. A paz, porém, cai por terra quando Messala se une ao exército romano e, anos depois, volta para castigar a família que o acolheu. Entre as memoráveis sequências, há uma batalha naval de impressionante realismo e, claro, a já clássica cena da corrida de bigas. Outro ponto alto é a atuação de Rodrigo Santoro como Jesus Cristo. Entre tantos acertos, contudo, há uma falha quase indesculpável: a falta de carisma e garra do protagonista Jack Huston. Mesmo no papel do “vilão”, Kebbell tem mais presença e versatilidade. Estreou em 18/8/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO