Educação

Justiça ordena reintegração de posse da USP Leste

Não há data definida, mas a polícia pode retirar os alunos do campus a qualquer momento

Por: Nataly Costa

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Terreno da USP Leste logo antes da construção da universidade (Foto: Cecília Bastos)

A Justiça de São Paulo determinou nesta quinta-feira (10) a reintegração de posse da USP Leste. O câmpus, localizado na Zona Leste da capital, está ocupado por ceca de 60 estudantes desde a quinta-feira (3), um dia depois de os estudantes do câmpus principal, na Zona Oeste, invadirem a reitoria em protesto contra as eleições indiretas para reitor. 

A universidade entrou com dois pedidos de liminar na Justiça para reaver a posse tanto da reitoria do câmpus principal como da diretoria da USP Leste. A 12ª Vara de Fazenda Pública negou o primeiro pedido e a 5ª Vara de Fazenda Pública deferiu o segundo. De acordo com o tribunal de Justiça de São Paulo, não há data para reintegração - que deve acontecer por meio da Polícia Militar. Segundo a USP, no entanto, a reintegração pode ser feita a qualquer momento. 

Na decisão, a juíza Carmen Cristina F. Teijeiro e Oliveira, da 5ª Vara, diz que "os estudantes, antes de exigir uma postura democrática da reitoria da Universidade, pautar-se também com democracia" e cita os prejuízos causados com o fechamento da diretoria por uma semana. "Reputo não existir justificativa plausível para qualquer espécie de invasão e ocupação de prédios públicos, notadamente como a que se verifica no caso em exame, prejudicando o funcionamento da Universidade, bem como impedindo servidores de cumprirem a sua carga horária, outros estudantes de frequentar regularmente as aulas e, quiçá, gerando depredação do patrimônio público". 

O câmpus da USP na Cidade Universitária continua ocupado. 

 

Contaminação

A USP Leste tem 4,8 mil alunos e dez cursos graduação. Uma parte deles invadiu a sede da diretoria da unidade, não apenas em apoio à ocupação da reitoria como em protesto por melhores condições ambientais na universidade. Há um mês, o câmpus da Zona Leste foi autuado pela Cetesb contaminação de gás metano no solo. Alunos e professores fizeram greve por dois dias. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO