Turismo

Dez hostels para se hospedar em São Paulo

Quer economizar na estadia paulistana? Nossa seleção traz opções aconchegantes

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Casa Club Hostel Bar
No agito da Vila Madalena: Casa Club Hostel Bar vira balada à noite (Foto: Divulgação)

São Paulo recebe visitantes o ano todo. Como ficar em um hotel pode sair bem caro, os turistas muitas vezes recorrem aos albergues. Os hostels, apesar de quartos e banheiros coletivos (cômodos privativos são concorridíssimos), podem ser estabelecimentos bem aconchegantes, com internet livre, café da manhã, armário com chave e até mesmo serviço de spa, caso do Atma Hostel, no Itaim. Outros promovem baladas próprias, a exemplo do Casa Club Hostel Bar, na Vila Madalena.

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Seja para economizar ou conhecer gente nova, confira abaixo dez hostels em São Paulo que são descolados, confortáveis e receptivos:

Atma Hostel

Um hostel com estúdio de pilates, SPA e restaurante de comida natural. Funciona em um sobradinho em meio aos prédios comerciais. Na frente, fica o café, onde são servidos almoços e lanches. Às quintas, rola um happy-hour com jazz ao vivo. No primeiro andar, ficam as salas de massagem (uma sessão de 60 minutos custa R$ 131), os banheiros coletivos e o estúdio de pilates. A sauna e o ofurô são liberadas para os hóspedes. O andar de cima acomoda quatro quartos, sendo um deles suíte (R$ 199 a diária do casal). Há um cômodo só para mulheres, um só para homens e um misto. Cada quarto coletivo tem duas beliches e a vaga sai por R$ 79 por noite. O hostel também tem um “cão de guarda”, a pequena mascote Fiona, da raça Shih-Tzu. Não inclui café da manhã.

Hostel Alice

Inaugurado em julho, o hostel ainda tem edredons que sequer foram tirados da embalagem. A cerca de cinco minutos do metrô Vila Madalena, a casa é da avó das proprietárias, Denise e Luiza, a dona Alice, que decidiu mudar para um apartamento e deixou o imóvel para as netas tocarem o negócio. O sobrado possui três quartos, um para quatro hóspedes, um para seis e um para oito. As diárias vão de R$ 45 a R$ 50, conforme o número de pessoas em um mesmo cômodo. Nos fundos, há uma suíte com duas camas de solteiro que sai por R$ 120 a noite. A área comum possui redes e espaço para cozinhar. Caso seja necessário, o local tem mantimentos como macarrão e refrigerantes (cobrados à parte). A lavanderia também fica disponível aos hóspedes (a máquina que comporta oito quilos de roupa custa R$ 15). Há um computador para uso livre e o sinal Wi-Fi é liberado. Inclui café da manhã.

Hostel da Alice
Hostel da Alice: com a cara da casa de avó (Foto: Divulgação)

Ô de Casa Hostel

Inaugurado há quatro anos próximo ao metrô Clínicas, o hostel se mudou em abril para o centro do agito na Vila Madalena e agora é vizinho do Morrison Rock Bar e do Bleecker St. Chegar tarde, no entanto, pode ser um problema. A recepção fica aberta só até as 0h e quem chegar depois disso precisa avisar antecipadamente e pagar uma taxa que depende do atraso (em média, sai uns R$ 6). O local tem clima alternativo, com direito a grafites nas paredes das casinhas que acomodam os hóspedes. São dois quartos para seis pessoas (com diárias de R$ 39 por vaga), dois para oito (R$ 35 a vaga), um para quatro (R$ 41 a vaga), um para duas (R$ 50 a vaga) e uma suíte (R$ 60 a vaga). O serviço de lavanderia é terceirizado (R$ 25 para lavar e secar o cesto de roupa), o Wi-Fi é liberado e quem não tiver computador pode alugar um por R$ 5 a hora. Inclui café da manhã.

Vila Madalena Hostel

Aberto em 2009, é um dos albergues paulistanos mais bem cotados em sites como o Hostel World, com 91% de aprovação dos clientes. O imóvel fica próximo à praça Benedito Calixto, na Vila Madalena. Fica escondido por um portão fechado, mas, ao entrar, o hóspede já avista uma série de aconchegantes redes para relaxar. Além disso, a área de convivência tem TV e mesa de bilhar. O lugar tem decoração descolada, com intervenções de grafite nas paredes de fora. Os quartos vão de privativo (para casal) até doze pessoas. O preço varia entre R$ 35 e R$ 55 a diária. A recepção funciona 24 horas e o Wi-fi é livre para os hóspedes. A casa tem ainda uma cozinha para quem quiser fazer sua própria comida. Não inclui café da manhã.

Vila Madalena Hostel
Vila Madalena Hostel: um dos mais bem cotados (Foto: Divulgação)

Casa Club Hostel Bar

Badalar não é problema para quem fica hospedado neste hostel. Além de estar localizado no meio do agito da Vila Madalena (a menos de um quarteirão da agitada Rua Aspicuelta), o local vira um bar à noite. Aberto em 2008, o espaço tem a vantagem de ter um banheiro em cada quarto. Os dormitórios acomodam dezesseis (R$ 35 a vaga), oito (R$ 45 a vaga) ou seis (R$ 45 a vaga) pessoas. Caso o cômodo seja ocupado por três ou quatro pessoas, cada um paga R$ 55. Há ainda um quarto privativo que pode acomodar um casal por R$ 110 a diária. A casa oferece roupa de cama e acesso à internet nos três computadores disponíveis. Inclui café da manhã.

Okupe Hostel

Aberto há cerca de dois anos na Vila Mariana, o hostel virou uma rede com a inauguração da unidade na Avenida Rebouças, nove meses atrás. A primeira casa é menor e mais aconchegante, com pôsteres de filmes nas paredes da sala de TV e grafite na fachada, e fica em uma rua pacata do bairro, a duas quadras do metrô Vila Mariana. Lá, 40 camas se dispõem em cinco quartos compartilhados, com diárias fixas de R$ 35. O preço só muda para o quarto privativo, que sai por R$ 110, abriga duas pessoas e tem banheiro próprio. A unidade nos Jardins está bem no meio do agito. O hostel fica quase na esquina com a Rua Oscar Freire, próximo à Avenida Paulista. Ali, o espaço é maior, com capacidade para 100 hóspedes. Os preços vão de R$ 35 a R$ 120. Além de TV, cozinha coletiva e dois computadores disponíveis, o local tem uma mesa de bilhar e um bar. Inclui café da manhã.

Praça da Árvore hostel
Hostelling Internacional: Praça da Árvore é um dos três albergues da cidade associados à marca (Foto: Divulgação)

Telstar Hostels

Aberto há quase seis meses, o hostel fica numa rua tranquila na Vila Mariana. O local pode não ser dos mais agitados, mas compensa nas festas que promove, com direito a apresentação de bandas. Fica próximo à estação de metrô Vila Mariana. A casa acomoda 22 camas — incluindo um beliche privativo, nos fundos (R$120,00 a diária para dois) — e tem ainda uma piscina, onde o dono pretende montar um bar até o verão. A decoração é inspirada em elementos futuristas, com direito a pinturas nas paredes de robôs e ETs. Há um quarto com oito camas (R$ 45 a diária de cada hóspede) e banheiro e dois cômodos com seis camas, sem banheiro, com diárias de R$ 30 e R$ 40, conforme o tamanho de cada quarto. A lavanderia pode ser usada e o preço de cada lavagem deve ser barganhado com o gerente, que analisa a quantidade e estado de sujeira das peças. Inclui café da manhã. Praca da Árvore

Localizado em uma casa na Saúde, próximo às estações de metrô Praça da Árvore e Santa Cruz, esse é um dos espaços com mais cara de hostel. Tem orelhão em suas dependências e é associado à Hostelling Internacional, associação internacional que reúne albergues da juventude. Com o aval da marca, oferece preços mais em conta para os que tiverem a carteirinha de alberguista (de R$ 33 a R$ 55). Para quem não tem o documento, os preços para dormir em uma das 52 camas variam R$ 37 a R$ 55. A desde quarto com dez pessoas até cômodo individual. A casa dispõe de cozinha comunitária, com venda de alguns mantimentos. Também dá para entrar na internet, mas o acesso é pago. Para usar um dos dois computadores por 15 minutos é preciso gastar R$ 1. Se for entre o meio-dia e as seis da tarde, o preço cai para R$ 0,50. O uso do Wi-Fi também é pago (R$ 5 por dia). Inclui café da manhã.

Gol Backpackers - 2190
Entrada do hotel: camisas de times e pufes com formato de bola de futebol (Foto: Mario Rodrigues)

It's Hostel

Recém-aberto, tem apenas dez camas, divididas em um quarto com seis e outro com quatro. A diária sai por R$ 50. O dono do local, e único a atender os clientes atualmente, é o artista plástico Tiago Gimenez, que faz questão de mostrar seus trabalhos em pinturas nas paredes de dentro e de fora da casa. A decoração conta com um suntuoso sofá na sala, em frente a uma TV colocada em um cavalete, como um quadro. Gimenez afirma que deseja construir uma estrutura totalmente sustentável no local, com captação de energia solar e horta. Por o proprietário ser lacto-vegetariano, as comidas oferecidas são restritas. Para garantir a segurança e a liberdade dos hóspedes para entrar e sair a hora que quiserem, o portão de entrada tem senha e registro biométrico. Inclui café da manhã.

Gol Backpackers

Localizado a um quarteirão da Avenida Paulista, o hostel é uma ótima opção aos hotéis caros da região. A estadia custa de R$ 30 a R$ 50 por dia. O pequeno sobrado possui cinco quartos, cada um dedicado a um time paulista: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos e Portuguesa. A lotação é de 26 hóspedes. Há Wi-Fi liberado, acesso a dois computadores e cozinha coletiva. Na recepção também funciona um bar, que costuma reunir um número considerável de pessoas no happy hour. Assistir a partidas de futebol é um dos rituais do local: o pessoal se reúne na sala e senta nos pufes em formato de bola para tomar cerveja – ou cachaça, a grande pedida dos gringos. Inclui café da manhã.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO