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O que acontece neste domingo (23): exposições

Mostras das mais diversas para visitar na cidade

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

30ª Bienal - 2286 - Thiago Rocha Pitta
(Foto: Fernando Moraes)

+ O que fazer neste domingo

  • Com a disseminação da profissão de curador, ficou difícil encontrar nas mostras da cidade visões de fato originais sobre determinado artista, período ou movimento. Por isso, vale conferir Exercícios de Olhar. Nela, a crítica, historiadora da arte e ex-diretora da Pinacoteca Aracy Amaral reúne 37 obras de 32 nomes ligadas por um conceito: todas trazem pessoas de costas para o público. Instigam, assim, o desejo do espectador de descobrir o que há do outro lado. Provenientes de coleções particulares e públicas, os trabalhos são de momentos bem distintos. A abordagem acadêmica e classicista de Eliseu Visconti e Rodolpho Amoedo rende figuras próximas da sensualidade. Tudo começa a ser distorcido na chegada das vertentes do modernismo. Candido Portinari e Vicente do Rego Monteiro apostam em formas cubistas, Oswaldo Goeldi e Lasar Segall, no expressionismo, e Anita Malfatti, por sua vez, usa as cores intensas típicas do futurismo. Foram selecionados também exemplos mais atuais, caso de Antonio Dias e Leda Catunda. Dos estrangeiros, sobressaem o francês Henri de Toulouse-Lautrec e o italiano Giorgio de Chirico. E uma última curiosidade: a presença de um nu feminino feito a lápis por Mário de Andrade em 1924. De 14/07/2012 a 21/10/2012.
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  • Depois de fazer uma mostra muito política em 2010, a Bienal de São Paulo chega à trigésima edição mais intimista. Sob o (vago, diga-se) tema “A iminência das poéticas”, o curador venezuelano Luis Pérez-Oramas reuniu cerca de 2.900 obras de 111 artistas. De montagem bem mais organizada e, felizmente, com menos vídeos do que a edição anterior, a exposição acerta ao voltar a dar alguma ênfase à pintura. Os tons claros das abstrações de John Zurier, o talento figurativo de Eduardo Berliner e os jogos cromáticos de Lucia Laguna e Juan Iribarren (acertadamente colocados em salas vizinhas) são dignos de nota nesse gênero. Também não faltam bons fotógrafos: August Sander, Saul Fletcher, Sofi a Borges e Alberto Bitar entre eles. Indispensáveis ainda são as instalações do esquizofrênico e genial Arthur Bispo do Rosário, os exercícios construtivos de Waldemar Cordeiro e as delicadas esculturas de arame da venezuelana Gego. Há excessos (os próprios vídeos, de modo geral), algo típico para um evento desse porte, mas os pontos positivos compensam os problemas. De 07/09/2012 a 09/12/2012.
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  • A mineira Lygia Clark (1920-1988) ganha uma oportuna e excepcional retrospectiva. Completa, a montagem do Itaú Cultural reúne 145 obras provenientes de coleções públicas e particulares. A seleção parte de material raro: os óleos de inflexão cubista pintados bem no início da produção, entre eles O Violoncelista, de 1951. Lógica e organizada, a mostra ajuda a compreender de modo linear a evolução da carreira de Lygia — a geometria marcante dos guaches Planos de Superfície Modulada, por exemplo, desemboca nos relevos Trepantes e, logo depois, nos célebres Bichos, objetos cujas formas podem ser alteradas, presentes tanto nas peças originais quanto em réplicas manuseáveis. Por meio deles, a artista enfim tridimensionalizou os trabalhos e alcançou o objetivo de “arrebentar o núcleo do quadro”, segundo sua própria definição. Outras criações valiosas são as pequenas esculturas feitas com caixas de fósforos coloridas e, sobretudo, as instalações interativas. Caso de Campos de Minas, realizada a partir de documentos deixados por Lygia. Ali, o visitante calça um sapato com ímã na sola e tenta caminhar sobre um piso também imantado. De 01/09/2012 a 11/11/2012.
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  • Instituição que abriga aquela que talvez seja a mais completa coleção de impressionismo do mundo, o Museu d’Orsay, de Paris, cedeu as 85 obras da mostra do Centro Cultural Banco do Brasil. Elas perpassam as diversas fases do movimento, caracterizado por formas livres, paleta de cores claras e com predominância da luz. Um andar a mais foi disponibilizado para a montagem no CCBB, e ainda assim há algum aperto — é importante também preparar-se para as longas filas. A seleção possui irregularidades, sobretudo pela presença massiva de Pierre-Auguste Renoir, cuja produção não sobreviveu tão bem ao passar do tempo. Melhor concentrar-se no talento de Edgar Degas e Édouard Manet. E, principalmente, dedicar um tempo considerável aos excelentes pós-impressionistas reunidos no cofre: Vincent van Gogh, Paul Cézanne, Paul Gauguin, Pierre Bonnard e Édouard Vuillard representam a chegada definitiva da arte moderna. De 04/08/2012 a 07/10/2012.
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  • De todas as vertentes de abstração desenvolvidas ao longo do século XX, nenhuma viu sua influência se estender durante tanto tempo quanto o construtivismo. Desenvolvido a princípio no período de eclosão da Revolução Russa, o gênero pregava uma abordagem meramente formal da arte, sobretudo através de aspectos geométricos e matemáticos. Um panorama do legado construtivista pode ser apreciado na mostra, cuja intenção é aproximar as produções da Inglaterra e do Brasil. Herdeiros diretos de correntes de vanguarda europeias anteriores, a exemplo do futurismo e do cubismo, os ingleses anteciparam nossos neoconcretistas ao pensar em um modo de começar a tridimensionalizar os trabalhos, algo perceptível nos relevos de Anthony Hill e do casal Kenneth e Mary Martin. Por aqui, a onda teve início na primeira Bienal, em 1951, quando foi premiada a escultura Unidade Tripardida, do suíço Max Bill. A exposição exibe obras de muitos talentos: Franz Weissmann, Sergio Camargo, Judith Lauand e Willys de Castro, entre outros. De 04/09/2012 a 02/12/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO