Cinema

Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

A Economia do Amor
Bérénice Bejo e Cédric Kahn um casal em conflito (Foto: Divulgação)

* A seleção é feita com base nos filmes que estrearam nos últimos três meses

  • Suspense / Drama

    Elle - Filme
    VejaSP
    1 avaliação
    Grande atriz francesa, Isabelle Huppert já deu provas de talento em filmes como A Professora de Piano. Jamais foi indicada ao Oscar, mas tem tudo para concorrer por sua magnífica atuação em Elle. Na parceria explosiva com o diretor Paul Verhoeven (Instinto Selvagem), Isabelle deixa de lado a moral e os bons costumes para viver Michèle Leblanc. Executiva de uma produtora de videogames, essa cinquentona foi estuprada em sua casa. Quem seria o agressor? O roteiro, inspirado no livro “Oh...”, de Philippe Djian, vai além do suspense policial. De um trauma de infância da protagonista, emerge um drama de camadas psicológicas complexas. Em cena em tempo integral, a estrela mostra-se ousada e com o timing perfeito para interpretar uma mulher de humor ferino e frieza incomparável. Estreou em 17/11/2016.
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  • Romance / Drama

    A Luz Entre Oceanos
    VejaSP
    8 avaliações
    Lançado no Brasil pela Rocco, o best-seller A Luz entre Oceanos, da australiana M.L. Stedman, virou um belo filme com direito a (poucos) risos e (muitas) lágrimas. O novelão (no bom sentido) é extremamente bem realizado pelo diretor Derek Cianfrance (Namorados para Sempre) e traz atuações superlativas de Michael Fassbender e Alicia Vikander. Ele interpreta Tom Sherbourne, um combatente da I Guerra que, em 1918, retorna à Austrália natal e conquista o difícil cargo de faroleiro da Ilha de Janus, bastante isolada da costa. Para aplacar a solidão, Tom pede em casamento a jovem Isabel (Alicia). A vida a dois caminha rumo à felicidade, mas uma gravidez de risco dará outro destino ao casal. Escolhas polêmicas, decisões morais, silêncios incômodos e segredos trancados a sete chaves emergem num drama pulsante e, é claro, de partir o coração. Estreou em 3/11/2016.
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  • Documentário

