Cinema

Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Um Dia Perfeito
'Um Dia Perfeito': Tim Robbins e Benicio Del Toro (Foto: Divulgação)

* A seleção é feita com base nos filmes que estrearam nos últimos três meses

  • Comédia dramática

    Um Dia Perfeito
    VejaSP
    2 avaliações
    O talento do diretor e roteirista espanhol Fernando León de Aranoa (de Segunda-Feira ao Sol) se faz novamente presente numa comédia dramática, cuja ironia começa pelo título. Em resumo, são quatro estrangeiros que atuam como voluntários na Guerra da Bósnia, em 1995. Interpretados por Benicio Del Toro, Tim Robbins, Olga Kurylenko e Mélanie Thierry, o quarteto tem a ajuda de um nativo (Fedja Stukan) para facilitar a comunicação. A história tem início quando um corpo é encontrado no fundo de um poço. Em uma trajetória tortuosa, eles buscam, incessantemente, um corda para retirar o morto. Mas os entraves burocráticos, a falta de cooperação do povo e, sobretudo, os postos de controle nas estradas precárias vão dificultar o trabalho. Em diálogos ácidos e situações insólitas, o realizador espalha originalidade em uma jornada caótica, fazendo um registro de guerra com humor para lá de afiado. Estreou em 21/7/2016.
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  • É muito delicado, comovente e verdadeiro o jeito com que a diretora Catherine Corsini trata o despertar homossexual de duas mulheres. No interior da França, em 1971, a jovem Delphine (Izïa Higelin) está cansada de trabalhar ao lado do pai em sua fazenda. Escapa, então, do ambiente familiar e se manda para Paris. Lá, faz amizade com uma turma de feministas ativistas e, assim, aproxima-se de Carole (Cécile De France, indicada ao César de melhor atriz). Delphine sente-se atraída pela nova (e mais velha) amiga, que é heterossexual e muito bem casada com Manuel (Benjamin Bellecour). Mas um beijo na boca, porta de entrada de um provável romance, tende a mudar o rumo da vida delas. Estreou em 7/7/2016.
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  • Comédia dramática

