Restaurantes

Mobili tem pratos de múltiplas influências

O chef e proprietário Daniel Oppenheim faz uma colagem de receitas moderninhas

Por: Arnaldo Lorençato - Atualizado em

Mobili
Minicaldeirada de lula sobre purê de mandioca: R$ 25,00 (Foto: Fernando Moraes)

Uma pegada contemporânea norteia o menu do Mobili, aberto em maio nos Jardins. Sem nacionalidade definida, as receitas reúnem múltiplas influências. A dica inicial é selecionar na carta de vinhos o francês Pinot Noir Pierre Labet 2011 (R$ 68,00) — um rótulo versátil para acompanhar tantas nuances. Na seção dedicada às entradas, por exemplo, a apetitosa minicaldeirada de lula (R$ 25,00) surge como uma reinterpretação do bobó ao estilo baiano. Trata-se de uma combinação de pedaços do molusco sobre um cremoso purê de mandioca ao molho de tomate e especiarias. Chega junto de torradas e pesto de coentro.  

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Portugal e Oriente, por sua vez, se encontram no arroz de pato (R$ 46,00), feito de carne desfiada mais caldo de ossos da própria ave. Por cima, recebe o peito temperado com um toque cítrico da folha de curry (kari-pattha), grelhado e fatiado ao molho de mirtilo. Nessa pedida, porém, faltou sabor ao arroz, finalizado com vinho do Porto. Mais equilibrada, a deliciosa paleta de cordeiro (R$ 45,00) flerta com o norte da África. Depois de cozida no forno em baixa temperatura, a peça leva molho rôti aromatizado por zátar (mescla de condimentos árabes). A sugestão ganha um incomum homus (pasta de grão-de-bico) aquecido de guarnição. De sobremesa, vale provar o creme brûlé de pistache na calda de frutas vermelhas (R$ 14,00).  

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Paleta de cordeiro com homus e grão-de-bico: R$ 45,00 (Foto: Fernando Moraes)

O responsável por esse mix de influências tão distintas é o chef e proprietário Daniel Oppenheim. Antes de montar o restaurante, ele trabalhou na França e no Canadá por quase dez anos. Também viajou bastante. Na Europa, o cozinheiro girou por Espanha, Portugal, Holanda, Itália, Inglaterra. Esticou até Israel e Egito, além de ter visitado Tailândia e Singapura. Entre maio de 2010 e dezembro de 2011, Oppenheim comandou no mesmo endereço o Biboca, que não decolou. A nova casa, no entanto, parece ter tudo para dar certo.  

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Fonte: VEJA SÃO PAULO