Consumo

Novos quiosques nos shoppings de São Paulo

De cachorro-quente gourmet a sucos detox, pontos de venda surgem reformulados e mais atraentes

Por: Júlia Gouveia - Atualizado em

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Até pouco tempo atrás, os quiosques espalhados pelos corredores dos shoppings eram basicamente sinônimo dos sorvetes do McDonald’s ou das perfumadas guloseimas com amendoim e amêndoas da rede Nutty Bavarian. O circuito se diversificou nos últimos tempos com o início das atividades de vários pontos em centros de compras, a exemplo do carrinho de estilo vintage da Doog, especializada em cachorros-quentes gourmets, que custam entre 14 e 18 reais. Aberto em dezembro, o negócio tem hoje unidades no Cidade Jardim e no Eldorado. “Vivem nos perguntando se somos uma franquia americana”, conta a sócia Tatiana Aulicino. Na verdade, a empresa nasceu em São Paulo, mas voltada para eventos corporativos, em setembro de 2013. O protótipo do veículo demorou dois anos para ser desenvolvido. “Criamos até uma máquina a vapor para cozinhar a salsicha”, orgulha-se Tatiana. O sucesso foi tamanho que agora ela se prepara para inaugurar no fim do mês uma loja-conceito no bairro de Higienópolis.

 

Em outro andar do Cidade Jardim encontra-se o carrinho da Top Churro, com a lataria amarela e no formato de um carro antigo. De lá, saem saborosos minichurros assados. Por dia, são vendidas cerca de 100 porções, ao custo de 7 reais cada uma. “Quem não gosta desse doce, né?”, perguntava na semana passada a administradora Alice Baptistella, em visita ao ponto com a amiga Katia Sena. Para Joseane Gomes, sócia do Top Churro, um dos atrativos do formato é a praticidade do carrinho. “Basta estacioná-lo e ligá-lo na tomada”, diz.

 

Outra vantagem está relacionada ao custo. Segundo estimativas do mercado, um quiosque paga a partir de 15 000 reais por mês de aluguel em shoppings como o Cidade Jardim, um quarto do valor cobrado de uma loja fixa. Alguns produtos desembarcam nesses locais depois de testes fora dos shoppings. Foi o caso da Urban Remedy, marca de sucos detox. Eles começaram a ser vendidos por aqui em 2013 pelo sistema delivery, até a inauguração do quiosque no Iguatemi, em fevereiro. Tática semelhante acabou adotada por Flavio Federico, confeiteiro da doceria que leva seu nome. Em maio, ele trocou um endereço fixo em Moema por um ponto de 25 metros quadrados no JK Iguatemi. Não se trata, porém, de um simples balcão: com projeto do arquiteto Eric Carlson (o mesmo que fez o do shopping), o local tem acabamento em mármore de Carrara. “Na loja de rua, o difícil era fazer as pessoas irem até lá. Agora, o fluxo do público acaba com o estoque antes de dar tempo de repor os produtos”, comemora.

Fonte: VEJA SÃO PAULO