    Cinema Novo
    VejaSP
    Sem avaliação
    Premiado no Festival de Cannes, Cinema Novo leva a assinatura do filho de Glauber Rocha, um dos diretores citados neste afiado registro sobre o movimento cinematográfico criado no início da década de 60. Sustentado em imagens de filmes icônicos e entrevistas de arquivo, Eryk Rocha faz um passeio onírico pelos longas-metragens de seu pai, como Terra em Transe, e de realizadores como Nelson Pereira dos Santos (Vidas Secas) e Ruy Guerra (Os Cafajestes). Estreou em 3/11/2016.
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  • Era necessário contar no cinema a angustiante trajetória de Edward Snowden, e o diretor Oliver Stone o faz com sobriedade e reverência, tanto que o próprio biografado aparece nas cenas finais. Snowden — Herói ou Traidor reconstitui a história a partir do momento em que ele foi recusado como militar por um problema nas pernas. Fera em tecnologia da informação, foi admitido como funcionário da CIA e perambulou pelo mundo prestando serviços secretos. Ao descobrir que o governo americano usava programas para invadir a privacidade dos cidadãos, Snowden decidiu abrir o jogo para uma documentarista e um repórter, escondido num hotel em Hong Kong, em 2013. Com pegada de thriller, o drama ganha ainda mais impacto com a preciosa atuação de Joseph Gordon-Levitt  no papel do protagonista. Estreou em 10/11/2016.
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  • Em mais uma delicada crônica familiar, o diretor Hirokazu Koreeda (Nossa Irmã Mais Nova) aborda a relação de Ryota (Hiroshi Abe) com a mãe (Kirin Kiki), o filho e a ex‑mulher em Depois da Tempestade. Escritor de sucesso no passado, ele vive na pindaíba e não tem dinheiro nem mesmo para ajudar nas despesas com o pequeno Shingo (Taiyô Yoshizawa). A proximidade de uma tormenta vai reunir os quatro personagens sob o mesmo teto. A simplicidade de uma história comum, porém rica em reflexões, cativa desde a primeira cena. Usar o humor mordaz e a sabedoria da matriarca para registrar as mazelas do cotidiano é uma “arma” igualmente atraente. Estreou em 17/11/2016.
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  • Praticamente em um único cenário, com dois protagonistas e alguns coadjuvantes, o diretor belga Joachim Lafosse (de Propriedade Privada e Os Cavaleiros Brancos) faz emergir diálogos cortantes e situações realistas no drama A Economia do Amor. Após quinze anos de união estável, Boris e Marie, interpretados com garra por Cédric Kahn e Bérénice Bejo, não suportam mais viver sob o mesmo teto. Ainda há amor e atração sexual, mas ela está cansada da apatia do marido, que não trabalha e pouco ajuda na criação das duas filhas. A situação piora na hora da separação. Se Marie é a dona da casa, Boris foi o responsável pela reforma do imóvel. O impasse gera conflitos desconfortantes que, de tão verdadeiros, provocam reação imediata no espectador. Estreou em 1º/12/2016.
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  • J.K. Rowling não é apenas a mais bem-sucedida e rica escritora da inglaterra — é também a mais esperta. Autora dos sete livros da série Harry Potter, virou produtora dos dois últimos filmes do bruxinho, As Relíquias da Morte 1 e 2. Retomando o universo que a consagrou, a autora, além de novamente ter seu nome na produção, escreveu o roteiro original de Animais Fantásticos e Onde Habitam. O mundo mágico de Harry Potter está de volta para a alegria dos fãs e, vale lembrar, eles cresceram e agora buscam uma aventura mais adulta — e são atendidos neste primeiro dos cinco longas-metragens da nova cinessérie. Na trama, o inglês Newt scamander (eddie Redmayne), que estudou em Hogwarts, chega a Nova York, na década de 20. Dentro de sua valise, há uma gama de animais estranhos que, por acaso, vai parar nas mãos do padeiro Jacob Kowalski (Dan Fogler, a surpresa do elenco). A cidade americana abriga outros bruxos, que se reúnem para definir o futuro do turista por lá. A partir daí, a história toma rumo inesperado, apresentando outros personagens igualmente excêntricos. Contribui para a magia o espetacular show de efeitos visuais. Estreou em 17/11/2016.
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  • Durante a Guerra Civil americana (1861-1865), o sulista Newton Knight (matthew mcConaughey) larga os sangrentos campos de batalha após a morte de seu jovem sobrinho. Torna-se, assim, um desertor. Na volta para casa, precisa abandonar a mulher e o filho por estar sendo caçado. O jeito é contar com a ajuda de uma escrava (Gugu mbatha-Raw) para refugiar-se nos pântanos do mississippi ao lado de negros igualmente foragidos. Personagem esquecido da história americana, Knight virou líder de outros pequenos fazendeiros. A edificante cinebiografia de Um Estado de Liberdade ganha energia e foge do didatismo nas mãos de Gary Ross, diretor de Jogos Vorazes. Carismático, mcConaughey dá nuances ao protagonista em atuação classuda. Estreou em 17/11/2016.
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  • Drama / Suspense

    Creepy
    VejaSP
    Sem avaliação
    O detetive Takakura (Hidetoshi Nishijima) foi demitido, mas virou professor de psicologia criminal numa universidade. Ao lado da esposa (Yûko Takeuchi), mudou‑se para um novo bairro e precisa fazer a política da boa vizinhança. Na casa ao lado vive Nishino (Teruyuki Kagawa), um senhor que ora é simpático, ora se mostra agressivo e introspectivo. O drama psicológico Creepy, conduzido com muita habilidade por Kiyoshi Kurosawa (Para o Outro Lado), não fica a dever aos thrillers americanos. O diferencial fica por conta da nacionalidade. Em meio à cultura, aos hábitos e ao ritmo orientais, tensão e suspense preenchem um bom roteiro policial. Estreou em 17/11/2016.
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  • Em um ano em que os filmes de super-herói tiveram como ponto alto um personagem desbocado e anarquista (Deadpool), Doutor Estranho também entra na galeria das boas surpresas do gênero. Grande parte do êxito se deve à escolha do protagonista. Elegante e esguio, Benedict Cumberbatch encarna muito bem o doutor Strange, um neurocirurgião tão habilidoso quanto arrogante. O destino, porém, vai pregar uma peça no médico quando ele sofre um terrível acidente de carro e o resultado é o esmigalhamento de suas mãos. Sem nenhuma chance de retomar a profissão, Strange decide ir atrás de uma cura “alternativa” no Nepal. Lá, encontra a Anciã (a igualmente impecável Tilda Swinton), não muito disposta a ensinar lhe métodos pouco ortodoxos de luta marcial. Numa espécie de viagem lisérgica, a história traz um drama bem amarrado em efeitos visuais deslumbrantes. Faz falta, sim, um vilão à altura de Strange/ Cumberbatch, mas nada que desabone a diversão. Estreou em 3/11/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO