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Animais

Primeiro hospital veterinário público já tem lotação máxima

Serviço prevê segunda unidade ainda esse ano, com verba de 10 milhões de reais

10.ago.2012 por Nathalia Zaccaro

Todos os dias da semana, por volta das 5 horas, dezenas de pessoas começam a formar uma fila curiosa na porta de um prédio de dois andares no Tatuapé, na Zona Leste. Elas aguardam a abertura do local segurando no colo cães e gatos doentes. Tem sido assim desde o mês passado, quando foi inaugurada por ali a primeira clínica veterinária pública da cidade. O “SUS” dos pets atende das 7 às 19 horas e já sofre um problema bem conhecido dos hospitais municipais: recebe uma demanda acima de sua capacidade de operação.

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Daí a necessidade de madrugar na porta para garantir o atendimento. Na última quarta (8), uma das pessoas que aguardavam era a desempregada Cibele Crepaldi, acompanhada da cadela Vivi, de 14 anos. “Ela tem um câncer de mama e não posso pagar a operação”, contou. “Por isso, cheguei cedo para tentar salvá-la.”

Cibele Crepaldi e a cadela Vivi:a operação de câncer de mama da mascote pode chegar a 2.000 mil na rede privada
Cibele Crepaldi e a cadela Vivi:a operação de câncer de mama da mascote pode chegar a 2.000 mil na rede privada
(Foto: Ivan Dias)

O lugar é mantido por uma verba mensal de 600.000 reais da prefeitura. Com uma equipe de 22 veterinários, tem capacidade para atender trinta animais por dia (somente cães e gatos). São feitos por lá desde exames mais simples, como radiografias, até cirurgias oncológicas, procedimento cujo preço chega facilmente à casa dos 2.000 reais num serviço particular.

Fila matutina: as pessoas chegam por volta das 5 horas
Fila matutina: as pessoas chegam por volta das 5 horas
(Foto: Ivan Dias)

Entre os pacientes, há casos como o da vira-lata Minie, que ficou com uma fratura exposta na pata depois de um atropelamento. No início de julho, ela acabou operada por uma equipe de quatro profissionais. “Mantemos contato com a dona até hoje e as notícias são ótimas: a cadela está bem e voltou a andar”, diz Renato Tartalia, diretor administrativo da unidade. Veterinário especializado em odontologia, ele também faz cirurgias, quando necessário.

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O endereço abriu as portas sem estar 100% pronto. Na semana passada, um pedreiro realizava ajustes na entrada e algumas salas ainda não haviam sido postas em funcionamento. Mesmo assim, já há planos de expansão. “Queremos inaugurar nos próximos meses uma segunda unidade, a poucos metros daqui.”

O diretor Renato Tartalia: verba mensal de 600.000 reais
O diretor Renato Tartalia: verba mensal de 600.000 reais
(Foto: Ivan Dias)

A novidade tomou forma quando a Câmara aprovou uma emenda de 10 milhões de reais apresentada pelo vereador Roberto Tripoli (PV) para tirar o projeto do papel. “Era uma antiga reivindicação dos movimentos ligados à proteção dos animais”, afirma ele.

Médica em consulta: equipe conta com 22 veterinários
Médica em consulta: equipe conta com 22 veterinários
(Foto: Ivan Dias)

No primeiro ano de atividades, serão gastos 7,2 milhões de reais desse total. A assinatura de um convênio permitiu entregar a operação do negócio à Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo. Uma estratégia para garantir a eficácia do serviço é a rigorosa triagem na recepção. “Faço perguntas sobre moradia, salário e meio de locomoção e, se desconfio de algo, solicito uma visita domiciliar”, conta a assistente social Cristiane de Sousa, que atua para que sejam atendidos apenas paulistanos de baixa renda. “Rejeito cerca de três pessoas por dia”, completa ela.

Altos e baixos do serviço

Motivos para abanar o rabinho

■ Triagem: para evitar que o lugar seja utilizado por pessoas que têm condições de pagar, os interessados são submetidos a uma entrevista com uma assistente social.

■ Internação: com capacidade para catorze animais, conta com a presença de uma veterinária 24 horas por dia.

■ Odonto: o diretor administrativo da unidade, Renato Tartalia, realiza, gratuitamente, complexas cirurgias nessa área.

Motivos para rosnar

■ Especialidades: oftalmologia e endocrinologia são alguns dos ramos da veterinária que ainda não são oferecidos no endereço.

■ Doenças infectocontagiosas: não existe um espaço reservado para animais atingidos por esse tipo de enfermidade.

■ Espécies: o hospital foca apenas cães e gatos,deixando de lado outros pets, como tartarugas.

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