    La Vanité
    VejaSP
    Sem avaliação
    David Miller (Patrick Lapp) hospeda-se num motel numa estrada da Suíça que está prestes a fechar as portas. Esse arquiteto tem 70 e poucos anos e um câncer em estágio terminal. Decidiu pôr um ponto final em sua vida e, para isso, recorreu a uma clínica de eutanásia assistida cujo processo será feito pela atendente espanhola Esperanza (Carmen Maura). Seguem-se, a partir daí, diálogos intensos sobre a trajetória de ambos os personagens — ele se afastou do filho, ela esconde um detalhe de seu casamento. Mas o ótimo roteiro não se apega apenas a dores do passado e ressentimentos. A entrada de um garoto de programa russo (Ivan Georgiev) dá leveza a La Vanité, nome que também se aplica a um gênero de natureza-morta em quadros do século XVII. Além de um trio de atores afiadíssimo, o longa-metragem franco-suíço traz reviravoltas e ousadias numa enxuta combinação de drama e humor negro com protagonistas irresistivelmente verdadeiros. Estreou em 14/7/2016.
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  • Tinha tudo para ser uma água com muito açúcar. Mas, inspirada no livro de Jojo Moyes (em roteiro escrito pela própria), a adaptação acerta no tom e se distancia do chororô forçado. A Cinderela da vez é Lou Clark (papel de Emilia Clarke, do seriado Game of Thrones), uma moça simplória do interior inglês que sustenta a família e namora um sujeito com quem não tem muita afinidade. Quando perde o emprego de garçonete, Lou tira a sorte grande ao ser contratada como cuidadora de Will Traynor (Sam Claflin, da cinessérie Jogos Vorazes). Esse rapaz milionário mora, literalmente, num castelo e sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Sem nenhuma habilidade para a profissão, Lou vira uma companhia diária e chama a atenção dele pelo figurino exótico e pela espontaneidade. Traynor, depois da tragédia, tornou-se um homem amargo, recluso e sarcástico. A atração entre eles caminha sutilmente e, aos poucos, a trama vai sendo pontilhada por detalhes surpreendentes até chegar a uma conclusão imprevisível — nem por isso menos comovente. Estreou em 16/6/2016.
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  • As novas gerações talvez desconheçam a importância de Janis Joplin, um ícone do blues e do rock, que morreu em 1970, aos 27 anos. Para fãs, jovens e maduros, o documentário Janis — Little Girl Blue vem suprir uma lacuna na história da música. Sustentado em depoimentos de velhos parceiros e em entrevistas reveladoras da cantora, entre muitas fotos e imagens inéditas, o filme cumpre o prometido. Narrado de forma cronológica, mostra desde sua conturbada infância numa pequena cidade do Texas (onde sofreu bullying por ser considerada fora dos padrões estéticos femininos) até a morte, por overdose. Janis e Amy Winehouse (1983-2011) tiveram trajetória semelhante, envolvidas com drogas, álcool e amores errantes, além da partida precoce. Assim como Amy, Janis marcou época. Tinha uma voz de potência inigualável e o talento de se expor sem fazer concessões. Mas, como aponta o subtítulo, lá no fundo, ela era apenas uma garotinha triste. Estreou em 7/7/2016.
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  • História inspirada em Florence Foster Jenkins, o francês Marguerite ainda está em cartaz. Praticamente o mesmo enredo será encontrado em Florence — Quem É Essa Mulher?. Ambos os filmes são obrigatórios para entender a figura dessa cantora lírica. Herdeira milionária, ela fazia recitais mesmo tendo uma voz esganiçada de fazer doer os ouvidos. Há, contudo, diferenças entre os roteiros. Nesta trama, mais assumida como biografia e dirigida pelo experiente inglês Stephen Frears (A Rainha), Florence (interpretada pela magnífica Meryl Streep) mora na Nova York da década de 40 e tem um casamento de fachada com o inglês Clair Bayfeld (Hugh Grant, excelente!). Escondendo da esposa a amante, o marido é, ao menos, fiel e servil às vontades profissionais de Florence. Força, por exemplo, um pianista (Simon Helberg) a acompanhá-la nos ensaios e apresentações. Os dois registros sobre Florence passam pelo humor para atingir o drama da mulher madura que, iludida por amigos e puxa-sacos, pensava ter talento para a música. Seria cômico, se não fosse patético. Estreou em 7/7/2016.
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  • Há um tema extremamente importante, tratado com minúcia e apoiado em casos no mínimo surpreendentes, descobertos em investigação do historiador Sidney Aguilar. Em 1933, cinquenta meninos negros foram tirados de um orfanato e levados para uma fazenda. A princípio, a educação seria primordial, mas, pouco tempo depois, os garotos foram tratados como escravos em trabalhos forçados. Dois sobreviventes contam suas (distintas) trajetórias. Além de um abrangente painel político e social da época, o documentário mostra como eram os conchavos de poderosos empresários com o então presidente Getúlio Vargas e a influência do partido nazista no Brasil. Estreou em 7/7/2016.
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  • Francês de origem marroquina, o ator Roschdy Zem traz à tona, em seu quarto longa-metragem como diretor, uma história real que envolve preconceito e racismo na virada do século XIX. Chocolate começa num circo do interior onde o negro Rafael Padilla (papel de Omar Sy) se apresenta como um canibal africano. Em decadência, o palhaço Footit (James Thierrée) o convida, então, para formar uma dupla no picadeiro. Nasce então Chocolat, um personagem que serve de “escada” para o parceiro, leva chutes e bordoadas e é tratado com galhofa. O público aprova, gargalha e Footit e Chocolat rompem barreiras, dando início a uma gloriosa carreira em Paris. Sem perder o pique nem o fio da meada, o realizador mostra a ascensão e a queda de Chocolat — da forma como ele torrou a grana na jogatina à tardia tomada de consciência de seu papel de pateta humilhado no palco. Estreou em 21/7/2016.
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  • O cinema vive surpreendendo e, neste drama francês, há um fato ocorrido durante a II Guerra inédito nas telas. A ação é ambientada no gélido inverno polonês, em dezembro de 1945. Uma noviça sai desesperada de um convento à procura de um médico. Encontra, então, Mathilde Beaulieu (Lou de Laâge), uma jovem francesa da Cruz Vermelha, que a acompanha para socorrer uma colega prestes a dar à luz. Depois do parto e de tanto insistir para apurar a insólita situação, Mathilde descobre algo estarrecedor: as freiras foram estupradas por soldados do exército soviético e algumas delas ficaram grávidas. A doutora precisa manter segredo, inclusive para seus chefes, para continuar a atendê-las. Diretora de Coco Antes de Chanel, Anne Fontaine explora, com sobriedade e sem sensacionalismo, um chocante episódio real. No desenrolar da trama, no entanto, as tragédias pessoais dão espaço à esperança, culminando num desfecho comovente. Estreou em 14/7/2016.
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  • Na Los Angeles de 1955, o fotógrafo freelancer Dennis Stock (Robert Pattinson) busca uma celebridade para poder estampar a capa da revista Life e, assim, ficar famoso, ganhar dinheiro e poder ajudar a mãe de seu filho, que mora em Nova York. Em uma festa do diretor Nicholas Ray, Stock encontra o então desconhecido James Dean (Dane DeHaan), provável protagonista de Juventude Transviada. Eis a fome com a vontade de comer: um profissional das lentes à procura de um astro em ascensão (Vidas Amargas estrearia dali a alguns dias) e vice-versa. O diretor Anton Corbijn já havia explorado o mito Ian Curtis (líder do Joy Division) em Control (2007) e, aqui, debruça-se sobre a maior lenda do cinema americano. Em menos de um ano, Dean foi do anonimato à fama, da vitória à morte, com apenas três longas-metragens — e o realizador humaniza o astro mostrando-o como um homem tímido e difícil, de espírito tão rebelde quanto doce. As imagens captadas por Stock acompanham os créditos finais e arrematam uma história verídica contada honestamente. Estreou em 21/7/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO